Análise a Overwatch

Overwatch chegou! O mais recente jogo da Blizzard e tão aguardado nos últimos meses está finalmente aí e no global, era difícil fazer melhor. A Blizzard fez jus à sua reputação e criou um produto verdadeiramente espetacular, com todos os componentes que muito provavelmente farão de Overwatch o próximo grande fenómeno dos E-Sports.

À primeira vista a Blizzard nada criou de novo, limitando-se a pegar em vários modelos de sucesso e compilando tudo com uma assinatura muito especial. No entanto, foi tudo pensado e estruturado ao pormenor, estando aí o toque especial que faz de Overwatch uma experiência única. De referir que os Betas tiveram uma importância crucial no resultado final e mais especificamente a atenção que foi dada à opinião dos jogadores, tendo passado por várias transformações no período de desenvolvimento. Estes são os detalhes que continuam a manter a Blizzard no topo.

E o que é Overwatch?

Overwatch é um FPS em formato MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) que opõe duas equipas em partidas de 6 contra 6.  Como é habitual em jogos dentro deste registo, a dinâmica e a colaboração entre jogadores é fundamental, não só porque há classes diferentes de heróis, mas também porque cada um tem a sua própria identidade e um leque muito particular de habilidades. Falando nos heróis, existem 21 para já (mais serão adicionados no futuro), divididos em 4 classes: Offense, Defense, Tank e Support. Não só é aconselhável, como é mesmo vital que as equipas tenham uma boa variedade de classes, visto que o equilíbrio na construção das equipas assume mesmo um papel decisivo nas batalhas e é a capacidade de trabalhar em conjunto que vai ditar o vencedor. Contudo, a liberdade de escolha nunca é negada e não há qualquer restrição, sendo até possível haver heróis iguais no mesmo grupo.

A diversidade dos personagens é claramente um dos pontos fortes de Overwatch e há que enaltecer a forma como a Blizzard oferece a qualquer um deles a complexidade necessária para que cada jogador encontre o seu favorito.

Relativamente às habilidades há de tudo um pouco, umas mais individuais, outras mais orientadas para o suporte, todavia, todas são importantes dependendo da circunstância e do momento em que são usadas. De um modo geral existem dois tipos de ataques básicos e três habilidades, sendo que uma delas é a especial e por norma a mais poderosa. Tudo o que se possa imaginar, desde visão de infravermelhos, congelar inimigos, restaurar a própria energia e a dos aliados, caminhar nas paredes, teletransporte, enfim, para todos os gostos.

O Sistema de Progressão em Overwatch oferece ainda opções de personalização através das Loot Box, recompensas que nos são atribuídas sempre que subimos de nível, e o mais aliciante tem o nome de Legendary Skins, que nos permite vestir os heróis com um look alternativo. De momento existem perto de 100 Legendary Skins, algumas delas tornando os personagens quase irreconhecíveis e mais serão acrescentadas para que o aspecto dos personagens nunca aborreça.

Escort, Assault, Control e Assault/Escort são os Modos de jogo, onde as batalhas têm normalmente a duração de 10 a 15 minutos, com objectivos simples de interpretar e sempre com a intensidade no máximo.

  • Em Escort a equipa atacante tem um determinado tempo para levar um veículo até ao destino enquanto quem defende tenta por todos os meios impedi-lo.
  • No Modo de Jogo Assault, a equipa atacante tem como missão tomar pontos estratégicos do Mapa enquanto a equipa que defende tenta controlar esses mesmos pontos até ao final do tempo.
  • O que nos leva ao Assault/Escort, que é nada mais, nada menos, do que a mistura dos dois Modos anteriores, com um Assalto numa primeira fase, terminando posteriormente numa Escolta.
  • Por fim, o Control, outro Modo de pontos estratégicos, mas com algumas particularidades, nomeadamente a de decorrer em 3 rondas.

Os Mapas têm o tamanho ideal para cada Modo e os objectivos obrigam a que na grande maioria das vezes todos os jogadores estejam reunidos na mesma zona, em combates incrivelmente frenéticos. São 12 Mapas no total, especificamente desenhados para os diferentes Modos: Gibraltar, Dorado e Route 66 em Escort, Hanamura, Temple of Anubis e Volskaya Industries em Assault, King’s Row, Numbani e Hollywood em Assault/Escort e Lijiang Tower, Nepal e Ilios em Control.

Overwatch tem aquela aura muito especial dos MOBA’s de sucesso, isto é, a sensação de responsabilidade no desfecho das batalhas. Apela ao ego de cada um e torna a experiência mais marcante, associando cada decisão a uma consequência, a uma emoção. Para o bem, ou para o mal, o jogador tem influência na forma como a sua equipa sairá vitoriosa ou derrotada. Este vínculo é talvez o mais difícil de atingir nos videojogos e a Blizzard conseguiu-o na perfeição, muito ajudando a sua jogabilidade, que além de ser simplesmente fantástica e do mais divertido que se pode desejar, é intuitiva e talvez das mais fáceis que já encontrei, principalmente em jogos dentro do género.

Bem conseguido graficamente, não é deslumbrante, mas tem aquela identidade muito própria da Blizzard, funcionando muito bem com o tipo de jogo em questão. A própria intensidade e animação dos combates encaminham no sentido deste estilo de design, encaixando perfeitamente, e a opinião geral corrobora isso mesmo.

Em apenas uma semana, Overwatch vendeu 7 milhões de cópias, o que é sintomático do fenómeno que rapidamente se está a tornar, justificando-o plenamente. A Blizzard conseguiu mais uma vez acertar em cheio e criou algo que só mesmo jogando se compreende a dimensão que poderá vir a ter. Conquistou inevitávelmente mais um fã.

SimENaoOverwatch

Author Nuno Mendes
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Categories Análises
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