Geralmente eu dispenso os jogos de terror, ainda mais os de terror psicológico, mas que homem seria eu senão enfrentasse os meus medos?! Foi com essa ideia que mergulhei em The Impatient o novo jogo para o PlayStation VR.

Devo dizer que rapidamente nos primeiros 15 minutos esqueci-me onde estava, a nossa personagem principal está amarrada numa cadeira, com um médico a interrogá-lo e o meu cérebro apenas me dizia: “Tens de te safar desta…”. Foi esse nível de imersão que o jogo me deu, encarnei a personagem e esqueci-me que estava a jogar, na minha cabeça apenas ecoam perguntas de como estava ali, porquê é que estava ali, porque é que era tão importante para eles e que raio se passava atrás daquelas paredes que me aprisionavam. Sem querer estragar a experiência, mais do que a história em si, dizer apenas que estamos 60 anos atrás dos acontecimentos de Until Dawn, outro exclusivo da PlayStation, e tal como no seu antecessor, apesar deste The Impatient ser uma prequela, as nossas escolhas vão influenciar o desenrolar da história.

Somos nós que escolhemos as nossas respostas consoante as perguntas que nos são feitas ou consoante a nossa mente quer dar sinais diferentes a todos os intervenientes. Podemos ser mais cautelosos ou mais atrevidos, mais “esquecidos” ou mais elucidados, tudo terá efeito no decorrer do jogo e dá-lhe ao mesmo tempo razões para voltar a jogá-lo.

A jogabilidade divide-se em dois capítulos, o do PlayStation VR, muito satisfatória, com um tempo de reacção muito bom e importante nos pormenores, como por exemplo ler papeis numa mesa de cabeceira, e o do Dualshock 4, sendo que podem jogar com os comandos Move.

O jogo dura cerca de 4 a 5 horas, onde vamos tentar desvendar alguns mistérios, alguns nem os vamos conseguir desvendar, onde vamos percorrer várias zonas, algumas muito escuras e claustrofóbicas, e apanhar verdadeiros sustos criados pela Supermassive Games, que colocou um boa dose de terror psicológico no jogo. Os gráficos são bastante conseguidos, especialmente para um jogo VR cheio de pormenores e onde a recriação de um cenário que seja imersivo é fundamental. O menos satisfatório do jogo foi mesmo o final, que sem desvendar nada, pode ser pouco para o desenvolvimento do jogo e especialmente para o que poderá ser desejado.

No entanto The Impatient, é de facto um jogo de imersão e conseguiu envolver-me ao ponto de sentir que estava a comandar a minha personagem e que a minha mente e personalidade estavam a ser traduzidas no jogo, e isso, por vezes é o mais importante.

3.5

Sim

  • Uma experiência super imersiva
  • Os gráficos são bastante bons para a tecnologia VR
  • As nossas escolhas influenciarem o decorrer do jogo

Não

  • O jogo é bastante curto
  • O final do jogo deixa bastante a desejar
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