Aí está o lançamento do novo DLC de The Elder Scrolls Online, uma nova e muito desejada expansão, com a responsabilidade acrescida, visto tratar-se, nada mais, nada menos, de Morrowind, como referência a um dos RPG’s mais importantes já feitos.

Não é no entanto apenas mais um conjunto de conteúdos adicionados, mas o espelho de inúmeras transformações que foram introduzidas nos últimos tempos. The Elder Scrolls Online é hoje o produto que devia ter sido inicialmente, sendo um jogo completamente diferente, mais abrangente e refinado.

Para um nome que sempre se apresentou como um singleplayer clássico e completamente focado nesse sentido, não é fácil fazer a transição para um universo tão complexo como um MMORG. Porém, no final, o consumidor avalia o produto, não as atenuantes e The Elder Scrolls Online esteve longe de convencer aquando da sua apresentação ao público. Contudo, há que reconhecer o esforço e o mérito da Zenimax na vontade de dar a volta às principais críticas, que transformou TESO radicalmente, aproximando-se mais do que sempre foi idealizado pelos fãs.

The Elder Scrolls Online é hoje um jogo bastante diferente, sem as limitações castradoras do começo, mais envolvente, convidativo e acolhedor, tal como se exige a um MMORG. Quem nunca experimentou, ou quem ficou afastado por tempo significativo, encontrará uma experiência verdadeiramente compensadora.

Chega-nos então Morrowind, um nome importante, que reproduz aquele que para muitos, foi o melhor título da saga.

Tentando não estragar a surpresa, posso revelar que decorre na ilha de Vvanderfell, 700 anos antes dos acontecimentos do terceiro Elder Scrolls e com todos os pormenores fieis às origens. O simbólico reencontro com Vivec acontece praticamente no inicio da main quest e orientará praticamente todo o desenrolar da mesma. A história principal é interessante – como tem sido um hábito nas quests de TESO – e leva-nos a escolhas difíceis, tornando tudo mais excitante, afastando aquele aborrecimento que por vezes acompanha os jogos do género. Há também diversas missões secundárias, convenientemente colocadas e disponíveis nos múltiplos locais que percorremos durante a nossa aventura.

O ambiente e a arte de Morrowind são retratados ao detalhe e quem o jogou há 15 anos atrás, dificilmente ficará desiludido. Será uma viagem nostálgica a um mundo recuperado de uma forma muito feliz, conservando o toque do original, particularmente nos terrenos mais sombrios. Tudo incrivelmente bem desenhado, com várias horas para conhecer e explorar.

Sempre acompanhado do seu amigo urso, a nova classe, o Warden, tem dividido opiniões. É verdade, tem um estilo peculiar, mas numa coisa todos têm estado mais ou menos de acordo, é realmente poderosa. Para algumas pessoas talvez até demais, mas entende-se porquê, é um convite a que se queira experimentar. É o verdadeiro guardião da natureza e todas as suas habilidades vão nesse sentido, sendo uma das classes mais versáteis e construída para desempenhar todos os papéis com eficiência. O que tem levantado algumas preocupações relativamente a tornar-se a classe da moda. Todavia, é no geral uma classe divertida de se jogar e com soluções para todos os contextos.

O novo modo de PVP tem o nome de Battlegrounds e será uma excelente e necessária adição ao mundo de TESO. Onde teremos de escolher uma de 3 equipas, cada uma com 4 jogadores e rodando por 3 modos: Team Deathmatch, Capture the Flag e Domination, seguindo um formato cada vez mais popular. É novo e é normal que ainda tenha de ser limado, mas é pelo menos uma abordagem diferente, que sem dúvida irá atrair inúmeros jogadores. Fundamentalmente aqueles que já suspiram por novo conteúdo.

Finalizando, Morrowind é o rosto da grande mudança que chegou a The Elder Scrolls Online, após finalmente ter começado a ouvir a vontade da população que conquistou. Essa é mesmo a maior vitória e um exemplo de como a base de jogadores, na maioria das vezes, é quem sabe identificar o melhor rumo de um MMORPG. The Elder Scrolls, agora, é quase obrigatório de se experimentar. Esperemos que ainda vá a tempo.

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Completamente obcecado por tudo o que tenha a ver com futebol, é daqueles indesejados que passa mais tempo a editar as tácticas do PES do que a jogar propriamente. Pensa que é artista, mas não conhece as cores primárias, e para piorar, é ligeiramente daltónico. Recusa-se a acreditar que o homem foi à Lua.

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