Análise: Kid Tripp

Kid Tripp é daqueles jogos cuja historia pouco importa, porque aqui, o que realmente interessa é a sua jogabilidade e o divertimento que proporciona aos jogadores. Antes de mais, convém dizer desde já que este é um port de iOS, num estilo running, bastante conhecido na plataforma, onde o nosso personagem está sempre a correr, o que significa que o jogo é composto apenas por 2 botões: saltar e disparar. Tudo o resto acontece sozinho e naturalmente, como um bom jogo de telemóvel.

A verdade é que antes sequer de qualquer pessoa saber que aquilo é um port de iOS, ao olhar para o jogo, a primeira sensação que temos é de que foi pensado para correr num smartphone, não numa Nintendo 3DS. Isto é, além de ter os direccionais que não servem para nada ingame, também tem imensos botões, quando apenas dois são utilizados.

Como disse anteriormente, a história do jogo é pouco relevante, onde basicamente um rapaz que ia no seu avião cai numa ilha, e todos os animais nas redondezas se tornam uma ameaça. A partir daí, a única coisa que o rapaz faz é correr, e assim começa o nosso jogo. É um jogo de plataformas com alguma inspiração em Super Mario Run, a diferença é que podemos dizer que estamos perante um jogo retro, e com aspecto de 8-bits.

Kid Tripp Nintendo 3DS Trailer – 60fps

Já os cenários do jogo são inspirados claramente em Sonic the Hedgehog, embora graficamente sejam ainda piores do que este era na sua era dos 16-bits. Mas como todos sabemos, gráficos não significam diversão.

Kid Tripp não é um jogo para todos os jogadores, e digo isto porque a sua dificuldade é acima da média: jogo totalmente de tentativa e erro. Tudo nos pode correr muito bem num determinado nível, e no outro caímos sistematicamente na mesma armadilha. A partir do momento que o nosso personagem está sempre a correr e não temos como o comandar, tudo se torna mais complicado, tornando os nossos reflexos e graus de concentração pontos vitais para se passarem os diversos níveis.

Convém também explicar que os dois botões servem para saltar e disparar, e se o de saltar é algo lógico, visto tratar-se de um jogo de plataformas, já o de disparar é essencial para conseguir ultrapassar os diversos “quebra-cabeças” que o jogo nos vai proporcionando, com inimigos posicionados em locais mais estratégicos. Convém referir que nas diversas moedas espalhadas pelos níveis, quando chegamos às 100, ganhamos uma nova vida. E acreditem, que essas vidas-extra são essenciais.

Quanto à música e aos efeitos sonoros, estão bastante condizentes com o seu aspecto 8-bits, reunindo praticamente todas as características dos jogos dos anos 80.

Para finalizar, Kid Tripp é um jogo que nos diverte durante um determinado tempo, no entanto, pode torna-se igualmente frustrante e cansativo, devido à dificuldade. Se são fãs de jogos running e com dificuldades acima da média, nesse caso vale a pena, já que o seu preço é bastante acessível.

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