Arkane Studios já nos havia trazido um dos melhores jogos que tive a possibilidade de jogar neste ano: Prey. Provavelmente foi uma grande surpresa para muitos jogadores, mas para os amantes da serie Dishonored foi algo normal, e digo isto porque quem já jogou qualquer um dos jogos desta serie sabe bem a qualidade que este estúdio coloca em tudo o que toca.

Dishonored: Death of the Outsider chega-nos como um stand alone, e pode até dizer-se que enganou muitos jogadores, sendo que chegou-se a pensar que seria um DLC de Dishonored 2. No entanto não é sequer necessário possuir Dishonored 2 para jogar Death of the Outsider, embora a protagonista desta história tenha entrado no jogo anterior.

Para introduzir Dishonored: Death of the Outsider podemos utilizar a frase “A vingança é um prato que se serve frio”. Diria mesmo que este podia bem ser o titulo do jogo, porque para uma vingança ser perfeita é preciso ser extremamente paciente, calculista e com um plano competente. Na verdade, todo o conceito do jogo baseia-se precisamente nisso.

Para quem jogou Dishonored 2 deve saber exactamente quem é Billie Lurk, uma personagem que fazia parte do enredo, porém sem ser protagonista. Neste novo jogo passou a ser a personagem principal: uma capitã de um barco que tem como grande objectivo uma vingança. O grande problema é que a sua vingança é contra o Outsider. Ninguém sabe muito bem como descrever Outsider; talvez entre deus e o diabo existirá alguma palavra que o descreva. Além disso os seus poderes são extremamente poderosos, capaz até de dar poderes sobrenaturais a humanos: transformando-os em verdadeiros máquinas de matar.

E foi justamente isso que aconteceu com Daud, Corvo e Emily (os dois últimos foram os protagonistas em Dishonored 2). Quanto a Daud, é um lendário assassino e mentor de Lurk, e falo dele porque logo no início da história o nosso objectivo é encontrá-lo e libertá-lo. Como devem imaginar, Daud também será importante nesta nossa historia, visto que o Outsider fez-lhe uma visita transformando-o no “animal” que ele é actualmente.

A experiencial que este jogo oferece está excelente, tal como os anteriores, conseguindo, na minha modesta opinião, ir um pouco mais além dos antecessores. Uma história com um enredo envolvente, assim como revelações bastante interessantes. Os jogadores que conheçam bem Dishonored não se sentirão desiludidos.

Como sempre, os mapas são grandes e cheios de segredos, e a exploração é algo de extremamente necessário para conseguir obter a melhor experiência possível neste jogo. Alguns dos poderes da nossa personagem vão dar imenso jeito, como por exemplo, o conseguir ouvir os ratos a pensar/falar. E este será um dos vossos maiores aliados, pois para descobrir entradas secretas, assim como locais escondidos, nada melhor do que um rato ou ratazana para indicar o caminho.

O stealth continua a ser um dos principais pilares do jogo, e em Death of the Outsider chega mesmo a ser fundamental. Isto porque a maioria das vezes, os inimigos encontram-se em grupo, e lutar contra um grupo como imaginam é a morte do artista, significa por isso que é uma missão quase impossível, ou melhor: mesmo impossível.

Seja como for, para aqueles que se acham mais hábeis, podem continuar a assassinar tudo o que vos aparece à frente, e para isso podem usar os vossos poderes, ou a vossa espada para fazer rolar as cabeças dos inimigos.

Os poderes de Lurk são semelhantes aos seus antecessores, mas com algumas adições que trazem sempre algo novo e até nos fazem sentir mais poderosos quando aprendemos a usá-los na perfeição, dando-nos um maior controlo das situações. Chega a ser engraçado deixar os nossos adversários completamente perdidos à nossa procura.

Além das missões principais, existem também contractos que vocês podem fazer: as chamadas missões paralelas. Estas são bastante interessantes de fazer, além de aumentarem o tempo de jogo e as recompensas valerem a pena. Não são repetitivas e até podemos considera-los como simples, embora requeiram bastante perícia. Muitas destas recompensas são dinheiro que vos permite adquirirem novas armas ou mesmo “comprar” algumas pessoas para obtermos o que pretendemos.

Karnaca é a cidade onde o jogo se passa, um nome facilmente reconhecível para quem está familiarizado com Dishonored, pois foi aqui que decorreu a acção do jogo anterior.

Quanto aos jogadores dos jogos anteriores, irão sentir-se em “casa”, uma vez que mantém a diversão e a jogabilidade a que a Arkane Studios sempre nos habituou.  Infelizmente não contém tantas horas de jogo como nos anteriores, contudo, não podemos esquecer que não é um jogo completo, mas sim um standalone.

Graficamente podem encontrar um jogo excelente como já é hábito nos jogos desenvolvidos pela Arkane Studios, e todo o áudio está também bastante competente.

Por fim, dizer que este é provavelmente o fim de uma “season” de Dishonored, o que não significa que não exista um Dishonored 3 (algo que os fãs, e eu próprio, esperamos que aconteça. Traz tudo aquilo que desejamos em Dishonored.

4.0

Sim

  • Excelente jogablidade
  • Um óptimo enredo
  • Gráficos excelentes

Não

  • Curto para o habitual em Dishonored
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