Sete anos em Kyrat

Usando honestidade posso dizer que Far Cry 4 é a minha primeira experiência com a corrente perdido-algures-numa-de-safa-te-indepentemente-das-tuas-capacidades.
Somos Ajay Ghale. Um ascendente a herói que é apanhado de surpresa por uma guerrilha que o rapta e, à partida, o impede da sua missão inicial: deixar apenas as cinzas da mãe nos Himalaias. Pagan Min, nosso raptor e vilão que mistura uma espécie de cultura rave com absolutismo asiático, mostra-se amigável e apresenta-nos a sua casa. Há duas hipóteses: ficar ou fugir.

Spoiler Alert!
É engraçado de saber que se ficarmos, não sei sé um bug ou, mais provavelmente, uma piada, concluímos o jogo. Ajay pousa as cinzas da mãe numa sala muito bonita e muito religiosa e pronto. Créditos.
 No entanto, o que se quer é jogar e sobreviver e assim ao fugirmos da mansão do imperador Pagan Min começa a trama.

Um cenário ridiculamente detalhado, com rinocerontes, elefantes, matilhas de cães – ou dholes – e planícies onde se não tivermos cuidado tanto o personagem como o comando tremem de um ataque de uma águia. Os primeiros ataques podem ser minimamente assustadores. O first person é ambicioso. Podemos guiar-nos em qualquer veículo que encontremos. Carrinhas, carros, moto 4, asa delta. Até a possibilidade de usar o travão de mão nas curvas “nos” torna reais às mãos de Ajay.

Com o objectivo de invadir e libertar postos-comando do exército Pagan Min podemos fazer campanha com um arsenal variado e que, dependendo das escolhas, nos obrigará a fazer diferentes tipos de jogo e ataque. Quem quiser optar pelo arco e flecha terá de se adequar aos pontos estratégicos para sobreviver.
A história não é o mais surpreendente. Resume-se no clássico anti-herói. Os antepassados de Ajay fundaram o Golden Path e ele de certa forma foi encaminhado pelo destino para herdar os ideais dos pais. Porém, dentro desse cenário existem inúmeras missões e funções que, a troco de bom karma, nos aliciam a jogatana e nos fazem esquecer os propósitos da história a favor do entusiasmo de estarmos perdidos num terreno selvagem, com alguém a berrar “águia!!” enquanto uma carrinha com 4 militares Pagan Min estão prestes a matar inocentes e tu só tens uma flecha e um pedaço de carne para atirar contra um tigre de bengala que se soltou da jaula.

O ponto alto de Far Cry 4 será sim o culminar do formato survivor. Grande gráficos tornam Kyrat real, a raridade dos animais que encontras coincide com a dificuldade em matá-los, e mais tarde controlá-los, a necessidade de fazer seringas com aquilo que encontras e as bugigangas que encontras nos bolsos dos defuntos, como porn antigo ou uma embalagem de aspirinas, é Far Cry 4.
Para amantes de uma grande história não há grande coisa a acrescentar. Mas quem quer viver realmente um jogo e fica entusiasmado com a noite a cair na montanha enquanto só tens uma luz no carro e estás prestes a chegar a um mosteiro carregado de bad guys e tochas a iluminar este é o jogo!

Recomenda_farCry

Author
Published
Categories Análises
Views 47
Ir para a barra de ferramentas