Mesmo não sendo a produtora do primeiro jogo, a Deck Nine, decidiu seguir a ideia do antecessor e decidiu lançar Life is Strange: Before the Storm também por episódios. Algo que algumas produtoras têm adoptado ultimamente, principalmente em títulos dentro deste género, como por exemplo, a Telltale Games costuma fazer.

Convém avisar desde já que é uma prequela do primeiro jogo, lançado em 2015. Sabendo nós do enorme sucesso que este obteve, era de prever que tivéssemos algo para além do primeiro jogo. O que acabou por se verificar. O primeiro episódio chama-se Awake (Despertar), onde a protagonista é Chloe Price, já conhecida para quem já está familiarizado com Life is Strange.

Quem não conhecer o primeiro Life is Strange, é provável que conheça os maiores êxitos da Telltale Games, como Walking Dead ou Batman. Jogos estes que conservam um pouco da influência dos antigos jogos de aventura aos quais estávamos habituados, onde temos alguma interacção com o cenário e caminhamos por ele na tentativa de descobrir itens e alguma forma de interacção. Outra das componentes, e talvez a mais importante, reside nos diálogos que frequentemente vamos tendo com os vários personagens do jogo, com tempo limitado para escolher uma resposta ou uma acção e que irão por sua vez determinar o desenrolar da história. Tudo o que fazemos ou dizemos terá sempre um efeito futuro, por isso é importantíssimo pensar antes de responder, o que mesmo assim consegue ter desfechos imprevisíveis.

Para quem é novo na série, uma boa forma para se ambientar minimamente, é ler todo o conteúdo do diário de Chloe. Ao longo da nossa historia ela vai escrevendo num diário os pensamentos e momentos mais relevantes, e é igualmente possível ler sobre outras personagens que entram neste conto. Para os que já conhecem a sua história torna-se também uma boa maneira de relembrar as personagens.

Este é um jogo divertido e que jogamos sem sentir o tempo a passar,

Graficamente o jogo está bastante razoável, com tudo muito agradável aos olhos. Faz lembrar uma banda desenhada de design moderno, com traços interessantes e um toque artístico à mistura. Claro que muitos podem achar até que o jogo piorou em comparação ao primeiro, mas acredito que a ideia foi mesmo dar outro toque para fugir ao original.

A banda sonora esteve a cargo de uma das novas sensações da terra de Sua Majestade, a banda indie Daughter, trio liderado pela voz de Elena Tonra e acompanhada pelo baixista Igor Haefeli e pelo baterista Remi Aguilella. Os Daughter lançaram no ano passado pela 4AD, a editora de James Murphy dos LCD Soundsystem, o magnífico segundo longa duração “How To Dissapear”, um disco carregado de emoções, vivências, desespero e amor. Ou seja, os ingredientes que facilmente encontramos neste jogo. Terá sido também pela imagética que encontramos na trilogia de videoclips dos singles desse trabalho realizados por Iain Forsyth e Jane Pollard, que a banda terá sido escolhida para fazer a banda sonora, visto que encaixa perfeitamente neste “contar” de histórias de pessoas reais, com os mesmos problemas reais que muitas vezes nos assolam, deslumbram e nos mortificam. É um bónus incrível ter a possibilidade de jogar este episódio com esta banda sonora. Um luxo!

Este episódio trás um sabor diferente do primeiro jogo, mas continua a deixar-nos agarrados ao ecrã. Ficamos sem saber exactamente o que nos espera, mas acreditamos que os próximos episódios sejam ainda superiores a este (que já tem bastante qualidade). Completa-se em cerca de 2 a 3 horas, conseguindo explorar todos os locais e tendo um bom momento de diversão.

Devido a este jogo ser por episódios, apenas na análise do último teremos a nossa conclusão final.

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