A besta está de volta!

Foi com bastante expectativa que depois de revelado em 2013 recebemos na nossa redacção Shadow of the Beast o remake do clássico de 1989 para o mítico Commodore Amiga.
Desenvolvido pelo estúdio Heavy Spectrum, neste jogo vamos assumir a pele de Aarbron, uma criatura sanguinária controlada, no início por um mestre ainda mais sanguinário que claramente quer extinguir todos os seres humanos do universo futurista de Karamoon. E se no trecho inicial somos comandados por este mestre, rapidamente o feitiço se vira contra o feiticeiro e libertamo-nos desta tortura para abarcar noutra, na verdade, a de ir atrás dele, levando tudo à frente.

A história não tem nada de complexo, aliás em certos momentos até peca por ficarmos completamente à toa, apenas alimentando a fúria, a raiva e a sede de vingança de Aarbron, mas pensando bem, não é assim que ficamos quando estamos nesse estado? sem grande lógica ou grande explicação?

Talvez tenha sido isso que a equipa da Heavy Spectrum pensou, ou talvez não, se pensarmos que o jogo é muito curto, apenas com sete capítulos, o que dá mais ou menos cerca de 4 horas de jogo, isto no nível normal.
Seja como for Shadow of the Beast é um jogo cheio de acção em side scrolling 3D, lançado em exclusivo para a PS4,com cenários vibrantes e detalhados, com um trabalho de iluminação notável e com os efeitos de sangue a pintarem-nos o ecrã de forma brilhante, como só Mortal Kombat conseguiu.

Como já perceberam o jogo não tem muita ciência, tal como o original não tinha, basicamente quantos mais golpes aplicar-mos a tudo o que mexe sem sofrermos dano, maior a pontuação que vamos obter, pontuação essa que serve para o ranking online que o jogo disponibiliza como grande novidade. Aliás vamos muitas vezes desafiar os outros jogadores de todo o mundo a fazer melhor do que nós não só a nível de pontuação em cada nível, mas também em sequências específicas onde vamos carregar em botões como se a nossa vida dependesse disso, é o momento Smasher Time!

Sendo um side scroller, a verdade é que também temos o lado plataformas, vamos saltar, escalar, deslizar perante todos os obstáculos que vão surgindo nas várias paisagens existentes, mas que na verdade são super simples e apenas servem como momento de desafogo perante tanta matança.

Tenho que falar da banda sonora do jogo, até porque era um dos aspectos mais surpreendentes do jogo original, mas aqui não tivemos a mesma sorte, não tivemos David Whittaker como responsável por isso, portanto, para os mais saudosistas, a qualidade das composições é consideravelmente inferior.

Shadow of the Beast é um excelente jogo, para aqueles dias em que o chefe nos “lixou” a cabeça ou simplesmente o mundo parecia estar contra nós, porque a vingança será feita com litros e litros de sangue neste jogo.

2016-07-08 (2)

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Categories Análises
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