Voltamos a Destiny 2 e a mais uma saga, desta vez apelidada de Warmind com Rasputin como o grande foco, uma das personagens mais icónicas desde o primeiro Destiny e mais enigmáticas também. Nesta expansão tudo começa em Marte com Anna Bray uma guardiã cientista que tenta descobrir os segredos de Rasputin para o compreender, para o acompanhar, para o usar em certo modo para ganhar vantagem perante todos os inimigos da galáxia. Ao contrário do que era costume com as expansões de Destiny, as duas de Destiny 2 focaram-se em personagens nossas aliadas e não um grande inimigo que precisa ser apagado da face da terra ou da Lua ou da galáxia. Rasputin sempre foi aquele que enviava Warsat para começar Public Events desde o primeiro Destiny, que tocava canções russas nas suas instalações na Terra e que nos dava coisas maravilhosas como a Sleeper Simulant, a primeira exótica que tinha uma quest própria, que passava até por perceber códigos e resolver outros tantos puzzles. Por isso talvez fosse de esperar que esta expansão revelasse muito sobre esta personagem, mas infelizmente durante a hora e meia da campanha, pouco mais fica claro, apenas o seu objectivo de defender a galáxia e tomar conta dos seus, quer a Vanguarda aprove ou não, o que um dia caso exista uma revolta de Rasputin poderá não ser tão simples, mas a história dá-nos a ideia de que com Anna Bray ao lado de Rasputin tudo ficará sobre controle.

Resumida a história, passemos à mecânica de como esta expansão está feita e o que isso traz a Destiny 2, neste caso para além da campanha da qual já falámos, teremos várias quests e algumas delas bem penosas para fazer. A aposta da Bungie foi nessas quests que dão items exóticos, por exemplo, para conquistar a espada Worldwide Zero, vão ter de disparar para uma espécie de espelhos, há 45 por destruir, alguns quase indetectáveis e que terão de utilizar armas com kinect damage, arc damage, solar damage, ou… as Valkyrie’s, uma espécie de lança que pode ser enviada por Rasputin em Public Events ou utilizando consumíveis no Escalation Protocol, do qual já falarei. Encontrem 30 e desbloqueiam a espada, destruam os 45 e ganham o sparrow exótico – G335 Anseris Overdrive – . Também a Sleeper Simulant que volta agora a Destiny 2 tem um quest dividida em várias partes para a conquistarem, assim como a nova exótica LAnce… esta numa Quest ainda mais díficil, onde todas as semanas, durante 5, temos de completar os objectivos dados por Anna Bray para adquirir informação e forma de adquirir essas armas, que começam de lendárias até exóticas e até exóticas com Masterwork.

Esta abordagem de existirem várias Quests para vários objectivos foi sempre algo que me entusiasmou no Destiny, com a expansão anterior, as quests eram demasiado repetitivas, Mercúrio era demasiado pequeno, o cenário sempre o mesmo e então tornava-se apenas chato. No entanto esta é a melhor parte desta expansão que lamento mas para mim é curta, cuja mania agora da Bungie de adicionar “Bosses” ao Raid já existente desde o lançamento de Destiny 2, com mais alguns segredos por descobrir, não traz grande conteúdo à história, não traz um inimigo, uma fórmula, cenários e espaços para descobrir, desvendar e até “cheesar”, é apenas mais um para derrotar sem ligação ao tema da expansão. Sim é díficil, sim talvez o mais lixado deles todos, mas não é mais do que um desafio.

A inclusão de Marte acaba por ser um dos melhores aspectos, com um mapa bastante alargado e com várias paisagens, tendo dois pontos de Escalation Protocol, é a nova Forja, onde vamos ter de derrotar hordes de inimigos com vários objectivos e de forma cronometrada, aqui só os melhores sobrevivem e passam à onda seguinte e é lixado para caraças, não só a dificuldade em si, mas também conseguirmos arranjar malta suficiente para conseguir progredir, isto porque podemos ter até 9 pessoas a participar neste Public Event, mas não podemos fazer uma fireteam de 9, temos mesmo de fazer com malta random e esperar que toda a gente saiba o que fazer e tenha a destreza para o fazer. é divertido, interessante e super desafiante.

The Warmind traz algumas novidades que vão sendo incluídas ao longo do novo ano do Destiny 2, nesta altura estão a entrar as facções, de novo, com novidades porque algumas exóticas estão destinadas apenas a determinda facção e isso vai ser interessante, o Iron Banner já voltou com o 6 VS 6, e futuramente vão surgir novas exóticas, espero que através de Quests e novidades no Crucible com um laboratório, que esperamos que seja como já aconteceu com o Halo, onde a aprendizagem daquilo que os jogadores procuram depois é traduzido na jogabilidade, a ver vamos. The Warmind decepcionou me porque se centra para mim na melhor personagem não jogável do jogo e acaba por ficar tanto por saber e tanto que poderia ser feito, no entanto é a expansão que mais tem que fazer depois do End Game, e as Quests apresentadas são mesmo giras e dão gosto jogar.

4.0

Sim

  • Boa aposta nas Quests
  • O novo mapa de Marte é realmente grande e uma boa quantidade de tarefas e desafios
  • O novo Escalation Protocol é um excelente desafio

Não

  • O Raid parece mais uma adição de Strike
  • A história de Rasputin merecia mais tempo de campanha
  • Tal como a primeira, as expansões precisam de durar mais tempo
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