Sonic (a par de Mario) é das maiores e mais fortes presenças no mundo dos videojogos, e por isso volta não volta temos jogos dedicados ao ouriço azul mais veloz do gaming. Infelizmente nos últimos tempos e com algumas apostas mais fracas (sim Boom e o teu lenço ao pescoço falo de ti) o Sonic tem de ser estado algo só no seu canto. Os jogadores novos não o conhecem tão bem, os mais antigos agarram-se as memórias (e a Sonic Mania  ). E é neste meio termo de conquistar os novos, e consolar os antigos que surge Sonic Forces.

Sonic Forces conta-nos a história de como Eggman (ou Robotnick) junta uma equipa de vilões e finalmente consegue derrotar Sonic e conquistar o mundo.

Esta nova equipa de vilões, é um invocar do passado com vilões desde Sonic Adventure, e onde poderemos lutar novamente contra cada um deles. A forma como eles voltaram é algo que iremos descobrir ao longo do jogo, mas é uma optima adição poder regressar ao passado e recriar de certa forma algumas das batalhas que fomos travando ao longo do tempo.

Este novo mundo está na escuridão sob o domínio de Eggman e Infinite o novo antagonista do jogo, durante 6 meses até que nós, com a nossa personagem feita à medida apelidada de Rookie, devemos salvar Sonic de uma prisão no espaço.

Aqui entra a grande novidade do jogo, o podermos ao lado de Sonic combater com uma personagem feita à nossa medida. A escolha inicial é algo limitada, podemos escolher a espécie de animal, em que cada espécie tem as suas habilidades, desde anéis logo no inicio, a triplo salto, são variadas as “classes” e as suas aptidões. Mas nesta fase apenas escolhemos as cores, e a classe por assim dizer. Novas armas ou mesmo novos items para personalizar serão desbloqueados ao longo do jogo. E existem muitos, muitos para desbloquear.

Esta arma, exclusiva a esta personagem, é o que acaba por trazer alguma inovação à jogabilidade, apesar de ser algo em parte já testado nos malfadados jogos da serie Boom. A arma que temos é multifunções. Ou é um grapling hook, ou tem um elemento associado e provoca dano usando esse elemento (fogo, raios, etc). Estas armas vamos desbloqueando também ao longo do jogo, e cada uma que desbloqueamos tem diferentes atributos como, mais velocidade, iman para os anéis e outros. Cabe a cada um escolher qual o melhor elemento para si, e quais os atributos preferidos. Depois é arrancar para os níveis e correr de uma ponta à outra.

A nível de jogabilidade existem dois tipos e meio de jogabilidade. Digo meio porque apesar da arma, os níveis de Sonic Moderno, e do Rookie, são muito idênticos em termos de jogabilidade. A acção passa-se em 3D alucinante com uma grande velocidade e pontos de decisão rápidos que nos alteram o caminho no momento quase instantâneo. Estes níveis são a alta velocidade, e por vezes são quebrados pelos malfadados QTE. Quebram a acção momentaneamente mas algo que é facilmente perdoável. O outro lado da jogabilidade é um jubilo ao passado, os níveis de Sonic Classico. Em que a acção passa para um 2.5D e jogamos como antigamente nas velhinhas Master System e Mega Drive. Como fã dos originais, adoro esta adição, e esta jogabilidade. Mas existe um pequeno pormenor. Face à velocidade do Sonic Moderno e do Rookie, sinto que os níveis do Clássico, são algo lentos. O que é estranho dizer de um jogo Sonic.

A jogabilidade nos bosses acaba por ser sempre algo diferente, e aqui senti que era demasiado fácil, face a um combate final. O que acaba por criar também um pequeno problema no jogo. Ao tornar os inimigos mais fáceis, provoca que acabemos por passar mais rapidamente o jogo, e em termos de história o primeiro play trough pode ser algo rápido. Em cerca de 4/5 horas terminamos o jogo, isto é algo curto face a outras opções do gênero no mercado. Felizmente a Sega sabia disto e deu-nos muito mais para fazer. Ao longo do jogo somos desafiados a fazer algumas coisas, como acabar um nível em determinado tempo, ou mesmo usar um tipo de arma num nível especifico. Isto acrescenta na longevidade do jogo. Um outro fator que acrescenta nesta longevidade é podermos fazer os níveis com avatars de “empréstimo” personagens de outros jogadores que nos ajudam a passar os níveis ou os desafios, este empréstimo é também importante para uma mecânica no mapa que é o SOS, em que ajudamos outras pessoas “virtuais” a passar os seus níveis, passando assim mais um desafio.

Um acrescento também é os episódios descarregáveis, que podemos encontrar na store. Para já, existe disponível um conjunto de níveis em que encarnamos Shadow, e que podemos controla-lo, em níveis de Sonic Moderno. Estes acrescentos, e enquanto forem gratuitos, serão uma adição mais que benvinda ao jogo.

Graficamente é um jogo Sonic, com mundos coloridos e níveis labirínticos e rápidos. O detalhe das personagens é óptimo, dos vilões e dos inimigos também. Os cenários contam com detalhe e uma velocidade que não nos cansa. O jogo corre a 60 fps (excepto na Switch onde corre a 30fps estáveis). O áudio faz parte da magia de um jogo Sonic, em que cada mola e cada bumper tem um som característico. Os fãs encontram aqui uma alternativa 3D ao mundo magico de Sonic.

Um título rápido por excelência, como o nome de Sonic indica. Peca, em parte por dois factores, a data de lançamento, demasiado junto ao seu arqui-rival Mário, e sair no mesmo ano que Sonic Mania, uma verdadeira ode aos fãs da velha guarda do ouriço azul. Fora isso, estamos perante um dos, senão o, melhor Sonic em 3D dos últimos anos.

4.0

Sim

  • Opções de personalização bastante completas
  • Possibilidade de reencontrar alguns dos vilões da serie
  • Sonic Clássico ^^

Não

  • História algo curta
  • Nivéis "clássicos" algo lentos
  • Sensação de repetição em alguns níveis
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