Estivemos 6 anos à espera de um novo Marvel Vs Capcom, mas será que valeu a pena ou é capaz de superar o seu antecessor que ainda hoje me diverte até às tantas?!

Devo dizer que 6 anos é muito tempo, 10 são mais, mas a Capcom é uma “fazedora” de jogos de luta e jamais nos deixaria na mão em relação a isso, e este jogo não é excepção, muito bem balanceado, com uma velocidade extrema, a mesma com que nos divertimos a jogar, mas com um cuidado que eu não esperava em torno da história, visto que os jogos de luta, e nomeadamente os Capcom acabam por se fundamentar na componente online e até a preparação para os mega torneios mundiais.

Vamos começar então pela história, já que a referenciei, a Capcom decidiu desta vez atribuir algum sentido a esta junção de mundos, para isso juntou também o Boss final, o mauzão que é Ultron Sigma, como já perceberam a junção de Ultron do universo da Marvel com Sigma de Megaman. Logo aí uma boa ideia, depois a esperteza de juntar a questão das Infinite Stones, até porque será o foco dos próximos filmes da Marvel, e sendo assim até Thanos vem dar uma ajuda, por interesses próprios, mas isso é outra história. Ultron Sigma e através de um vírus ele pretende modificar a raça humana em prol das suas duas inteligências artificiais.

A história mostra-nos o que ocorre depois que os vilões se unificam, criando uma colisão de universos que explica o motivo dos mundos da Capcom e da Marvel estarem unidos, dando ainda mais sentido ao crossover. O aparecimento das Pedras Infinitas têm um outro papel neste jogo, são elas de ao seleccionarmos os lutadores, logo em seguida as 6 Jóias do Infinito ficam disponíveis para escolha, dentre as jóias do Tempo, Poder, Realidade, Mente, Alma e Espaço.

Cada uma delas possuem características próprias, a do Tempo pode acelerar um lutador lento, sendo que quando o seu poder está ao máximo até o cenário fica diferente ao utilizarmos. A do Poder faz nos dar mais dano, a do Espaço limita o adversário a determinado campo do cenário, e por aí adiante. O uso das Pedras faz-nos ter alguma estratégia na sua utilização mas até das duplas que escolhemos. Como já perceberam falei de duplas e não triplas, desta vez regressamos ao velho sistema de duplas, sendo que a sua utilização é um pouco mais lenta do que anteriormente e sendo um pouco mais complicado de fazer combos de duplas, mas torna-o mais desafiante.

Mas temos de ser honestos, o que me fez uma enorme confusão foi a falta dos X-Men. E não é porque adoro os X-Men, é porque há décadas quase estou habituado a vê-los nestes jogos, não podemos esquecer que tudo começou com o clássico X-Men Children of the Atom (1994), depois Marvel Super Heroes (1995) e dois anos depois começou a saga da Marvel vs Capcom com X-Men vs Street Fighter, é impossível desassociar a sua presença, ou falta dela neste jogo.

Apesar disso temos um leque porreiro de personagens, num total de 30 personagens no início, sendo 15 da Capcom e 15 da Marvel. Do lado da Capcom temos Arthur, Chris Redfield, Chun-Li, Dante, Firebrand, Frank West, Jedah, Mega Man X, Mike Haggar, Morrigan, Natahn Spencer, Nemesis, Ryu, Strider Hiryu e Zero. Do lado da Marvel temos Capitão América, Capitã Marvel, Doutor Estranho, Dormammu, Gamora, Hawkeye, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Hulk, Motoqueiro Fantasma, Nova, Rocket Racoon, Thanos, Thor e Ultron. Outras personagens já foram anunciadas como DLC e o primeiro pacote contará com 6 novos lutadores. Então, apesar dos 30 personagens iniciais parecem poucos se compararmos com Marvel vs Capcom 2 ou Ultimate Marvel vs Capcom 3, dá pra ter uma ideia que poderemos passar dos 50 conforme a Capcom e a Marvel adicionarem mais lutadores. O problema é que todos custarão um valor adicional.

O modo arcade está de volta, provavelmente depois das críticas em Street Fighter V, entregando assim mais algum conteúdo offline, dando assim em média 3 horas no modo história, o modo arcade, o modo versus, treino e missões, óptimas para aprender alguns combos e a parte da coleccção onde podemos ver todos os vídeos do modo história e etc. Para além disso temos o modo Online com partidas casuais e de ranking.

O modo arcade possui 7 batalhas, sendo 6 contra inimigos normais e a batalha final, contra Ultron Omega, um personagem que lembra os Bosses finais de Marvel vs Capcom e também o Omega Sigma da série Mega Man X. Não há é video após a batalha final, nem a tradicional cena de Parabéns, o que é uma pena…

Marvel VS Capcom Infinite é um jogo de transição daquilo a que estamos habituados, bastante condicionado pela indústria cinematográfica na medida de acompanhar os lançamentos dos filmes, e a falta dos X-Men é questionável, assim como as caras das personagens que ficaram algo estranhas, mas quando o combate bate à porta, a Capcom continua a dominar a arte de fazer grandes jogos de pancadaria. A ver vamos como será por exemplo a concorrência de Dragonball FighterZ, mas sempre ouvi dizer que a concorrência só faz é bem.

4.0

Sim

  • A jogabilidade voltou ao antigamente
  • Combates bem balanceados
  • Comandos mais fáceis e mais divertidos

Não

  • Visualmente poderia estar mais detalhado nas caras
  • O online ainda não está muito funcional
  • Faltam o X-Men
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