Que a Nintendo sempre lançou grandes jogos para as suas consolas é algo inegável. Infelizmente, muitos não tiveram o merecido sucesso, e isso deve-se em parte graças à falta de sucesso que a Nintendo Wii U obteve. Devido a esse facto, é normal que a Nintendo Switch ultimamente tenha vindo a receber diversos jogos da sua antecessora, tendo estes agora o sucesso e o número de vendas de acordo com o seu real valor. Um dos últimos casos foi Donkey Kong Country: Tropical Freeze. O gorila mais conhecido do mundo dos vídeojogos chega finalmente à nova consola da companhia nipónica, e tem tudo para ser um dos melhores jogos deste ano para a consola.

Para os que melhor conhecem a série de jogos de Donkey Kong, já devem saber que habitualmente estes apresentam uma dificuldade acima da média, algo que os jogadores mais acostumados a este género vão achar excelente, devido ao desafio que proporcionará. Quanto aos jogadores mais casuais, podem ficar descansados porque esta versão apresenta o Funky Mode, um modo onde o jogo se torna bastante mais simples, primeiramente porque ao escolher o Funky, este é bastante mais habilidoso que o Donkey Kong, conseguindo fazer duplos saltos, usar a sua prancha de surf para planar durante alguns segundos no ar, e ainda apresenta mais corações do que no modo normal.

Em qualquer um dos níveis existem diversos objectos para apanhar. Desde logo, olhando para as bananas, quando conseguimos obter 100 somos premiados com uma vida extra; depois existem as moedas que servem para irmos à loja de Funky comprar itens, como por exemplo vidas extras (os famosos balões). Além disso, existem também itens para coleccionarmos, por exemplo, 4 letras que podemos apanhar por cada nível com a palavra KONG, assim como diversas peças de puzzle que podem variar na sua quantidade.

Além de Donkey Kong e de Funky, existem mais três personagens para nos darem apoio nos diversos níveis: Diddy Kong (o sobrinho e melhor amigo de Donkey Kong), Dixie Kong (a namorada de Diddy Kong), e por último, Cranky Kong (o avô rabugento de Donkey Kong). Todos eles apresentam habilidades especiais, e diria mesmo que sem eles seria impossível ultrapassar certas zonas dos diversos níveis.

Quanto aos níveis, além de apresentarem uma dificuldade acima da média, são bastante mais longos do que estamos habituados neste tipo de jogos, e por vezes apresentam-nos até algumas sequências de salto em que além de coordenados, temos de ser bastante rápidos e ágeis. Além disso, os Boss são incríveis, cada um com as suas façanhas que temos de descobrir para os atacar nos momentos certos, e com o avançar dos níveis claramente vão também perceber a dificuldade a aumentar para os conseguirem derrotar. Donkey Kong Country: Tropical Freeze é brilhante em todos estes pontos, sendo provavelmente o melhor jogo de plataformas 2D lançado até agora para a Nintendo Switch.

Como seria de esperar, existem diversas maneiras de o jogar, nomeadamente o modo clássico, em que usamos o analógico e os botões para controlar o nosso personagem, mas é possível habilitar os controlos de movimento. Embora a minha preferência continue a ser o modo clássico, a verdade é que sempre que testei os controlos do movimento estes funcionaram na perfeição. Nota-se claramente que este foi um ponto que a equipa de desenvolvimento teve bastante em conta, já que sentimos que tudo o que fazemos é correspondido no ecrã. E este é um dos pontos extraordinários do jogo, seja em qualquer um dos modos (clássico ou com controlos de movimento). Sentimos que tudo é correspondido, e mesmo quando fracassamos em algo, sentimos que foi culpa nossa, ou devido à dificuldade do jogo, sem nunca nos sentirmos frustrado por alguma falha do jogo.

Outro modo também bastante engraçado, mas que dificulta ainda mais o jogo, é o modo co-op. Embora seja um excelente modo para jogarem com amigos, é preciso estarem bastante coordenados para as coisas funcionarem na perfeição. Podem também sentir alguma frustração, porque o jogo acompanha sempre o personagem que se encontra mais avançado, o que por vezes faz com que o segundo jogador fique para trás, e deixe de aparecer no ecrã. Existem locais em que fica bastante complicado passarmos sem a habilidade do nosso companheiro, obrigando ao segundo jogador a subir para as costas do primeiro para conseguirmos ultrapassar determinado local. Embora seja uma experiência engraçada, a verdade é que é no modo de um jogador que conseguimos obter a verdadeira experiência deste fantástico Donkey Kong Country: Tropical Freeze.

Graficamente o jogo está excelente. Primeiro porque apresenta sempre cores bastante vivas – o que agrada desde logo aos olhos – e depois porque nota-se igualmente alguma melhoria em relação à versão Wii U que já era bastante boa. Os 60 fps estão também sempre fluídos, sem nunca sentirmos quebras, apresentando uma resolução de 1080p em modo dock e 720p em modo portátil. Este é um daqueles jogos em 2D que apresenta uma espécie de profundidade em 3D, e existem momentos em que essa profundidade é bem expressa, principalmente quando somos enviados de barris em barris com se fossemos uma bala de canhão. As texturas estão excelentes, e apresentam-nos detalhes muito bons. A componente sonora continua muito boa, seja em termos de músicas que encaixam extraordinariamente no jogo, como nos diversos pequenos sons que vamos descobrindo enquanto progredimos.

Donkey Kong Country: Tropical Freeze é sem dúvida nenhuma um dos melhores jogos lançados este ano para a Nintendo Switch. Um jogo de plataformas 2D memorável para todos os fãs deste género. Embora seja bastante difícil, a verdade é que é isso que o torna único e nos deixa bastante empolgados por conseguirmos ultrapassar os diversos níveis que temos pela frente. Completamente imperdível.

4.5

Sim

  • Uma jogabilidade excelente
  • Graficamente é incrível
  • Funky Mode é óptimo para os jogadores mais casuais

Não

  • A maneira como funciona o modo co-op por vezes torna-se frustrante
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Categorias Análises Nintendo
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