Após mais de um ano em early access, Conan Exiles finalmente chega à sua versão final. Um survival que aproveitou todo este tempo para ser polido, aprendendo com os erros, mas sem nunca se afastar dos principais elementos que tão bem o definem.

É um survival nú e cru, muitas vezes implacável e sem piedade. Não é raro sentirmos que todo o jogo conspira no sentido da nossa frustração. Porém, nem se podia esperar outra coisa, o desafio e a superação fazem parte daquilo que é o género, e Conan Exiles tenta ser fiel a esse pressuposto, tanto quanto possível.

 

 

 

 

Conan Exiles foi desenvolvido pela Funcom, os mesmos autores do MMORPG de sucesso lançado há dez anos, Age of Conan, e que novamente recorre ao tema do mítico bárbaro.

A Ciméria sempre foi uma região hostil e violenta, e é ainda pior em terras de exílio. Deixados para morrer na cruz, resignados e entregues à sorte pungente da era hiboriana, eis que por entre devaneios de um moribundo surge Conan. Não saberemos se foi por um acto de misericórdia, redenção, ou de pura crueldade, todavia, somos soltos pelo bárbaro que, qual miragem, desvanece em direção ao horizonte, murmurando frases vagas e pouco animadoras.

Quando falamos em sobrevivência, não pretendemos ser redundantes, é realmente duro enfrentar este mundo aberto. Tudo o que é primal quando olhamos à mais basilar condição humana, está presente em Conan Exiles, e por vezes, chegamos a pensar que o seu principal objectivo é nunca nos deixar de alguma forma confortáveis.

Como é normal neste estilo de jogos, explicações praticamente não existem. O que abunda são as preocupações. Como tal, as necessidades mais básicas são desde o início as mais importantes. A sede, a fome, desembaraçar algo para vestir, e encontrar abrigo começam por ser os problemas que teremos de resolver com alguma urgência. Felizmente, tudo se apanha, e tudo se crafta, sendo na verdade uma das características elementares do jogo, com um sistema de crafting extenso e complexo, onde podemos criar quaisquer roupas ou armas do período em questão.

 

 

 

 

A Funcom apostou forte nas opções de construção dos edifícios. No começo os recursos disponíveis não dão para muito, e os resultados são pouco mais do que singelos, contudo, mais para a frente, temos liberdade para caprichar como bem entendermos, conseguindo criar verdadeiros monumentos.

 Com isso vem a defesa do nosso território, que como podem imaginar, é constantemente ameaçado. E especialmente com jogadores reais, porque tanto é possível jogar em modo offline, como online. A variedade de inimigos é vasta, desde animais, outros bárbaros, monstros gigantes e, pasme-se, até Deuses.

Apesar de não ter um combate muito sofisticado, funciona naquilo que é suposto. A mecânica é fácil e não há muito o que saber, no entanto, não podemos dizer o mesmo dos inimigos, que são por norma difíceis e desafiantes. A escolha do momento e da circunstância para atacar é fundamental para que não sejamos nós, no fim, a jazer aos pés empoeirados e encardidos do nosso rival.

 

 

 

 

O mundo é amplo e vivo, com toda uma dinâmica a acontecer por trás, e não é somente hostil para connosco. A qualidade gráfica é aceitável, e a optimização não é um problema. Temos, contudo, que contar com alguns bugs, como é perfeitamente natural em todos os open worlds. Ainda assim, nada que possamos considerar de significativamente exagerado, antes pelo contrário, olhando para a dimensão do universo de Conan Exiles, temos de dizer que funciona normalmente sem problemas.

À semelhança de Ark Survival Evolved, Conan Exiles deixará os fãs do género da sobrevivência entretidos por bastante tempo, e com uma sensação de liberdade que não encontramos em muitos jogos. Um imenso e impiedoso mundo aberto, muito bem representado em pormenores, e que faz cada sessão parecer única.

3.5

Sim

  • Perfeito para os fãs de survival

Não

  • Pequenos bugs
Author Nuno Mendes
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