A tinyBuild tem vindo a apostar bastante na Nintendo Switch, e a prova é que já existe um bom número de jogos lançados anteriormente para PC, Xbox One ou PlayStation 4, e que têm recebido ports para a consola da Nintendo. O último desses jogos foi Party Hard, um jogo lançado em 2015 pela mão da Pinokl Games e que chega agora à Nintendo Switch.

A história do jogo é bem simples e vai sendo contada ao longo do jogo pelo detective West, percebendo-se rapidamente que está a ser interrogado por alguém, e que não se trata de uma esquadra de polícia. Na verdade, o interrogador aparenta ser algo parecido a um psicólogo que lhe vai fazendo perguntas, às quais ele vai respondendo, umas vezes calmamente, e outras num tom mais irritado.

A história fala sobre uma pessoa que penetra clandestinamente nas festas de vizinhos, com o simples objectivo de acabar com o barulho perturbador. Algo bastante normal até, já que muitas vezes os vizinhos fazem mesmo demasiado barulho e nós apenas queremos descansar. Claro que chamar a polícia para acalmar os ânimos é uma opção, mas não para o nosso personagem, já que este tem um modo bastante diferente de acabar com essas festas, isto é, matando todos aqueles que ousam divertir-se.

O nosso objectivo, como já disse, é conseguir aniquilar toda a gente, de diversas maneiras, e sem sermos mortos ou apanhados pela polícia. Para isso, contamos com a nossa faca, paciência e claro, uma pitada de imaginação. Party Hard permite-nos coisas como envenenar as bebidas que alguns convidados vão beber, ou criar curto-circuitos em locais estratégicos; mas também é possível atirar pessoas de janelas ou varandas, ou mesmo empurra-las de barcos, fazendo com que caiam à água e sejam imediatamente devoradas por tubarões. Em cima disso, é importante que ninguém perceba que fomos nós, mas claro, caso descubra, o objectivo passa a ser matar essa pessoa antes que tenha tempo de chegar perto de um telefone e chamar a polícia.

Party Hard Launch Trailer – Nintendo Switch

Para conseguir ocultar os cadáveres que vamos deixando à nossa passagem, é teremos de agarrar nos corpos e esconder em determinados locais; umas vezes em caixotes-do-lixo, outras em guarda-fatos, ou também podemos apenas atirar simplesmente pela janela. Os locais onde podemos esconder cadáveres são vários, mas o importante é evitar que alguém possa assistir ao crime. Porém, às vezes é mesmo impossível esconder os corpos: ou porque há demasiadas pessoas na festa, e fica impossível passar com um corpo as costas; ou porque não vamos ter tempo de esconder, sem que antes alguém entre numa determinada sala. Nesses momentos, o melhor é fugir sem que ninguém nos veja, e mesmo que encontrem o cadáver, nunca saberão que fomos nós.

O conceito do jogo é basicamente este, obviamente que as festas estão sempre com imensas pessoas, geralmente com meia centena de indivíduos para irem desta para melhor. Acreditem que não é fácil, e conforme vamos passando os diversos níveis do jogo, estes tornam-se cada vez mais complicados: desde começarem a escassear locais mais isolados, fazendo com que a visão seja aberta para toda a gente, e dificultando bastante a nossa acção, visto que por vezes temos somente um, ou dois segundos, para dar uma facada e fugir; e por vezes não temos mesmo alternativa senão matar 3 e 4 indivíduos de uma vez, já que estes estão todos juntos e não queremos nenhuma testemunha.

Existem também conquistas que devemos conseguir obter durante as missões, e estão vão fazer com que nos seja dada a possibilidade de podermos jogar com novos personagens. Algo interessante, já que cada personagem tem a sua maneira de matar e de agir. Logo, um personagem novo será também uma nova maneira de completar um determinado nível, tornando o jogo mais longo e até menos previsível

Além disso, Party Hard conta também com um modo co-op local, e este modo é igual ao modo singleplayer. A grande diferença é que podem jogar dois jogadores, tornando tudo bastante mais fácil, já que é possível combinar estratégias e matar vários indivíduos ao mesmo tempo. Torna-se também um modo bastante divertido, já que qualquer jogo jogado a dois jogadores localmente é sempre melhor. O grande problema é que não é possível partilhar um Joy-Con para jogar em modo co-op, e assim terão sempre de ter um Pro Controller, ou mais dois Joy-Con para partilharem com o vosso companheiro de equipa.

Party Hard – Launch Trailer

A jogabilidade é bastante boa, e com uma boa resposta por parte de jogo. Tudo corre de forma fluída, o que é importante neste tipo de jogos, onde a rapidez é essencial para conseguirmos atingir os nossos objectivos.

Graficamente, o jogo foi concebido num estilo retro, com um pixel art minimalista, mas interessante, onde consegue ter cenários que por vezes nos impressionam bastante, como lareiras e outros objectos, contudo, também consegue oferecer objectos com um aspecto totalmente minimalista. Longe de ser algo com a qualidade gráfica de Octopath Traveller, ainda assim, consegue ser competente e ter o seu toque próprio.

Lembrar também que, incluído com o jogo, vem também o DLC: Dark Castle. Quanto ao DLC High Crimes, terão de adquiri-lo à parte, ou então, quando o comprarem, optarem pelo Party Hard Pack, que virá com o jogo Party Hard, DLC Dark Castle e o DLC High Crimes.

Party Hard é um jogo interessante, onde será preciso paciência e alguma estratégia. É um jogo que encaixa que nem uma luva na Switch, já que é daqueles jogos que facilmente tentamos passar um nível se estivermos em transportes públicos, numa fila de espera, ou no café, por exemplo. Os jogos indies, se forem bem feitos, são interessantes em qualquer plataforma, mas na verdade, quando entram dentro de uma Nintendo Switch ficam com outro carisma, provavelmente por ser possível jogá-los em qualquer lugar.

3.5

Sim

  • Jogo interessante e com boas ideias
  • É necessário estratégia para ter sucesso
  • Oferecer um modo co-op

Não

  • Pode tornar-se repetitivo
  • Modo co-op não funcionar apenas com os dois Joy-Cons da consola
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Categories Análises Nintendo
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