Life is Strange, é sem dúvida nenhuma, um jogo que marcou inúmeras pessoas. A legião de fãs é enorme, o que fez com que a expectativa pela prequela Life is Strange: Before the Storm, fosse grande, e eu próprio fiquei bastante entusiasmado quando tive conhecimento do lançamento. Depois das análises aos dois primeiros episódios (episódio 1 e episódio 2), chega-nos o terceiro episódio, Hell is Empty (Inferno Vazio).

Tal como nos episódios anteriores, este começa com um pequeno resumo dos acontecimentos que o antecederam, e o seu início é bastante forte, com uma revelação que muitos não estariam à espera. Na realidade, todo este episódio gira à volta desta revelação, ao contrário do que era esperado por muitos fãs que esperavam ver o envolvimento de Rachel com Frank, Jefferson e Nathan. No entanto, não esperem nada disso.

Mais uma vez, a história centra-se em Chloe e Rachel, mas é talvez o episódio onde conhecemos mais a fundo a família de Rachel e alguns dos seus demónios, e percebemos como Chloe embora pareça aquela adolescente forte e extremamente revoltada, mostra-se também uma personagem doce e até ingénua. Este foi talvez o melhor episódio de Life is Strange: Before the Storm, e aquele em que temos mais “acção” e onde o perigo das nossas decisões se torna mais “devastador”.

É um episódio extremamente interessante para quem não jogou o primeiro jogo, mas na realidade deixa bastante a desejar para os jogadores que jogaram o primeiro Life is Strange. Sente-se a falta de explicações do envolvimento de Rachel com Frank, Jefferson e Nathan, e como disse anteriormente, assim como de peças para completar o puzzle que poderia fazer a ligação com o primeiro Life is Strange. Algo que poderá abrir as portas a um novo Life is Strange – entre este e o primeiro jogo.

Outra das ausências está na obtenção de mais informações sobre o relacionamento entre Max e Chloe, e este episódio – que me lembre – nem sequer toca no nome de Max. Algo estranho, visto que Max é uma das principais figuras de Life is Strange. Outra das coisas que também é possível notar é a maneira como algumas personagens tem uma personalidade bastante diferente no primeiro jogo e neste, e posso dar o exemplo do padrasto de Chloe, que apresenta uma personalidade bastante díspar, e o que nos leva a pensar porque a Deck Nine optou por este caminho.

Graficamente, apresenta um design moderno, com traços dos quais sou apreciador, mas que ainda ficam um pouco longe do primeiro jogo. Algo que vejo com uma certa desilusão, pois acredito que a Deck Nine tivesse mesmo apresentado esta mudança de forma propositada, para que pudesse oferecer uma experiência diferente aos jogadores.

Por último não posso deixar de falar novamente da banda sonora, que merece nota máxima, e dos Daughter, a banda que “dá musica” a todo o jogo. Oferece-nos excelentes momentos, carregados de emoções, amor e desespero. Ingredientes que todos os jogos deveriam ter, e que neste caso fica melhor condimentado com todas as músicas desta banda britânica. Como disse na análise do primeiro episódio, trata-se mesmo de um luxo que poucos jogos podem oferecer-nos.

Seja como for, tirando todas estas dúvidas, é um excelente jogo, e bastante consistente na sua história. Aqui, o que nos pode causar mais impressão, é que caso tenhamos jogado o primeiro jogo, muitas questões são levantadas acerca de alguns acontecimentos. Quanto aos jogadores que sejam realmente fãs de Life is Strange, é normal que fiquem um pouco desiludidos, mas acredito que mesmo assim mereça ser jogado, não estragando em nada a experiência do primeiro jogo e oferecendo-nos um melhor conhecimento das personagens do primeiro título.

4.0

Sim

  • Permite-nos conhecer melhor Chloe e Rachel
  • Uma historia robusta e interessante
  • Deixa aberta a possibilidade de um novo jogo entre este e o primeiro.

Não

  • Não desvenda a maioria das duvidas dos fãs
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