Como sabes, estamos à beira do colapso da paz mundial e a culpa é do ser humano, mais concretamente das invenções criadas por nós que podem causar consequências incalculáveis. Neste jogo de plataformas cheio de acção a história mantém-se graças a uma invenção alienígena denominada por “Smart Matter” em que nós, humanos, tentámos explorá-la e aproveitar para usar em armamento sem pensar nas consequências que poderiam haver e com isso o mundo corre sérios perigos.

Num mundo futurista ameaçado por esta matéria, seremos Avalon Darrow um mercenário do sexo feminino cuja a missão principal é terminar com esta ameaça que obrigou a raça humana a evacuar o planeta, mas é claro que nem todos os humanos tiveram essa sorte de sair e resgatar os que ficaram em terra é outro objectivo de Darrow.

Matterfall é um jogo “simples” sem muita história por de trás, é um facto, mas o que não impede que seja um bom jogo. Quando começas a jogá-lo vais sentir que estas a ter um deja vu, houve um jogo que me veio logo a cabeça que é uma das caras mais conhecidas da Capcom, Mega Man mas ao contrário dos jogos desta personagem azul, este título da Housemarque tem um visual mais “real” e sombrio.

 

Os gráficos deste jogo surpreendem bastante pelo lado positivo, porque estão fantásticos e os efeitos visuais estão ainda melhores o que faz com que este jogo fique apelativo aos olhos. Outro ponto que achei que ajuda a não desistires de jogar Matterfall ao jogo é a banda sonora. Ao longo dos três capítulos vais ser acompanhado por um tipo de Techno futurista que vai te dar mais energia e vontade de destruir tudo o que te aparece à frente.

Mas nem tudo tudo é uma mar de rosas neste jogo, digo isto porquê? Porque a jogabilidade está simplesmente estranha e diferente do que é normal. Para os amantes deste tipo de jogo vai sentir que é a primeira vez que estão a jogar um jogo de plataformas com acção. Basicamente as teclas habituais, neste jogo estão trocadas, como por exemplo, para saltar é o R1 para disparar e posicionar o disparo e no Stick do lado direito, uma confusão. Isso implica habituar as teclas, mas até lá perdes demasiado tempo o que pode levar a desinteressar pelo jogo.

 

Como já referi Materfall tem três capítulos em que cada um esta sub-dividido por quatro capítulos (que perfaz doze níveis), onde o último é o boss final do capitulo. Em cada cenário vais encontrar diversos tipos de adversários que vais ter de destruir com uma arma de fogo rápido que está no braço e para auxiliar também tens uma arma secundária que pode ser alterada através de melhorias que são desbloqueadas com o salvamento dos “reféns” que encontras nos cenários.

Em suma, a Housemarque desenvolveu um bom jogo de plataformas que graficamente está muito bom e as várias perspectivas que encontramos nos cenários trazem alguma profundidade a Matterfall que é um jogo em duas dimensões. Os comandos do jogo…. esse é o calcanhar de Aquiles deste título exclusivo da Playstation 4.

 

3.5

Sim

  • Acção e energia não falta neste jogo.
  • Os gráficos e os efeitos visuais são o ponto forte do jogo.

Não

  • Um título que se torna repetitivo após algum algum tempo de jogo.
  • As teclas estão definidas em posições que não fazem sentido
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