Já faz 5 anos desde a última vez que colocámos as mãos num jogo do tatu ranger, Dillon. Tal como os seus antecessores, o terceiro jogo da série foi lançado para a Nintendo 3DS: o Dillon’s Dead-Heat Breakers. Mais uma vez estamos perante um jogo de acção, com uma mistura de tower defense, mas desta vez o cenário é bem diferente, porque em vez do velho oeste americano passamos para um mundo pós-apocalíptico.

Para perceberem o que se passa nesta nova aventura de Dillon, começamos por revelar que um cataclismo ocorreu no mundo e tudo ficou devastado, no entanto, os sobreviventes tentaram continuar a sua vida em pequenas cidades e povoações, mas infelizmente, o exército dos Grocks vindo do espaço decidiu começar a atacar essas povoações e cidades. O jogo começa exactamente num desses pontos, quando o “nosso” Amiimal  (uma junção do nosso Mii com um animal) está a ser atacado pelos Grocks, e é precisamente nessa altura que surge a dupla Dillon e Russ, que como devem imaginar, salva o Amiimal. Ao se conhecerem, e após se encontrarem num local seguro, Dillon é informado de que a cidade do Amiimal se encontra presa por uma espécie de barreira impenetrável vinda de uma nave dos Grocks que se encontra no espaço.

Com este cenário que não se mostra nada favorável, Dillon e Russ decidem tentar construir uma arma poderosa de modo a conseguirem penetrar aquela barreira, mas para isso será preciso apanhar diversos materiais. Este será o nosso objectivo principal, ou seja, conseguir apanhar todos os recursos para construir a arma que poderá livrar o mundo dos Grocks. Porém, nem tudo será fácil, já que Dillon’s Dead-Heat Breakers vai estando dividido entre dois momentos: a noite e o dia.

Dillon's Dead-Heat Breakers – Launch Trailer (Nintendo 3DS)

Durante a noite o objectivo é conseguirmos defender-nos, e aqui existe sempre alguma vila que será atacada pelos Grocks, sendo que nós teremos de deter esses ataques. Para isso é preciso preparar essa defesa, e uma das maneiras de conseguir deter esses ataques é contratando alguns Amiimals para nos ajudar, que podem usar armas de longo alcance, de curto alcance, pistolas, metralhadoras, bombas, entre outras coisas. Algo que vai ser interessante ao longo do jogo é vocês perceberem que esses Amiimals são Mii de amigos vossos, mas que foram transformados em animais pelo jogo.

Na defesa dessas pequenas vilas ou cidades vocês podem colocar esses Amiimals que contrataram em diversos locais, e é importante criar uma espécie de plano, de maneira a que tudo corra como esperado. Caso não tenham paciência para serem vocês a organizar tudo, podem simplesmente ordenar que o jogo faça isso por vocês. Momentos antes da batalha é possível fazer o reconhecimento do local onde esta se irá passar, e podem também procurar itens, alimentos, tesouros, entre outras coisas.

Feito isto chega a hora das batalhas, e enquanto controlamos Dillon para atacarmos as criaturas numa pequena arena onde usamos as armas que temos ao nosso dispor, as torres e os Amiimals contratados fazem o seu trabalho sozinhos, atacando os inimigos. É nestes combates que é possível perceber como o jogo está mais requintado, uma vez que graficamente apresenta-se bem melhor que os seus antecessores. Mas não é só, porque a sua jogabilidade também está melhorada, tanto na maneira como nos movemos e atacamos, como na dificuldade, que na minha opinião, se encontra um pouco mais fácil dos que os seus antecessores.

Uma das novidades acontece precisamente no fim destas batalhas, em que os inimigos que ainda se encontram no campo de batalha se transformam em veículos e teremos de os perseguir e eliminá-los numa espécie de corrida contra o tempo. É preciso serem bastante eficazes, pois existem locais onde estas corridas não são nada fáceis, e o tempo corre contra vocês.

Passando agora para a fase de dia, tudo é bastante mais calmo e fácil. São pequenos mini-jogos que teremos de fazer pela cidade com o nosso Amiimal para conseguirmos obter dinheiro. Embora no início isto seja uma boa novidade, e torne o jogo diferente e menos repetitivo, a verdade é que eventualmente estes mini-jogos também passam a ser mais do mesmo, deixando-nos um pouco saturados ao fim de algumas fases.

Dillon’s Dead-Heat Breakers mostra um grande avanço em relação aos seus antecessores, introduziu novos objectivos e mini-jogos, melhorou os seus gráficos, e a sua jogabilidade tornou-se bastante mais acessível, aumentado o número de jogadores que provavelmente o vão jogar. Infelizmente, continua a ter o problema de se tornar um repetitivo passado algum tempo, o que estraga um pouco a sua experiência. Seja como for, para os fãs dos dois jogos anteriores, este é o melhor de todos, e nesse sentido não o vão querer perder, e até para os novos jogadores, que vão ter uma aventura engraçada, interessante, e até bastante fora de vulgar.

4.0

Sim

  • Melhoramento da jogabilidade
  • Graficamente está bastante refinado e melhorado
  • Diversos mini-jogos oferecem mais opções de escolha

Não

  • Depois de algum tempo torna-se bastante repetitivo
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Categories Análises Nintendo
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