Análise: ARMS, ou como a Nintendo “bateu punho”!

A Nintendo como habitual tem uma forma diferente de ver as coisas, e ao longo da sua historia tem feito por nós fazer ver os jogos de outra forma, começando pela forma como jogamos com a Wii, aos próprios jogos como shooters através de Splatoon. E agora com ARMS, reinventa à sua maneira um dos tipos de jogo mais competitivos de sempre os fighters!

ARMS chega à Switch como um dos exclusivos mais esperados, e como uma entrada no mercado competitivo (isto enquanto o cada vez mais inevitável Super Smash Bros não chega nume versão Deluxe). Prova disso é o já conhecido torneio que decorrerá durante a E3 na próxima semana. Mas deixemo-nos do que o jogo tenta ser e passemos ao que o jogo é na realidade.

ARMS é um jogo de luta e como tal não precisa de grande historia, sabemos que os nossos lutadores um dia acordaram e tinham braços elásticos tal qual super heróis e a partir dai criou-se um torneio onde os melhores combateriam entre si, de forma a decidir quem é o rei do punho elástico.

Este “heróis” vem em todas as formas e feitios, desde uma alegre cheerleader, a um ninja, uma múmia, um ser viscoso, e até uma miúda que constrói um fato robô para combater na liga juntamente com os seus ídolos. Cada personagem tem atributos próprios, Springman tem um charge rápido e fica mais forte quando está prestes a ficar KO, MinMin um punho que fica constantemente carregado, entre outras habilidades. E são estas habilidades que juntamente com as combinações de diferentes tipos de “luvas” (ARMS) vão fazer diferença no combate. A verdade é que cada pessoa terá a sua personagem favorita ao fim de algum tempo, e até um set de ARMS que irá usar com mais frequência, no entanto e após reconhecer os padrões da pessoa contra a qual está a lutar, seja CPU ou outro humano online, a escolha do set de ARMS vai revelar-se crucial.

Imaginem que estão a lutar contra uma personagem mais pesada (exemplo no video acima), mas cujos golpes são lentos, podem sempre contrariar esses golpes usando um golpe lateral de um ARM bumerangue. Provoca menos dano mas são estas configurações e definições que vos vão ajudar em combate.

Cada personagem tem um conjunto base de 3 ARMS diferente sendo possível combinar esses ARMS entre si. Para obterem novos ARMS terão de jogar um mini-jogo, onde com terão de acertar nuns pacotes prenda que contem novos ARMS. Este mini-jogo é por tempo, e custa moedas de jogo. Mas não se preocupem, para obter moedas é muito simples, basta jogar. Qualquer actividade em ARMS vos fornece moedas que depois podem ser trocadas por tempo neste mini-jogo.

Além das personagens diferentes e das ARMS de cada um, cada personagem tem uma arena própria com particularidades muito especificas. Se podemos estar num momento numa taça de ramen onde as bombas ocasionais vão rebolando para o centro, a seguir podemos estar num skate park a bordo de um “beyblade” num combate a alta velocidade. É esta imaginação fora da caixa que torna ARMS num jogo que já vimos, em algo completamente novo.

Todos os cenários são incrivelmente bem desenhados, sendo simples e funcionais, e com pequenos detalhes como que identificam cada cenário ao seu jogador, e outros detalhes como as pessoas a assistir às partidas, que em conjunto com o audio do jogo, onde facilmente ouvimos as pessoas a torcer por nós nos dá uma sensação de espectáculo. Infelizmente em termos musicais, e apesar da musica ser do meu agrado, senti que estava sempre a ouvir o mesmo tema, quer fosse por ser o dos menus, quer por serem todos muito idênticos.

