The Amazing Spider-Man 2 – Review – Ps4

Sei que já vou um pouco tarde nesta review, mas as forças das circunstâncias levaram-nos a apenas agora ter em mão o jogo para a PS4, The Amazing Spider-Man 2.

A expectativa era elevada em relação ao filme e talvez ainda maior em relação ao jogo.
O filme através da performance de Andrew Garfield fez-nos ter respeito por este reboot dos filmes do Homem-Aranha e esquecer de uma vez por todas as interpretações “choninhas” de Tobey Macquire. Para além disso o filme cresce em nós mesmos com o passar do tempo, tem uma narrativa mais à BD, mas os tempos estão bem distribuídos. Ora pois bem, no jogo talvez seja esse o grande problema.

A narrativa paralela onde vamos ter que descobrir os pormenores da morte do Tio Ben, derrotar a organização de Kingpin e ainda sobreviver a Carnage não está assim tão bem construída. E isto deve-se pelos “events” que nos obrigam a fazer “coisinhas” para desatar o nó da trama, “coisinhas” que são repetitivas e sem muito interesse. Perdi muito mais tempo à procura dos coleccionáveis do que a fazer os eventos paralelos e até em certo ponto a história, isto porque para um fã da Marvel e dos comics, coleccionar comics digitais e poder lê-los é muito mais importante do que qualquer outra coisa, e isso para mim está bestial. É precisamente na loja de comics de Stan Lee, a Comic Stan que podemos desbloquear esses comics e lê-los mas também arte gráfica e conceptual, assim como pequenas estátuas de momentos chave da vida do nosso amigo aracnídeo.

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Graficamente e estamos aqui a falar da versão PS4, o jogo sofre daquele síndrome que tantos outros sofrem, o síndrome do versão upgradada para a nova geração. E como tal, há efeitos de luz que estão muito bem, o pormenor do fato do nosso Spider-Man está muito bom, mas o problema reside naquilo que nos rodeia no jogo. É em situações em que estamos a investigar na pela de Peter Parker ou quando estamos em planos mais baixos que sentimos que graficamente não está apurado. Nada de horrível, mas nada de especial também. No entanto temos que ser justos ao dizer que quando estamos em planos mais elevados e a andar de teia em teia muito disto não se repara, mas o jogo não é feito só disso.

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E já que falámos de andar de teia em teia, muitos queriam que essa experiência nos recordasse o jogo da PS2, e de facto fiquei algo surpreendido quando li em tantos locais que estavam mais uma vez decepcionados. Não foi de facto o meu caso. Se por ventura senti alguma frustação e desconforto, rapidamente e especialmente depois de fazer os upgrades a essa mobilidade, comecei a “curtir” à brava andar a baloiçar de teia em teia. A mecânica aqui pareceu-me muito interessante e divertida, com o L2 a disparar o web shooter da esquerda, o R2 o da direita e as teias só colarem quando há objectos e não no céu, depois temos uma certa variedade de movimentos quer seja ao através do nosso sentido aracnídeo escolher um local para “atirarmos”, quer seja pela forma atlética e ágil como caimos em cima de um prédio ou nos colamos ao mesmo. Quando desbloquearem o Web Slingshot então aí é que vão curtir.

Mas tal como o filme, fiquei contente com a diversão que senti ao ser o Homem Aranha, é um facto que a história apesar de ter um bom conteúdo e tentar dar mais algumas pistas sobre o futuro da saga nos cinemas e enquadrar perante os já exibidos, é algo aos solavancos e sem muita lógica. É verdade que graficamente não deslumbra, mas diverte, pelo menos a mim divertiu-me ao ponto de desbloquear todos os comics, fatos de Homem Aranha, estatuetas etc… Chamem o que quiserem a isso.

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