Análise: Valkyria Revolution

Os jogos sempre serviram para contar histórias, mas e quando o jogo é vivido através de uma pessoa que conta a história? Estamos perante Valkyria Revolutions.

O jogo conta a historia de uma Europa fictícia em que vários reinos lutam pelo controlo de umas pedras, que são fonte de energia mágica, alimentando assim as suas maquinas de guerra neste universo meio steam punk, meio século XVIII. Pelo meio descobrimos as nossas personagens e os motivos que as movimentam, quer seja por vingança, quer seja para dar a liberdade ao povo. Vamos acompanhando os capítulos através do conto, como se de um livro se tratasse, contado por uma mestre ao seu estudante, e assim vamos avançando capitulo a capitulo.
Isto podia ser a história mais interessante, mas estamos a falar de um jogo, e posso compartilhar que nas primeiras duas horas de jogo por exemplo, entre animações, e entre contagem de historias, joguei cerca de apenas 15 minutos.
Graficamente o jogo é algo parco, com cenários algo curtos e muito pouco detalhados, as animações das personagens são também muito reduzidas, inclusive nos cinematics, onde por vezes estamos perante quase 10 minutos de video onde só a boca das personagens mexe. Isto talvez se prenda com o facto de ser uma edição lançada para PS Vita e adaptada também às restantes plataformas, é um facto de valor levar a uma plateia maior, mas por vezes sofre o jogador e o jogo com esta conversão.
Por outro lado, em todo o jogo somos acompanhados por uma banda sonora fenomenal (que acompanha em CD a edição física do jogo), e que ajuda a interiorizar melhor a história aqui contada.
Um ponto alto do jogo é o sistema de combate, que apesar de algo simples, com um botão para correr, um para defender, e um para atacar, sofre através do pressionar de um botão um pequeno revamp e evolução, ao carregar no botão do battle menu, conseguimos aceder a funções extra, como golpes de magia, ou acesso ao inventário (que é partilhado por todos os membros da nossa equipa). Este é o momento alto, o momento em que usamos a magia e a vemos acontecer à nossa frente.
A troca entre personagens é simples e ao toque de um botão nos direccionais podemos controlar outra personagem deixando a nossa ser controlada pela inteligência artificial, isto permite que cada um encontre a personagem que mais se adapta a sua personalidade, deixando um bocado à deriva as restantes (digo à deriva pois a IA das personagens é algo simples, tendo como principio básico atacar os inimigos e pouco mais).
Acrescentando a este sistema de combate temos também um sistema associado que é de emoções dos nossos inimigos, uma das novidades do jogo, em que se um inimigo estiver assustado as suas defesas baixarão, se estiver em alerta será mais difícil de derrotar, e outras emoções. No entanto e sendo honesto não senti que este sistema fosse o factor X dos combates, mas sim a utilização do menu de combate.
Um ponto que tenho mesmo de apontar, é que de todo o tempo que joguei, senti que apenas 1/3 do tempo dedicado, foi de facto dedicado a jogar, pois o restante tempo, foi a tentar acompanhar a história algo densa deste titulo, através de diversas cutscenes.
O sistema de combate é deveras interessante e é para mim o ponto que mais me interessou neste jogo, a história podia ser um marco histórico no género, e a quem tiver paixão por este universo será certamente, no entanto a forma como é contada, pode afastar alguns jogadores de um jogo que apresenta uma mecânica diferente, e personagens cativantes.
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