Análise: Hey! Pikmin

Foi há 16 anos, mais precisamente em 2011, que o Captain Olimar e os Pikmins entraram em nossas casas. O primeiro jogo da série, tinha o nome singelo de Pikmin e foi lançado primeiramente para a Game Cube. Durante estes anos foram lançados diversos jogos onde esses dois personagens participaram, fossem como protagonistas, ou desempenhando um papel mais secundário. Algo bastante característico por parte da  Nintendo, juntando personagens num intercâmbio de diferentes jogos.

É já no dia 28 de Julho que chega mais um jogo com Pikmins e o Captain Olimar como personagens principais, trata-se de Hey! Pikmin e é um exclusivo da família Nintendo 3DS. Chega-nos pela mão da Arzest, num formato diferente, pelo menos no que toca à maneira de o jogar. Mas quanto a isso, já lá vamos.

Em Hey! Pikmin, o pequeno Captain Olimar enquanto estava a voltar para o seu planeta, teve um problema na sua nave, obrigando-o a fazer uma aterragem de emergência num planeta desconhecido. A nossa missão é exactamente conseguirmos ajudar o Captain Olimar a obter todo o material necessário para reparar a sua nave e voltar a casa. E por sorte, este planeta tem tudo o que ele necessita, até Pikmins!

O material que teremos de juntar, de modo a conseguirmos reparar a nave, chama-se Sparklium Seeds. Nada mais, nada menos, que 30.000 Sparklium Seeds. Este material consegue ser obtido por meio de algumas sementes, similares a bolotas, com diversas cores. Sendo que umas dão maiores quantidades de Sparklium Seeds do que outras, tudo depende da sua cor. Além disso, existem também alguns objectos que podem ser apanhados, e dão uma quantidade ainda maior de Sparklium Seeds.

Se não jogaram os jogos anteriores, fiquem já a saber que Captain Olimar é bastante autoritário, e sempre pronto a meter os famosos pikmins na ordem, com o seu apito. Vamos encontrar 5 tipo de Pikmins: os vermelhos, os amarelos, os azuis, os pretos e os cor-de-rosa. Cada um tem a sua habilidade especial: os vermelhos são resistentes ao fogo; os amarelos são resistentes à electricidade; já os azuis, conseguem andar dentro de água sem se afogarem; os pretos são feitos de pedra, logo são bastante resistentes e conseguem destruir diversos materiais que outros não conseguem; por fim, temos os cor-de-rosa que têm a capacidade de voar.

O jogo está dividido por sectores ao longo do planeta, com cinco níveis; dos quais quatro, são de exploração e resolução de puzzles, e o outro com um Boss para derrotar. No fim recebemos quase sempre um objecto que nos dá uma avultada quantidade de Sparklium Seeds. Existem igualmente vários níveis de bónus, em alguns deles ganham o acesso progredindo na campanha, e outros ficam reservados para serem desbloqueados com amiibos.

Os controlos são bastante simples. Temos o analógico para andar com o Captain Olimar e tudo o resto é feito a partir do touch screen, onde comandamos os pikmin para certos locais. Podemos usar o nosso jetpack, assim como o apito, para chamá-los de volta.

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Dito isto, podemos então começar a falar sobre os conteúdos dos níveis. Todos os níveis são bastante bem pensados, e a dificuldade vai aumentando gradualmente conforme vamos mudando de sectores. Existem níveis onde temos apenas uma espécie de pikmins, contudo, noutros, podemos ter mais (o que  por seu lado também altera a dificuldade das coisas). Quero com isto dizer que muitas vezes não vão conseguir completar um nível ou encontrar todos os seus objectos pois podem não ter o número suficiente de pikmins para irem buscar o objecto, ou não terem os pikmins certos para esses mesmos objectos.

Como é fácil de imaginar, tudo isto requer bastante raciocínio e planeamento, antes de nos aventurarmos pelos níveis. Convém olhar, pensar, e depois sim, avançar. Porém, sempre com tempo reduzido, uma vez que aparecem constantemente inimigos para atrapalhar.

Os níveis são bastante diversificados, com cenários e áreas bastante distintas. Por vezes andamos dentro de água; noutras apanhamos barreiras de gelo que temos de destruir; também temos locais com cordas, ou lianas para subirmos; acrescentando que, alguns níveis são verticais e outros mais na horizontal. Não é certamente pela variedade de cenários que vão ficar fartos.

Se jogarmos demasiado tempo, pode tornar-se bastante repetitivo. É giro para se jogar uns 4 a 5 níveis por dia no máximo, mas mais que isso, e é praticante inevitável a sensação de ser mais do mesmo, por muito diversificados que sejam os níveis. E cada vez que terminamos um nível, convém que se tenha conseguido duas coisas: obter todos os objectos que existem para apanhar, além do maior número de sementes possível; e trazer connosco o maior número de pikmins que conseguirem, isto porque todos os que apanhamos vão para um local chamado Pikmin Park. E porque é isto importante? Ora, neste Pikmin Park, os nossos pikmins vão andar numa missão de busca para nosso benefício, e vão encontrando tanto sementes, como objectos que nos dão Sparklium Seeds, e como devem imaginar, quantos mais pikmins, mais rápido será a sua busca.

Como referi anteriormente, existem níveis especiaisSão níveis bastante simples, onde o objectivo é simplesmente oferecer ao jogador a possibilidade de angariar pikmins ou objectos. Outra da maneira de desbloquear esses níveis, e como também já havia mencionado, é usando os amiibos. Sempre que usam um amiibos da família Super Mario, Splatoon e Animal Crossing irá aparecer um nível, onde o objectivo será apanhar o amiibo em questão nesse nível.

Outros amiibos que podem usar é o amiibo Captain Olimar, que vos dará sempre 4 pikmins extra em todos os níveis ou o amiibo que sairá no dia de lançamento do jogo que é o amiibo Pikmin que vos oferece até 20 pikmins, para meterem no Pikmin Park.

Concluindo, Hey! Pikmin é um jogo bastante divertido, que nos obriga a pensar para resolver os seus puzzles, ao mesmo tempo que nos apresenta animações bastante engraçadas, e pode ser jogado por crianças ou por adultos. Um daqueles jogos bastante aconselhados para quem quer passar um pouco das suas férias a divertir-se com a sua Nintendo 3DS, e a ajudar o Captain Olimar a voltar a casa.

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Categories Análises Nintendo
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