Análise: The Town of Light

The Town of Light é um nome que pode soar familiar a muitos jogadores, principalmente aos de PC porque este jogo chegou a esta plataforma em no início do ano passado. Agora os adeptos de consolas (Xbox One e Playstation 4) vão poder aventurar neste jogo baseado em factos e lugares reais.

Este jogo desenvolvido pela italiana LKA mostra como eram tratados e como eram vistas as pessoas com problemas no foro psicológico no século XX. Vais conhecer a história de Renee, uma menina de 16 anos que foi internada num hospital psiquiátrico em Volterra, uma região da Toscana, Itália.

Quem jogar The Town of Light, não fica de todo indiferente a esta história crua sem “paninhos quentes” que levam-te a querer terminar este título (posso adiantar que não é muito longo), para conhecer-mos o desfecho da jovem Renee. Há que tirar o chapéu à equipa da LKA pelo trabalho que tiveram em recriar o mais real possível os pormenores do cenário envolvente.

No que diz respeito à jogabilidade, é um pouco pobre quando comparada com a já referida história. Digo isto porque o que temos para fazer é bastante intuitivo e fácil de perceber como se resolve os pequenos quebra cabeças que vão aparecendo ao longo do jogo. Em relação a mobilidade, este jogo na primeira pessoa com um pequeno ponto branco que indica os vários pontos de acção que vais encontrar ao longo desta profunda e perversa aventura. Mas nem tudo o que toca à jogabilidade parece tosco, isto porque podes tomar decisões durante o jogo que te vão levar para diferentes caminhos o teu percurso durante este jogo, mas acabando sempre da mesma maneira, uma lobotomia.

Graficamente, The Town Of Light se estivesse melhor traria mais profundidade e mais emoção ao jogo. Quando digo emoção não estou a falar de sustos, por nesse aspecto sustos são praticamente nulos mas sim de algo que podia complementar a história e a maneira como a interpretamos. Como podes concluir os gráficos não são os melhores, o que é uma pena. Os efeitos visuais, isso é algo que não se verifica, é tudo bastante estático.

Mas se o que vês não ajuda na emersão deste título, o que vais ouvir vai, os efeitos sonoros estão muito bons e realistas principalmente se utilizares headphones, sim este é um bom exemplo de um jogo para ser jogado com headphones.

Concluindo esta análise e como se pode perceber, o calcanhar de Aquiles passa pelo aspecto visual que afugenta um pouco a realidade e isto é algo que poderia mudar o jogo completamente para melhor. Algo que tenho também que mencionar é que este jogo é forte e pode ser difícil de compreender a sua essência. Mas tudo o resto está maravilhoso….bem…maravilhoso não é a palavra correcta para caracterizar este jogo, mas sim a nível técnico (sem falar do aspecto visual, claro), a equipa da LKA fez um trabalho de pesquisa fenomenal porque os espaços por onde passamos estão praticamente iguais à realidade e talvez isto seja a culpa dos gráficos não estarem tão aprimorados. Para além do trabalho de pesquisa, a maneira como foi contada a história está simplesmente fantástica. Aconselho este jogo claramente, nem que seja para perceber como era a mentalidade das pessoas no século XX sobre as doenças mentais.

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