Que a vida sem maldade é vulgar e sempre igual

Sou cem por cento fiel à degustação carnal!

Ahhh Vampiros. Desde tempos imemoriais que humanidade se deslumbra com estes seres paranormais, violentos, sedutores e sedentos de sangue.

Eu confesso-me admiradora de tais seres, desde o nobre e medonho Nosferatu ao Drácula de Bram Stocker (o filme), passando por Hemlock Grove (os infames Upirs) ou até pelas séries juvenis “Vampire Diaries” e o spin of “The Originals” (vamos esquecer a série Twilight por favor, é demasiado mau). Ofranchise draculesco dá dinheiro e entretêm.

Em quase todas as séries Sims houve sempre um capítulo dedicado a seres sobrenaturais: extraterrestres, fantasmas e claro, vampiros!

Já noutras reviews ao Sims aqui mencionei que não sou de todo uma gamer hardocre, caramba nem softcore sou. Mas gosto do francise e gosto de me imaginar na pele de outro ser virtual que pode fazer tudo o que não posso e mais uma botas.

Continuei a minha saga (que estava parada desde que finalizei a critica à última expansão) e aguardei pacientemente pelas actualizações e instalações necessárias para testar esta versão vampiresca.

Mais uma vez demorei um pouco (sou um bocado tosca) a encontrar os ditos (vampiros), mas isso deu-me tempo para preparar uma das minhas personagens para a tão aguardada viagem para ser “transformado”. Escolhi o tipo que morava lá em casa, companheiro da minha personagem original pois ele é um idiota, meio emo, que adora chatear toda a gente. Achei que seria perfeito para o papel de vampiro caseiro. Enganei-me. O gajo é tão parvo que acabou por irritar violentamente o Vladislau que em menos de cinto minutos nem o podia ver à frente. Entretanto o outro tipo que se tinha mudado lá para casa, o irmão do emoque também acabou por ir lá para casa,  caiu no goto do Vladislau (o primeiro vampiro MUAHAHAH). O problema: o irmão do emo idiota é um desgraçado de um hipster que anda sempre de cachecol, adora ler livros, não conversa com ninguém porque é demasiado tímido e não tem “game” nenhum com as senhoras. Ou seja, fiquei com um vampiro tosco mas que aprende depressa. Lá leu todos os tomos sobre vampiros, plantou as cenas todas para conseguir criar plasma (entretanto deixei-lhe uns quantos pacotes de plasma sintético no bolso caso tivesse sede) e como tinha uma capacidade inata de rápida aprendizagem passou com distinção todos os testes para ser um vampiro a sério  – parece uma série juvenil, onde o vampiro é bonzinho e um bocado coitadinho, sensível – ok falta-lhe o “game” com as senhoras.

Basicamente eu tentei criar um vampiro irritante e mau, acabei com um vampiro hipster, “virgem grotesco” e super simpático. Whatever.

E assim terminou a minha criação vampiresca, sem nunca sequer ter conseguido morder um pescoço inocente.

Mas voltando às actualizações do jogo em si: nunca me passou pela cabeça que a comunidade simiótica fose tão vegan. De repente a minha lista de refeições continha mais 43544565 pratos vegan safe, e até os vampiros têm a hipótese de nunca saborear o sangue ou a “carne ao natural”… Que raio? Isto não acontecia desde os bons velhos tempos do Duckula (o Conde Patrácula em português) o pato vampiro vegetariano! Que se passa malta? É um Vampiro, gosta de sangue HUMANO, adora o sabor da carne ao natural, é mau por natureza, ele quer lá saber se os bichinhos vivem ou morrem… enfim. Era apenas um desabafo de alguém que gosta do seu bife mal passado (em sangue) e que prefere um vampiro sedutor e cruel a um hipster desconchavado.

Mas cada um tem o que merece, eu mereço o hipster por ser tosca.

PS: vão ouvir a música de Feromona para peceberem o título e as referências. https://www.youtube.com/watch? v=cmT16yEmATg

About The Author

Redactora

Nasceu em Benfica. Desde pequena que gosta de muito de musica de cortar os pulsos, influência dos desenhos animados polacos do programa do Vasco Granja. Aos 15 andou a ocupar casas, mas deixou-se disso e foi fazer teatro experimental para a Comuna Teatro de Pesquisa. Voltou a Benfica (onde nasceu) para tirar comunicação empresarial na ESCS onde passou o primeiro ano a jogar às cartas e a jogar Game Boy. Dizem que foi aí que os videojogos tomaram conta do seu corpo e da sua vida. Agora para não ficar presa dentro das consolas, relata as suas vivências aqui no Salão de Jogos e é a nossa menina.

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