A PlatinumGames tem diversos jogos de sucesso, mas existe um que claramente chama mais a atenção: Bayonetta. A sensual bruxa que não consegue deixar ninguém indiferente, sejam homens ou mulheres, novos ou velhos, todos se apaixonam por Bayonetta e pela sua personalidade. Lançado pela primeira vez em 2009, no Japão, e em 2010, no resto do mundo, foi um jogo que chegou à PlayStation 3, Xbox One. Só em 2014 chegaria à Wii U, e  no ano passado, ao PC.

Bayonetta foi um dos jogos mais aclamados de 2009 e 2010. Um sucesso incrível. Com grandes notas em todos os sites da especialidade naquela altura. Mesmo mais tarde, quando foi lançado tanto para a Wii U, e mais tarde no PC, não deixou os jogadores dessas plataformas indiferentes. Um jogo que, tal como a bela bruxa Bayonetta, pouco ou nada envelhece, e chega agora a vez de entrar na Nintendo Switch.

A história por detrás do jogo é bastante interessante, e a maneira que nos é contada torna tudo ainda mais apaixonante. Como é óbvio, nós somos Bayonetta (a bruxa mais overpower da história dos videojogos), o início do jogo começa logo com uma batalha contra diversas criaturas, e onde estamos acompanhados por outra bruxa (Jeanne). Após essa batalha viajamos por uma pequena cutscene, antes de sermos imediatamente transportados para os dias actuais, com a total ausência de explicações. Na verdade, Bayonetta ficou com a sua memória apagada e esteve adormecida durante bastantes anos, e é por isso que a nossa missão será descobrir o porquê.

Algo bastante interessante para quem nunca jogou o jogo, é que os nossos adversários são compostos por criaturas divinas, mas também criaturas demoníacas, isto é: anjos, arcanjos, demónios e por aí em diante. E se depois desta frase pensam que Bayonetta é uma “criatura má”, então não podiam estar mais enganados, porque Bayonetta e as bruxas servem como um pêndulo, ou seja, para equilibrar as forças entre o céu e o inferno. Além de bruxas, também existem sábios que servem para manter esse equilíbrio, a diferença é que os sábios invocam criaturas do céu para os ajudar, enquanto as bruxas criaturas do inferno. Seja como for, aqui não existe a ideia de bom ou mau, a ideia é manter um equilíbrio entre as duas forças.

Bayonetta é incrível, é um jogo hack’n’slash que é jogado na 3º pessoa, e como já é normal neste tipo de jogos, a velocidade de reacção é deveras importante, tanto para nos desviarmos, como para fazer combinações surpreendentemente loucas, e com efeitos que nos deixam muitas vezes completamente pasmados. No entanto, tudo é simples em Bayonetta, e embora existam “milhentas” combinações, a verdade é que saem de uma maneira fácil e simples. E essa é uma das razões pelas quais os combates neste jogo são todos fantásticos, sejam eles fáceis, ou mais complicados. Há sempre uma tentativa de superaração, mais que seja para conseguir obter uma melhor pontuação no fim de cada um.

Importante referir que a nossa bruxa está equipada com um arsenal bastante interessante, podemos ter pistolas em cada um dos pés, e armas nas duas mãos, fazendo de nós uma autentica arma de guerra. Por cada criatura que matamos, somos premiados com uma espécie de aureolas (será que é porque matamos criaturas divinas?), estas servem para comprarmos melhores armas, e o arsenal ainda é bastante interessante. E vale bem a pena tentarem comprar armas variadas, nem que seja para compreenderem a diferença de combinações que existem, por alterar simplesmente as armas. É incrível, é de nos deixar de boca completamente aberta. Além de tudo isso, Bayonetta também pode invocar criaturas ou mesmo transformar-se em algumas, algo tão impressionante, que só jogando conseguem perceber o quão bem feito e intensos são todos estes combates.

Algo que também não posso deixar de referir, é o génio que está por detrás deste jogo, que se trata de Hideki Kamiya. Este senhor não é nada mais, nada menos, do que quem pensou no jogo Resident Evil, e que foi depois também director de Resident Evil 2, e posteriormente de Devil May Cry. E Bayonetta tem uma forte inspiração neste último, não é sendo por acaso que os fãs de Devil May Cry agarraram em Bayonetta com unhas e dentes quando este saiu.

E como estamos a falar da Nintendo Switch, não posso deixar de referir que podem usar o touch screen para jogar, desviar, atacar e criar combos. É bastante fácil usando o touch screen. Esta não é nenhuma novidade, visto que a versão Wii U já permitia fazer isso. Seja como for, para os jogadores que nunca tiveram oportunidade de testar essa versão, aqui podem encontrar algo novo.

Graficamente Bayonetta não impressiona, nota-se que já é um jogo com alguns anos, mas a diversão está toda lá. O que impressiona é a sua fluidez e os 60 fps quase sempre estáveis. Já a banda sonora é excelente, ajudando a tornar o jogo épico, e elevando os combates para uma dimensão que poucos jogos conseguem.

Concluindo, Bayonetta embora tenha sido lançado há já 8 anos, continua a ser um dos melhores jogos hack’n’slash de todos os tempos. A linda e super sensual Bayonetta oferece-nos uma personalidade incrível, sendo uma super badass e altamente overpower. Um jogo obrigatório para todos aqueles que nunca jogaram Bayonetta, e que agora com a Nintendo Switch, podem levá-lo para todo o lado. Para quem já o jogou, e tem saudades da bruxa, então não se arrependerão.

Podem ler também a análise de Bayonetta 2 para a Nintendo Switch.

4.0

Sim

  • Uma jogabilidade incrível
  • 60 fps quase sempre estáveis
  • Um dos melhores jogos do género

Não

  • Não oferece nenhuma novidade
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Categories Análises Nintendo
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