Novembro, o mês sagrado do mais fiel companheiro dos sonhadores: o Football Manager. Chega finalmente a edição de 2018, ao som da música de Chase & Status And Blossoms, cujo refrão sugestivamente repete “This is the moment”.

Há algo de mágico no momento de criar o primeiro save de um novo FM. Estamos ansiosos, mas nada queremos apressar. Tudo tem de ser escolhido de modo perfeito. O que houver de novo tem tempo para ser descoberto.

 

 

E contentem-se, colegas, porque existem várias surpresas na versão deste ano.

A reforma do interface gráfico continua, e desta vez, além do menu principal, alastra-se também a outros componentes fundamentais do jogo, nomeadamente o sector das Táticas, que foi completamente transformado. Claro que será necessária alguma adaptação, mas por outro lado, traz informação vital para que possamos montar a equipa de forma mais eficiente. Para dar um exemplo, agora vemos o campo dividido por pequenos quadrados, onde cada um nos diz como aquela zona específica estará representada em campo; e é ainda mostrado como certos jogadores combinam entre si.

No entanto, a grande novidade de Football Manager 2018 vai para a Dinâmica. Onde poderemos observar os grupos de jogadores dentro do plantel, perceber quais têm mais influência, e de que maneira se relacionam. Tudo é considerado, desde a liderança, nacionalidade e antiguidade no clube, para que o bom ambiente e a união no balneário possibilitem uma maior probabilidade de atingir o sucesso. Uma excelente adição que, a partir da altura em que nos familiarizamos com ela, sentimos que sempre devia ter feito parte do FM.

 

 

O Centro Médico ganhou igualmente um separador, estando tudo mais detalhado. Temos a oportunidade de consultar as fichas médicas dos jogadores e ter uma melhor noção do risco de lesões; e até um histórico de todos os casos clínicos está disponível. Torna-se assim fácil gerir as ondas de lesões que por vezes nos assolavam nos FM’s anteriores e minimizá-las ao máximo. Portanto, cuidado com as cargas elevadas e com a acumulação de jogos sem descanso.

Existe agora um briefing antes dos desafios, onde podemos dar palestras ao plantel, e sublinhar as prioridades para o próximo encontro. Contudo, uma das novidades mais interessantes são os Planos de Jogo, onde temos a hipótese de condicionar automaticamente o comportamento da equipa consoante o resultado, ou o cronometro. Isto é, podemos, por exemplo, deixar estabelecido desde o início que, caso estejamos a perder, a Mentalidade da equipa se altere de Atacar para Sobrecarregar. O que vem claramente oferecer um maior controlo durante a partida, e acrescentar às inúmeras opções estratégicas que já tínhamos ao nosso dispor.

 

 

O game engine é praticamente igual ao do ano anterior, salvo alguns melhoramentos gráficos e novos estádios. Ainda assim, felizmente mantém-se o mais importante, já que foi o ponto mais forte da edição de 2017. É possível replicar vários estilos e filosofias, e os atributos dos jogadores correspondem àquilo que fazem no relvado, sendo a experiência mais realista até à data. Se houve um local onde a Sports Interactive fez bem em não mexer, foi aqui.

Devido a tantas mudanças, é natural que no começo andemos à procura do que antes era tão fácil encontrar, mas após algum hábito acabamos mesmo por perceber que quase tudo foi alterado para melhor.

Football Manager 2018 consegue a proeza de conquistar um lugar entre os melhores títulos da já longa franquia. É bom constatar que a Sports Interactive não se limita a encostar ao êxito, e tenta sempre inovar e retratando o futebol como nós gostamos dele.

E os fãs merecem – o FM não é apenas um jogo, é um culto.

(Seguir-se-ão mais artigos de forma a aprofundar certas componentes do jogo, e especialmente a nível tático. Portanto, fiquem atentos.)

4.5

Sim

  • Novidades para todos os gostos
  • A muito bem-vinda Dinâmica
  • Um gabinete médico mais detalhado

Não

  • O treino continua a ficar esquecido
Author Nuno Mendes
Published
Categories Análises Pc e Mac
Views 1444

Leave a Reply

Ir para a barra de ferramentas