Antes de falar-vos sobre o jogo em questão, vou recuar no tempo. Sensivelmente à dois anos, mais preciso em Julho de 2016 os ocidentais puderam deliciar com uma surpresa do mundo dos RPGs. Desenvolvido Tokyo RPG Factory e pela veterana Square Enix chegou-nos I am Setsuna, um RPG japonês que surpreendeu deveras à comunidade gamer e não foi por acaso que obteve excelentes críticas.

Se I am Setsuna foi um sucesso, o mais recente jogo da Tokyo RPG Factory terá o mesmo nível de qualidade? Pois bem, digo-vos que Lost Sphear tem exactamente a mesma fórmula de sucesso de I am Setsuna. JRPG é um tipo de jogo que muitos jogadores torcem o nariz muito devido à sua jogabilidade ou até mesmo às suas historias ricas em fantasia. Apesar de ser um jogo desse género digo sinceramente que é uma escolha acertada para os mais reticentes no que toca a JRPG. Até para os mais novos é uma excelente escolha, abrangendo um vasto leque etário. Digo isto porque a música divertida, a narrativa e a facilidade de jogar torna Lost Sphear cativante. Mas o ponto forte que os mais novos podem retirar neste jogo é a componente táctica, isto é, usarem a cabeça para criar tácticas e posicionamentos para saírem vitoriosos.

Para os mais crescidos e fãs deste tipo de jogo, o mais certo de acontecer é vir à memória outros grandes nomes dos anos 80/90. E que boas memórias… Pois bem, Lost Sphear tem inspiração de grandes nomes de RPG desses tempos, com toques subtis, mas bastante eficazes, de jogos dos tempos de hoje.

A historia do jogo, não é muito rebuscada, mas não é nada entediante. Basicamente o jogo passa-se num mundo fantasiado que é sustentado por memórias e quando essas memorias desaparecem, o mundo fica “esquecido” e algumas zonas ficam em branco. Cabe a Kanata e aos seus amigos que o acompanham nesta aventura repleta de acção recuperar essas memórias para o mundo voltar a ser o mesmo que era. É uma historia simples, é um facto, mas com o desenrolar da narrativa vais querer cada vez mais chegar ao fim do jogo. Algo que vais notar facilmente é como este jogo encontra-se excepcionalmente equilibrado, tem momentos seus momentos mais sérios, assim como aqueles momentos engraçados (vais dar por ti a rires por causa do jogo), momentos mais desafiantes, assim como outros fáceis.

Como referi anteriormente Lost Sphear tem uma jogabilidade relativamente simples. Os combates são feitos por turnos mas ao contrário de outros jogos com este tipo de de combate, neste jogo quando chega o teu turno podes deslocar o personagem para uma posição que queiras de forma poderes criar uma táctica, sendo esta mais virada para o ataque ou então mais para a defesa. Como grande parte dos RPGs, os teus personagens sobem de nível consoante a experiência ganha em combates e com essa subida de nível vais poder desbloquear slots para as tuas magias e habilidades especiais, que são uma grande ajuda nas batalhas. Outra grande ajuda são as armas que equipas nas tuas personagens. Cada lutador tem o seu tipo de armas e ao longo do jogo podes e deves comprar armas melhores tal como equipamentos mais fortes.

Sobre os gráficos, posso dizer que um amigo meu quando viu o jogo disse: “Lost Sphear é um RPG fofinho!!!” e concordo plenamente com ele porque o visual é muito descontraído, com muita cor e luz e as personagens, tem um visual bastante leve mas interessante, e as batalhas as batalhas não são nada sangrentas. Apesar dos gráficos serem muito simples, não quero dizer que os detalhes estejam da mesma maneira, passo a explicar, embora o visual não seja muito elaborado os detalhes estão muito bem criados, por exemplo, a água do rio a passar o efeito da água a bater nas pedras está muito bem desenhado ou até mesmo a movimentação do cabelo. Este é mais uma prova que até os mais novos poderão jogar Lost Sphear porque o ambiente geral deste título é muito descontraído.

A banda sonora é outro ponto que não pode ser descartado, porque na minha opinião este é o aspecto que me faz mais recordar os RPGs dos anos 90, com uma variação de ritmos desde musicas bastante calmas tocadas em piano, como outras mais divertidas ao som de xilofone, e músicas mais “pesadas” quando entras em combate. É mais um ponto a favor principalmente para os jogadores mais nostálgicos.

Após tudo isto, quem jogou I am Setsuna vai ter a sensação de déjà vu porque na realidade Lost Phear teve como maior ponto de referência este jogo, na realidade não sou contra jogos que aproveitam ideias de outros se souberem implementá-las, aqui o caso e diferente, num nível geral, foi tudo muito bem implementado, mas o problema que se põe é que o jogo está muito semelhante e para muitos jogadores é um ponto muito negativo e totalmente compreensível. Mas no que diz respeito à componente técnica Lost Sphear está brilhante e é um jogo que vai “roubar” muitas horas de jogo. É sem duvida um título para ser jogado.

4.0

Sim

  • Um jogo que prova que a simplicidade pode ser algo muito positivo.
  • Banda sonora que relembra grandes títulos RPGs.
  • Os efeitos visuais estão muito bons.

Não

  • A semelhança entre Lost Sphear e I am Setsuna é abismal.
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