A insustentável leveza de fugir dos zombies

Não conseguimos viver sem zombies hoje em dia. Se alguém quiser questionar-se “porquê é que são tão adorados?” talvez seja possível responder “porque algo do género pode um dia rebentar e em questões de apocalipse mais vale prevenir do que remediar”.

Assim,  é um dos melhores livros de instruções até agora. Apesar da falta de novidade na construção da personagem, tem pormenores que muitos jogos não têm: um cenário vasto, com verdadeiras fugas de pulsação máxima por subidas e descidas realista através de  prédios e cabanas e viadutos, uma dose certa de zombies, um timming coerente entre o dia e noite (não queiram mesmo saber o que é uma noite fora das zonas seguras), armas e skills que vamos ganhando à medida que a personagem evolui como sobrevivente de um mundo cheio de gente infectada. Inicialmente conseguimos apenas correr e adoptar o parkour, depois já saltitamos pelos ombros dos zombies e fazemos de uma faca e de um cabo usb uma arma diferente. Os gráficos ajudam à experiência. As cenas de pancadaria são bastante reais e brutas.

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Dying Light é um jogo que torna a experiência mundo-zombie possível porque não só somos obrigados a sobreviver entre missões como a desvendar as razões da infecção entre mini-histórias. Outro grande ponto para o jogo é a banda-sonora que é tão ácida como aquilo que certos tipos de zombies expelem contra ti. Seja dia ou noite.

Autor: Gonçalo Perestrelo

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