É com todo o agrado e prazer que fiz a análise a Megaman 11, em ano de celebração dos 30 anos da existência desta figura icónica no mundo dos videojogos, a sua primeira aparição foi em 1987, Megaman já teve altos e baixos, mas será que atingiu um ponto alto com este Megaman 11?
Vou começar por destacar a minha experiência com Megaman, devem ter sido centenas e centenas de horas a jogar no Game Boy, devo dizer que era um dos meus jogos favoritos ao lado do Super Marios Bros 2, e era um dos meus favoritos porque a jogabilidade era simples, mas tinha que ser preciso e agir no tempo certo mas os níveis eram altamente desafiantes, para não falar dos Bosses. Essa dificuldade e o facto de por mais barra de vida que tivesse se fosse uma situação de ficar esborrachado, por exemplo, morrias e pronto, começa de novo, fez sempre com que a dificuldade do jogo fosse um dos atractivos, porque nada era nos dado, era conquistado. Por estes tempos tenho tido em mão alguma análises que têm revivido esse paradigma, e é até curioso que depois do DAKAR 18, um jogo que vive da dificuldade que impõe, pegue neste Megaman 11, que traz tudo aquilo que falava da minha experiência anterior para este jogo.

Mega Man 11 – 30th Anniversary Trailer

Uma coisa que Mega Man 11 fez muito bem foi transmitir o sentimento de um clássico moderno, um jogo de plataformas old school, mas com gráficos vibrantes dando uma sensação de tridimensionalidade e super fluído. Os famosos sub-chefes ainda estão presentes e dão um trabalho tenebroso. Cada fase, mais ou menos no meio, possui um sub-chefe que é uma pedra no sapato, mas são combates e desafios bem conseguidos.

Outro detalhe que não podia faltar, pois é marca registrada da franquia, é a escolha de chefes. São 8 no total e cada um é dono de suas fases características. São eles: Block Man, Acid Man, Blast Man, Fuse Man, Bounce Man, Torch Man, Impact Man e Tundra Man. E como manda o figurino, cada fase leva consigo a característica de seu chefe. Se jogarem o nível do Block Man, vão perceber que estão no meio de obras, com tijolos, escavadoras e coisas do género. Se estiverem na fase de Tundra Man, temos de ter cuidado com espinhos de gelo e superfícies escorregadias. Por outro lado assim que os derrotarmos adquirimos os poderes destes mini-bosses. O que nos faz jogar e escolher o mini-boss da melhor forma a que possamos derrotar o seguinte.

Mega Man 11 – Announce Trailer | PS4

Bem mais existe algumas coisas para amenizar essa dificuldade/desafio. Uma delas é a loja. Nela, vamos encontrar equipamentos e itens que nos vão ajudar. Os equipamentos são variados, os quais podem ajudar nas fases, chips que carregam o nosso tiro automaticamente, sapatos que seguram os escorregões no gelo e por aí fora. Também não podemos esquecer dos famigerados tanques de energia e munição, bem como vidas extras.
A moeda de troca são parafusos, que os inimigos dropam nas fases, quando derrotados e como tal vale a pena voltarmos algumas vezes às fases para ganhar mais uns parafusos, para farmar, na verdade…

Mega Man 11 – Demo Launch & Bounce Man Reveal Trailer | PS4

Assim como todas as outras histórias do Mega Man tradicional, o vilão é Dr. Willy. Este foi um gênio da robótica e grande amigo de Dr. Light. Ambos andaram às turras durante o início das suas carreiras e Willy atribui a Light o seu insucesso. Essa raiva reprimida torna-o um inimigo terrível e vingativo. Dr. Light e Mega Man resgatam um antigo produto criado pelos gênios, o Double Gear.
Este dispositivo faz com que o jogo ganhe uma dinâmica diferente. Basicamente consiste em dois tipos de poderes diferentes . O primeiro é a engrenagem do poder, a qual ao ser ativada, consegue gerar um tiro mais devastador. O segundo, e mais importante, é o que desacelera o tempo, fazendo com que consigamos passar por sequências como as em que estamos a ser esmagados e temos de derrubar paredes ao mesmo passe a ser possível. Nos momentos mesmo mais apertados podemos activar os dois mas nem sempre resulta muito bem.

Mega Man 11 Pre-order Trailer – Nintendo Switch

Mega Man 11 traz tudo aquilo que era fascinante quando surgiu aliado às novas tecnologias em termos gráficos e de fluidez, mas sem perder o seu lado old school, divertido e desafiante, que nos vai fazer perder horas e horas até chegarmos ao fim. É viciante, e é o Mega Man da minha infância.

4.5

Sim

  • A jogabilidade dos velhos tempos
  • Graficamente moderno mas sem perder o look old school
  • Nova mecânica com a introdução do Double Gear

Não

  • É difícil e nós gostamos desse tipo de desafios, mas isso poderá frustrar alguns
Published
Views 56

Deixa um comentário