Analisando Call of Duty: Black Ops 3

E eis que atingimos novamente aquela altura do ano. Novembro, de entre outras coisas, é também o sagrado mês de Call of Duty, e chega-nos com mais um título da série Black Ops, o terceiro desenvolvido pela Treyarch. Call of Duty: Black Ops 3 é uma aproximação alternativa ao que estávamos acostumados noutros produtos do mesmo franchising. Se para melhor? Depende da preferência, mas está verdadeiramente diferente, em muitos sentidos.

CAMPANHA

Comecemos então pelo início. O ano é 2065, quarenta anos depois de Black Ops 2. Período em que o ser-humano se encontra praticamente obsoleto e a tecnologia exerce um controlo alarmante em quase tudo, principalmente na resolução de conflitos. Com o desenrolar da história, vemo-nos incorporados num esquadrão de elite criado para missões ultra-secretas, e que ao mesmo tempo participa num programa experimental, usando a cibernética de modo a criar super-soldados.

Aborda à sua maneira, a desumanização do homem num contexto de combinação extrema com a tecnologia, questionando o seu papel no meio militar. E não sei se propositadamente, mas leva-nos mesmo a experimentar essa progressiva perda de sensibilidade. A violência é em algumas ocasiões tão perturbadora, que chega a tornar-se banal. É mesmo algo que o caracteriza, com orgulho. De entre todos, é muito provavelmente o Call of Duty que mais consegue chocar.

Dito isto, a história não é de todo o ponto forte. É pouco cativante e por vezes nem se percebe em que sentido nos quer levar. Não estamos a exagerar ao dizer que oferece simplesmente o suficiente para nos conduzir ao longo de cada missão, e são 11 ao todo. Contudo, também não é por aí que Black Ops 3 tenta convencer, o ponto forte reside na sua jogabilidade, e na diversidade de soluções que apresenta. Pretende dar-nos uma genuína sensação de poder e superioridade. E na verdade consegue.

Além de alguns movimentos especiais que rapidamente aprendemos a dominar, temos à nossa escolha no início de cada missão, um de três conjuntos de habilidades (Cyber Cores) que posteriormente vamos desbloqueando com a progressão no jogo, incluindo uma grande variedade de armas e acessórios à nossa disposição. É também menos determinista em comparação a títulos de outros anos, sendo que o terreno é mais livre, proporcionando uma maior margem para analisar e decidir de que forma atacar cada situação. E ainda temos o tão esperado Modo de Cooperação, que pode ir até 4 jogadores. Uma novidade importante, que torna a Campanha num ensaio completamente diferente, valendo realmente a pena. Há um prazer subjacente na conjugação das habilidades entre parceiros, que conjuntamente transformam qualquer cenário no caos total.

Resumindo, optaram por um modelo que não é novo e já funcionou outras vezes com sucesso. Um FPS num circuito mais futurista, aliado a alguns elementos de RPG. É criativo sem ser original, e ainda bem, porque consegue entreter com uma pegada muito própria.

MULTIPLAYER

Muito do que encontramos no Multiplayer de Black Ops 3 é familiar, como uma nova versão de Black Ops 2, passe a redundância, e ainda bem. Pega num molde popular e estende a experiência. Oferece acima de tudo opções e há modos para todos os gostos, salientando todavia, que o novo sistema de habilidades (Cyber Cores) não está disponível quando jogamos MP.

Numa breve descrição, existem 9 personagens que em BO3 têm o nome de Specialists, com diferentes qualidades para se adequarem ao estilo de cada um. E podem ser usados nos modos mais comuns, sendo eles (Team Deathmatch, Free For All, Capture the Flag e Search & Destroy), tal como nos novos (Domination, Demolition, Hardpoint, Kill Confirmed, Uplink e Safeguard). Sem esquecer o regresso do célebre League Play, agora com um novo nome, Arena. Alterado de forma a ser mais competitivo e justo.

Há variedade suficiente para que possamos encontrar o nosso espaço. Ou seja, muito conteúdo a explorar e experimentar, seja nas diferenças entre classes, equipamento, enfim, tudo aquilo que gera uma certa identidade dentro do próprio jogo.

ZOMBIES

E para terminar, até porque não podia faltar, os obrigatórios Zombies. Shadows of Evil é o já habitual Survival, que pode ser jogado em CO-OP até 4 jogadores, e no qual temos de sobreviver a persistentes vagas de Mortos-Vivos. Mas há uma surpresa escondida em Black Ops 3. É verdade, existe um Modo História em forma de bónus (Nightmares), e é desbloqueado assim que terminamos a Campanha. Uma adição muito bem-vinda.

Concluindo, em Call of Duty: Black Ops 3 há multiplicidade, e bastante. Tem com o que nos ocupar durante horas, e provavelmente encontraremos sempre algo de diferente para nos distrair. Tem os seus problemas, particularmente de performance na versão para PC e certamente não agradará a todos, mas é um jogo sólido, ao qual de certeza muitos se irão render.

SimENao

Author Nuno Mendes
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Categories Análises
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