Antes de começar, vamos fazer uma viagem ao tempo. Que da qual não é muito grande, vamos para o ano de 2016, mais concretamente para o primeiro dia de Abril. Para muitos jogadores, pode ser uma data banal onde se comemora o dia das mentiras, mas para os fãs europeus de JRPGs é uma data a relembrar. Neste dia foi lançado o primeiro de dois jogos da saga Nights of Azure, ambos desenvolvidos pela Gust e editados pela veterana Koei Tecmo.

Para os adeptos deste tipo de jogo que nunca tinham ouvido falar deste titulo, Nights of Azure é um Role-Playing Game japonês de acção e fantasia que é protagonizado por Arnice uma cavaleira que “trabalha” para a Curia (basicamente uma agência que combate as forças do mal conhecidos por Blue Blood). Esta personagem transformou-se num híbrido, metade demónio, metade humana. Com esta transformação Arnice, ficou também conhecida por Nightlord.

Em Nights of Azure 2: Bride of the New Moon, a protagonista é Aluche, outra agente da Curia. Aluche é a personagem principal deste jogo, tem como missão de escoltar Liliana, também personagem do primeiro, mas conhecida por Lilysse. É durante esta missão que tudo começa, vais dar de caras com o tutorial que é simples, mas que te ajuda a perceber as funcionalidades do jogo. Após esta missão aparece a Moon Queen’s (Rainha da Lua, traduzindo), que vai ser o teu maior inimigo neste jogo e perfura o coração de Aluche com uma espada com a finalidade de a tornar num demónio. Esta transformação foi impedida em parte pela Dra Camilla, que conseguiu fazer com Aluche se transformar-se numa criatura metade demónio.

Sem desenvolver muito sobre a narrativa do jogo e como podes ter percebido, a história de Nights of Azure 2 foca-se na destruição da Rainha da Lua e trazer a paz e harmonia. A narrativa do jogo não é muito elaborada, mas é bastante cativante. Este ponto e com uma jogabilidade simples e bastante intuitiva dá-nos sempre vontade de jogar mais um pouco. Apesar de ser simples quando falamos nos comandos, vais encontrar algo nesta jogabilidade que poderá deixar-te um pouco frustrado no começo.

Pois bem, com a transformação de Aruche, é necessário ter algum cuidado, pois ela não pode combater durante muito tempo. Por isso, no início tens pouco tempo para explorar os cenários e combater as criaturas que encontras. Sendo mais especifico, tens um contador de tempo para explorar, combater e avançando na história, se este temporizador chegar ao fim, não acaba o jogo, o que te acontece é voltares ao Hotel Eterna (hotel que é gerido pela Dra. Camilla) que é o teu ponto de abrigo. Sempre que voltas para o hotel vais ter de ir sempre dormir. Neste jogo, ter de dormir, pode não ser muito bom, como se devia pensar. O motivo é porque quando isso acontece uma parte da Lua escurece, e quando esta fica completamente negra o jogo acaba, e temos de recomeçar o nosso Save Game, que só pode ser feito no Hotel Eterna.

Com o que foi referido vais perceber que tens que gerir muito bem o tempo que tens, principalmente no começo. Para teres mais tempo de exploração basta subir de nível ou então desbloquear numa das três Skill Trees que tens para evoluíres. Para evitar que a Lua não fique completamente tapada, vais ter de vencer os vários Bosses, normalmente um por capítulo. Esta gestão de tempo que tens, principalmente no começo do jogo vais ser frustrante, pois o tempo é curto para fazer tudo. Quando estiveres num nível mais alto vai acontecer o contrário, tens tempo para tudo e ainda sobra. Sobre este aspecto acho que apesar de ser frustrante, torna o jogo mais desafiante.

Nesta aventura vais ser acompanhado por mais uma personagem e por dois Servans, que são criaturas que estão “presas” em flores e quando as libertas juntam-se à tua equipa. Cada uma delas têm poderes diferentes e algumas com habilidades que vão ser úteis para encontrares tesouros que contêm itens para poderes equipar as tuas personagens. Estas criaturas também servem para combater os adversários. Podes também evoluí-los com pontos de experiência.

 

É também na jogabilidade que encontramos os problemas, Nights of Azure 2: Bride Of The New Moon, durante o tempo que joguei, este título deixou de funcionar, do nada, pelo menos umas três vezes. o que foi uma situação chata pois houve partes que ainda não tinha gravado, e perdi o que tinha conseguido adquirir desde o último Save. Outro ponto negativo, este título contem alguns bugs, como a câmara fazer Zoom in ao ponto de que entramos no corpo da personagem. Para finalizar, outro ponto que é algo que detesto em jogos é paredes invisíveis. Por exemplo, tenho um monstro à minha frente e quero saltar por cima dele. O que acontece ?!?!…..Não consigo passar por cima dele porque existe uma parede invisível que me impede de o fazer.

No que diz respeito à componente gráfica/visual, vais poder contar com uma qualidade gráfica muito boa, algo que já é bastante usual em JRPGs. Dá-te a sensação de estares a assistir a um verdadeiro Anime. Outro aspecto que é algo normal vermos em Role-Playing Game de terras nipónicas é o visual das personagens, vais poder vislumbrar “moças” com uns “gigantes seios” e com uma vestimenta decotada, isto em roupas de combate. E se num outfit normal já é o que é, então as personagens com um fato de banho posso dizer que já roça para o lado erótico.

Tal como o aspecto gráfico, também todo o aspecto sonoro tem uma qualidade de topo. Vais poder contar com músicas para todas ocasiões, desde rock, músicas tristes, músicas divertidas, entre outras, mas todas elas levam os jogadores ao Japão.

Para finalizar esta análise, Nights of Azure 2: Bride Of The New Moon é um bom jogo de fantasia com muita acção. Apesar de ser simples, fez-me ficar agarrado ao ecrã pois tem um narrativa interessante e cativante. Algo que não estava a espera e que me agradou imenso foi a relação entre tempo de cutscenes/conversas e de jogo em si, estão muito equilibradas e as cutscenes surgem só em momentos específicos. A qualidade gráfica e sonora são pontos a favor contudo não trazem novidades a quem joga este RPG japonês. Alguns bugs, paredes invisíveis são pontos que se consegue viver com isso, mas o que estragou mais nesta minha avaliação foi o facto do jogo ter parado algumas vezes. Um jogo banal, mas se os pontos menos bons forem resolvidos, recomendo vivamente a experimentarem.

 

3.5

Sim

  • Uma narrativa que nos prende para conhecer os desfecho do jogo.
  • As cutscenes têm uma grande qualidade tal com o jogo em geral, que fazem pensar que estamos a assistir a um Anime.
  • O tempo de conversa e tempo de acção muito equilibrado.

Não

  • Um jogo que não nos traz grandes novidades.
  • Sem grandes desafios, tornando-o fácil demais.
  • Bugs e falhas que são de todo lamentáveis.
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