Cenários pós-apocalípticos são uma realidade cada vez mais banal no mundo vídeo jogos, Horizon Zero Dawn e Nier: Automata são alguns nomes que marcaram este tipo de cenários nestes últimos tempos. Elex, não foge ao contexto que acabei de enunciar, vestirás o papel de Jax neste mundo pós-apocalíptico. Esta aventura passa-se em Magalan, sendo aqui onde tudo começa, onde caiu um cometa e destrói este palco super desenvolvido tecnologicamente passando a ruínas.

Este jogo foi desenvolvido pela Piranha Bytes, um nome conhecido dos RPG’s visto que este é o estilo de jogo desenvolvido pelas equipas da Piranha Bytes (caso não conheças, desenvolveram a saga Gothic e a saga Risen, onde a plataforma comum entre eles todos é o computador). Após as primeiras horas de jogo vais sentir que o jogo é algo estranho, mas não percebes bem o que é, mas quando começas a aperceber o potencial do jogo vais sentir que Elex é um diamante em bruto. Mas como qualquer diamante em bruto precisa de ser trabalhado.

 

 

 

Infelizmente, neste título, ainda são alguns pontos que este diamante precisa ser lapidado (não digo polir porque na realidade existem pontos que poderiam estar muito melhor). Começamos pelos gráficos, este é um aspecto que peca bastante (quando comparado com os outros) porque para além das texturas das personagens estarem pouco desenvolvidas, houve em alguns momentos, enquanto passeava com o nosso personagem neste mundo infinito, alguns elementos da paisagem são renderizados quando me aproximava deles, resumindo, tira alguma piada ao jogo. Outro ponto que poderia estar positivo é o som, aqui as reclamações vão para alguns efeitos sonoros, que por exemplo, existem momentos em que acertamos com uma arma metálica num objecto de madeira, e o som de embate é de metal contra metal, por outro lado, num aspecto mais técnico, a sincronização do som das falas com a movimentação da boca está um pouco desalinhada.

Apesar da parte técnica, estar pouco trabalhada, não se pode dizer que este jogo não foi bem pensado, pelo contrário, Elex tem a base toda, tem uma narrativa cativante, embora um pouco diferente do que estamos habituados a assistir em jogos deste tipo. Neste título tu fazes o teu caminho com as escolhas que tomas, e este ponto é algo que tenho que abordar. Para quem diz que os RPGs japoneses têm muita fala vai perceber que não é só em terras nipónicas que se fazem jogos com muito “paleio”, estão enganados, e este é um caso desses. Vais conseguir ter diálogos com tamanho considerável e com muitas opções pelo meio, o que torna o jogo bastante atractivo, pois consegues “moldar” a personagem ao teu jeito.

Se não bastasse conseguires decidir o teu rumo com as escolhas de diálogo, podes também escolher uma “tribo”, ou se preferirem uma facção das quatro existentes, Berserkers, Outlaws, Clerics e Albs. Todos eles com ideias e métodos diferentes de ver o mundo e a forma de resolver as coisas. Para te manteres tens de seguir as suas regras exigidas. Vais ter também a hipótese de moldar Jax no que diz respeito as armas que utilizas, e com isto toco noutro ponto positivo, Elex conta uma lista de armas e equipamentos, quase infindáveis, quer em armas quer em equipamento. Para desbloqueares os diferentes tipos de armas, vais precisar de aumentar o teu nível geral e o nível de habilidades específicas e confesso que no inicio custou bastante subir e desbloquear armas. Neste RPG Open World vais contar com um mapa enorme e totalmente explorável com diversos tipos de clima e terreno.

Algo muito importante de ser referido é o que se sente enquanto se joga Elex, no início é difícil de gostares, pois vais logo lidar com as falhas do jogo que são logo perceptíveis. Após algum tempo de jogo consegues ver que há muito trabalho e com ideias muito boas mas que tudo isso se perde com todas as falhas técnicas. Mais sincero que isto é impossível, este jogo deixou-me incrédulo, pois tinha mesmo tudo para dar certo, podendo até chegar, aos calcanhares de grandes títulos do mesmo tipo, tal como The Witcher III. É frustrante pensar que há jogos que tem uma qualidade técnica muito boa, mas o “recheio” do jogo é vazio e temos jogos como Elex que não fica melhor porque, talvez houve precipitação em lançá-lo ao publico. Eu sou da opinião que este jogo poderia ter ficado mais tempo a ser desenvolvido para ficar um jogo que deixaria os jogadores de queixo caído.

Elex está num nível de topo no que toca a conceito e ideias implementadas, um excelente trabalho é o que se pode dizer e sentir quando jogares este título da Piranha Bytes. A narrativa é outro ponto que pode fazer com que os jogadores fiquem vastas horas a joga-lo, assim como a explorar este mundo com diversos cenários do mais variado tipo, até o aspecto climático está bastante trabalhado, visto que se altera de forma dinâmica. Há sempre um “mas”, e no caso de Elex, este fica-se pela parte técnica que faz o jogo ficar um pouco aquém do desejado. Posso dar o exemplo da movimentação da personagem estática, isto é, por vezes parece uma vara esticada, falta-lhe um pouco da agilidade nos movimentos, também encontramos alguns bugs, falha de sincronização entre a voz e a movimentação da boca e como disse anteriormente existem elementos paisagísticos que são renderizados no momentos em que nos aproximamos deles. São estas falhas que tiram o brilhantismo de Elex, o que é uma pena porque poderia ser um RPG de uma qualidade fantástica. Seja como for Elex é um jogo interessante que merece ser jogado principalmente pelos fãs de RPGs.

3.5

Sim

  • Uma narrativa cativante que dá vontade de o acabar saber o fim de Jax.
  • Num RPG quer-se um mapa grande e este tem um mapa muito vasto totalmente explorável.
  • Uma lista com uma quantidade bastante positiva de armas e equipamento.

Não

  • Alguns bugs, que estragam a experiência de jogo.
  • Em alguns momentos a renderização de certos elementos do cenários quando estamos a chegar perto deles.
  • Muitas falhas técnicas, texturas gráficas, sons e outros aspectos, é aqui que o jogo peca por completo.
Published
Views 96

Leave a Reply

Ir para a barra de ferramentas