Passando das personagens, das arenas e das armas em si, falemos dos modos de jogo. São muitos, e todos disponíveis logo “de caras” no ecrã inicial, temos um modo Grand Prix (ou arcade nos convencionais fighters). Aqui será o modo onde se calhar passaremos mais tempo, quando não temos ligação à internet, pois aqui podemos pegar numa personagem e competir no torneio de principio ao fim. Ao selecionar a personagem, podem selecionar também o nível de dificuldade do torneio, e meus amigos, façam um favor a vocês próprios, começem em nível 2, que é quase o “normal”, quando já conseguirem dominar as ARMS tentem então de novo, a nível 4 ou superior. O jogo não é meiguinho na diferença entre níveis de dificuldade. Após conversas com outros jogadores, chegámos a conclusão que 1 é fácil, 2 é normal, a partir dai é de difícil para cima. Mas não impossível ok? Aliás devem jogar e passar o Grand Prix em nível 4 para que possam usar todas as potencialidades do jogo. Não vos posso falar do que vos espera nas partes finais do Grand Prix, mas preparem-se para suar…

No modo Grand Prix temos também a possibilidade de entre combates testar todos os tipos de jogo existentes, desde o combate normal, a V-Ball, uma espécie de Volleyball, passando por Hoops, um jogo de Basket, ou Skillshot, tiro ao alvo. E se jogarem com um amigo em co-op local podem ainda experimentar os combates por equipa. A Nintendo não se esqueceu que esta é uma consola hibrida, e como tal, permite salvar e sair do torneio a qualquer momento, para que a onda de combates não fique a meio.

Passando do modo Grand Prix para os restantes temos então o Versus, onde encontramos combates 1-1, 2-2, combates a 3 ou a 4, V-Ball (volley), Hoops (Basket), Skillshot, 1 – 100, e treinos variados. Tudo isto para que possam ir treinando e ganhando moedas para trocar por AMRS como expliquei acima.

Estes modos anteriores são os locais, mas a diversão aumenta quando vamos para online, e ai, podemos jogar por diversão, em Party Match em que somos aleatoriamente colocados num lobby e onde vamos podendo jogar todos os tipos de jogo, ou então podemos procurar uma batalha no Ranked mode (desbloqueado após vencerem o Grand Prix em nível 4). No Ranked Mode é onde vamos encontrar os maiores desafios, em combates onde o nosso nível será posto à prova frente a outros jogadores online. Podemos também jogar online com amigos, de forma rápida através do menu de jogo, melhor seria se pudéssemos falar com eles, mas isso é outra história… Ainda em modos com amigos, podemos usar o modo local em que cada um usa a sua consola para combates locais como um café ou esplanada, essas arenas de combate improvisadas.

Então e a bandeira de venda deste jogo, os controlos, são bons? Sim são, e são para todos os gostos. Para melhor explicar o jogo tem um controlo extremamente simples, ora através dos movimentos, ora através da regra de “simplicidade” de dois botões. Mas desenganem-se se acham “o quê comprei um jogo para me limitar a dois botões??” a verdade é que os dois botões referentes a braço esquerdo e braço direito é verdade só movimentam o braço, no entanto, as combinações de punhos com as habilidades únicas de cada personagem trazem toda uma nova dimensão à jogabilidade. Além destas opções “base” podem como habitual já na Switch, optar por um comando, dois joy-cons, Pro- Controller, ou seja uma consola varias opções!

Consigo imaginar torneios algo épicos só com controlo de movimento, mas os jogadores “pro” julgo que irão optar pela acção rápida dos botões.

Mas será isto suficiente estes modos todos, ou mesmo os diferentes modos de jogo?

A verdade é que para alguns poderá saber a pouco, o modo local, e é de facto algo escasso, sem uma grande historia ou uma linha que ligue as personagens entre si, algo que cative mais que a jogabilidade. Mas a verdade é que quem joga fighters procura isso mesmo, um jogo e não tanto uma história. O jogo não é perfeito, longe disso, mas é um exemplo de uma nova marca a surgir, de como a Nintendo consegue fazer mais quando quebra as barreiras do normal. Acredito que a competição pura, não chegue neste ARMS ainda, mas sim num segundo, melhorado, com um arcade stick próprio ou algo do género.

ARMS é uma reinvenção de um género, uma explosão de diversão, e uma amostra da nova geração Nintendo, uma geração sem medo de arriscar em algo diferente, sem nunca esquecer o passado.

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Categories Análises Nintendo
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