A NetherRealm de Ed Boon já provou que é possível dar um passo em frente nos Fighters (jogos de luta), com a recriação, chamemos-lhe assim de Mortal Kombat, mas também com Injustice God Among Us, por isso o hype para Injustice 2 é real, e é normal.

Nesta altura talvez o maior desafio fosse de facto criar uma história que deliciasse os fãs da DC, com paralelismos aos comics e até em certo ponto às séries de televisão, mantendo a lógica do primeiro jogo e dando-lhe um seguimento que fizesse sentido. Nesse campo acertaram em cheio, o jogo acontece depois do aprisionamento do Super-Homem depois de ter assassinado Joker, o arqui-rival de Batman que conseguiu que o filho de Khal’El assassinasse a sua própria mulher, Lois Lane que estava grávida. É claro que a raiva do Super-Homem o levou à loucura, a matar Joker e a fazer uma caça às bruxas preventiva a todos os criminosos latentes. Pois bem, Batman e o seu sentido de justiça levou a capturar Super-Homem, mas as ameaças não deixaram de surgir, e Brainiac chega ao nosso planeta para o destruir, e se calhar vai ser preciso a ajuda do filho pródigo do planeta Krypton.

A história desenvolve-se com variadas cut-scenes o que me deixou bastante agradado, temos um acompanhamento quase cinematográfica da campanha, dividido por vários capítulos e com destaque para as várias personagens envolvidas na trama. Isto faz com que sejamos obrigados a jogar com múltiplas personagens e tenhamos que aprender mas também perceber qual é a nossa melhor forma de jogar e o nosso melhor estilo de jogo. Apesar do tutorial existente esta é sem dúvida a melhor forma de aprender a jogar. Como estava a dizer vamos ter a oportunidade de jogar com várias personagens, mas muitas vezes também escolher com quem queremos jogar, dando perspectivas diferentes e até a ter finais diferentes, o que nos vai fazer sempre querer jogar mais umas vezes o modo história.

A narrativa em si, pode ser um pouco cliché, mas a forma como se desenrola é bastante fluída e graficamente cativante, fazendo com que rapidamente nem notemos muito isso. Nós jogámos a versão na Xbox One S, e gostámos da fluidez do jogo e do aspecto gráfico denso e cheio de animações, tanto das personagens mas especialmente dos cenários, que mais uma vez, podem ser utilizados para atirar coisas, projectar os nossos adversários ou ganhar vantagem sobre eles. Para além disso existem as transições de cenário que continuam incríveis, e é claro, os Supermoves, que são incríveis, mas alguns deles, são um pouco menos incríveis que outros, uma pena…

Terminando o modo de história, mergulhamos no Multiverse. O modo online que nos vai desafiar durante horas. E tal como já acontecia no Mortal Kombat X, com as Living Towers, surgem vários desafios durante os dias e períodos do dia. E perguntam vocês e então o que interessa fazer isso?! Pontos de experiência e é claro as Loot Boxes! E o que estão nas Loot Boxes, ora bem, novas habilidades, peças de equipamento para as nossas personagens, novas roupagens, etc.

E tudo influencia o nosso desempenho, mas mais do que isso o nosso estilo de jogo e também a preparação para cada oponente. Pode parecer básico, mas não é, parece que estamos num RPG, e dá uma grande longevidade ao jogo. Apenas para dar um exemplo, na semana em que estamos a acabar de escrever esta análise, está a preparar-se um evento especial ao mesmo tempo que é lançado o novo filme da DC, Wonder Woman.

Injustice 2, está a preparar o terreno para os eSports, dando a estabilidade que os jogadores querem e merecem no modo online, dando-lhes conteúdo e loot para voltarem sempre ao jogo e até para comprarem o Season Pass e os DLC futuros, que pode ser um pouco desequilibrado, no sentido de malta que compra os conteúdos e malta que joga para lhe saírem o loot, mas são opções.

Em termos de jogabilidade está super afinado e refinado, graficamente está super fluído e com grande detalhe, em maior detalhe ainda na PS4Pro segundo o Digital Foundry. A NetherRealm continua a produzir um excelente Fighter, ficando no ar, o que mais poderá fazer, talvez com a chegada de uma Project Scorpio, quem sabe?!

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Fundador do Site - Salão de Jogos, o Commodore Amiga 500 foi o seu melhor amigo durante décadas e ainda hoje sabe de cor a equipa principal do Benfica do Sensible Soccer 94/95. Nos tempos vagos ainda edita as botas dos jogadores do FIFA e do PES.

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One Response

  1. sergio

    mais um grande jogo de luta…e vem aí o Tekken 7…..estamos bem servidos 🙂