World of Warcraft é um nome ímpar nos últimos catorze anos dos videojogos. É o rei dos MMORPG’s, e o único jogo que consegue manter uma subscrição durante tanto tempo.

Às vezes podemos achar que está perto do esquecimento, porém, há milhões de jogadores que continuam a jogar diariamente, e o melhor exemplo é a última expansão, que vendeu mais de 3,5 milhões de unidades em poucos dias, sendo anunciado como o título de PC da Blizzard que mais vendeu até hoje.

Battle for Azeroth é a mais recente expansão, a sétima, mais precisamente, e é como um regresso ao passado. Depois de todos os acontecimentos e coligações improváveis, a Alliance e a Horde estão mais uma vez em guerra aberta, voltando ao ponto onde tudo começou.

 

World of Warcraft: Battle for Azeroth Cinematic Trailer

 

Em todas as expansões de World of Warcraft, houve sempre uma intenção em criar novos contextos, tanto na história, como na jogabilidade. Em Battle for Azeroth não é diferente, e pode até ser entendido como um prenúncio do que podemos esperar no futuro, numa tentativa por parte da Blizzard para que WoW se mantenha relevante.

Além de uma história diferente para cada facção, existem também três novas zonas, tanto de um lado, como do outro. As áreas não são tão vastas como nas expansões anteriores (o mesmo se pode dizer da expansão em si), todavia, é o bastante para se entreterem durante horas. Há várias quests e side-quests inéditas, um novo lvl cap de 120 (que desbloqueia novamente o World Quests), novas Dungeons, novas raças, e o PvP agora a ser acessível em qualquer local do mapa, deixando constantemente aquela tensão no ar. E claro, uma das adições mais importantes, que se dá pelo nome de Heart of Azeroth, que é um amuleto que vem introduzir uma nova mecânica, influenciando o poder do nosso equipamento, e deixando-nos mais poderosos no processo.

 

Cinematic: “Old Soldier”

 

O conteúdo é um pretexto mais do que suficiente para revermos velhos amigos (tanto aqueles que gostam de PvE, como os que preferem o PvP), mas também aliciante para quem gosta de optar por uma aventura mais a solo. E mais está esperado a 4 de Setembro, com a adição de mais novidades, sendo que o maior destaque vai para o primeiro Raid, de Uldir.

Graficamente continua fiel ao design que caracteriza World of Warcraft, mas várias animações foram melhoradas, notando-se claramente que há uma preocupação para que o jogo consiga acompanhar tecnologia mais recente. As novas regiões de Kul’tiras e Zandalar estão muitíssimo bem desenhadas, e oferecendo mundos bastante distintos um do outro, com Kul’tiras na representação de uma beleza verdejante, e Zandalar numa perspectiva mais tórrida e agreste. Tudo com aquela qualidade no detalhe que tão bem apela aos nossos olhos, o que é impressionante se considerarmos que estamos a falar de um jogo lançado em 2004.

 

Battle for Azeroth Arrives August 14!

 

O mesmo se verifica na música e nos efeitos sonoros, que retratam na perfeição tudo o que vai acontecendo no monitor. Sempre com a emoção inerente à circunstância, sendo já uma marca em WoW. É por estes pequenos pormenores que World of Warcraft não só está bem vivo, como ainda reina sem qualquer tipo de concorrência.

Battle for Azeroth pode não ser tão extenso como as expansões que o antecederam, no entanto não lhes fica nada atrás, até porque no mundo de World of Warcraft tudo tem uma dimensão enorme. Há muito conteúdo novo para descobrir, desfrutar, e para mais uma vez ganharmos interesse pelo jogo, caso tenham andado afastados. Para quem já é um veterano de WoW será difícil resistir, mas valerá bem a pena, uma vez que é mais uma excelente expansão, tal como a Blizzard nos tem habituado.

4.0

Sim

  • Inúmeras novidades
  • Novas e interessantes zonas a explorar
  • Uma nova e excelente abordagem ao PvP

Não

  • Todo o conteúdo novo ainda não está disponível na totalidade
Author Nuno Mendes
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Categories Análises Pc e Mac
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