Quando falamos de Crash Bandicoot é impossível não mencionar duas companhias: a primeira é a Naughty Dog, empresa que desenvolveu o jogo e que hoje é extremamente conhecida por todos os exclusivos que desenvolve para a PlayStation como a saga Uncharted e a saga Last of Us; a outra é a PlayStation que sempre teve o exclusivo dos três primeiros jogos (Crash Bandicoot, Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back e Crash Bandicoot 3: Warped), sendo que 1996, 1997 e 1998 foram os anos dos seus lançamentos respectivamente, ainda para a velhinha PlayStation 1. Passados mais de 20 anos, chega agora a vez de todos os jogadores terem acesso aos primeiros jogos da saga, tendo a Activision lançado o jogo para todas as plataformas, primeiramente para a PlayStation 4, e mais recentemente para a Xbox One e Nintendo Switch.

Nesta época onde os remakes e remasterizações estão na moda, obviamente que a Activision não podia deixar de lançar Crash Bandicoot N Sane Trilogy. Uma jogada de mestre. Primeiro porque todos os jogadores que nunca o jogaram não quereriam perder esta oportunidade; e depois porque os jogadores que já o tinham jogado não iriam querer perder a oportunidade de revivê-lo com uns gráficos incríveis.

 

 

Crash Bandicoot N Sane Trilogy trata-se de uma remasterização destes clássicos míticos, um jogo de plataformas com uma dificuldade acima da média relativamente à época em que foram lançados. Provavelmente, todos aqueles que tiveram a oportunidade de jogar cada um desses jogos, lembram-se da enorme frustração que sentiam a tentar ultrapassar certos locais, e foi exactamente isso que fez deste jogo um sucesso. O desafio de conseguir finalizar Crash Bandicoot era imenso, mas quanto conseguíamos completá-lo parecia que tínhamos vencido o campeonato do mundo.

Falando então da dificuldade, é certo que o jogo é difícil (principalmente o primeiro), mas também é preciso referir que muitas vezes o problema não era apenas do jogador, ou de existirem diversos locais que estão construídos para provocar a frustração que falei anteriormente. O que acontece é que às vezes nem tudo funciona na perfeição, e existem certos detalhes no jogo que mereciam um ajuste.

Mas também existem algumas surpresas reservada aos jogadores, além dos três jogos já mencionados foram acrescentados dois novos níveis: Stormy Ascent, é um nível insano que nunca foi lançado antes, e pertence ao primeiro jogo (Crash Bandicoot); Future Tense, trata-se de um nível criado para o terceiro jogo da saga (Crash Bandicoot 3: Warped), mais uma vez é um nível completamente original que apresenta diversos quebra-cabeças que tornam este nível bastante atractivo.

Quanto à análise pormenorizada do jogo, podem ler aqui, foi feita pelo João Gonçalves quando este foi lançado para a PlayStation 4 o ano passado.

 

 

Como é fácil perceber já que estamos a falar de uma remasterização, a grande diferença face à versão anterior está nos gráficos, e aqui o trabalho foi é incrível, se colocarmos os jogos anteriores ao lado deste Crash Bandicoot N Sane Trilogy ficamos completamente impressionados, a pixilização desapareceu por completo, os cenários estão todos com bastante detalhe, cores incríveis, impressionante. Virando as agulhas para a versão da Nintendo Switch, podemos dizer desde logo que o jogo corre sem qualquer problema na consola, seja em modo Dock ou em modo portátil. Temos quase sempre 30 fps estáveis, embora graficamente fique abaixo da versão da PlayStation 4 ou Xbox One, algo que qualquer jogador compreende face à diferença de poder dos processadores. Por outro lado, a portabilidade é uma mais valia nesta consola, poder jogar um jogo desta qualidade em qualquer lugar é incrível, e este é um ponto que não podemos deixar de focar.

Quanto à banda sonora e sons do jogo, estão igualmente muito bons, e acompanham muito bem os diversos níveis dos três jogos. Obviamente também estes foram melhorados face ao jogo original.

Concluindo, Crash Bandicoot N Sane Trilogy é uma oferta de mercado quase irrecusável em qualquer uma das plataformas. Oferece-nos diversão, desafio e nostalgia, num estilo de plataformas bastante diferente, e que nos enche a alma por podermos jogá-lo novamente. Pode ter algumas imperfeições, mas a verdade é que tudo o resto faz com que no final valha mesmo a pena jogá-lo. Podem escolher diversas opções, mas a versão da Nintendo Switch pela sua portabilidade provavelmente será uma versão a ter em conta.

4.0

Sim

  • Visualmente bastante apelativo
  • A sensação nostálgica é enorme enquanto jogamos
  • A possibilidade de jogar em qualquer lugar

Não

  • A frustração inerente a certos problemas no gameplay
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Categories Análises Nintendo
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