Andar de mota não é para meninos!

Não é fácil andar de mota. Para aqueles que dizem que é só acelerar e andar por entre os carros, desenganem-se. Andar de mota é pôr mudanças, é ter um ponto de equílibrio, é inclinar-se com o corpo para um dos lados para fazer a curva, é travar com o travão da frente e/ou com o de trás, e é especialmente falhar as curvas e cai ao chão e não apenas “chapa”.

Talvez por tudo isso, não existir assim tantos jogos de “motos”, a não ser a recriação do MotoGP, ou a versão arcade da coisa, como por exemplo um Motocross Madness ou Road Redemption, entre outros. E só por isso Ride ganha logo à partida. É a tentativa da Milestone cobrir uma falha que existe há vários anos de não existir um jogo de simulação que corresponda a um Gran Turismo das motos.

É claro que não é fácil, se não muitos outros já o teriam feito. Não é simples não perder a paciência com cairmos vezes e vezes sem conta, perdendo lugares e corridas, ao tentarmo-nos habituar à condução sobre duas rodas, mas Ride teve essa ambição e no geral conseguiu-o.

RIDE_Customization Bike 1

Desde início pela ampla gama de motos que vamos poder conduzir, são mais de 100, de vários fabricantes e feitios, quer seja para uma condução mais de “estrada” ou mais de “competição”, depois pela variada gama de possibilidades de adaptação da mota, quer seja ao nosso estilo de condução, quer ao nosso gosto “estílistico”. Em Ride, podemos mudar praticamente todas as peças da nossa mota, desde travões, filtro de ar ou pneus, passando pela cor dos punhos ou da suspensão, do esqueleto ou a forma dos retrovisores, tudo é “mutável” em Ride. Também por isso, todas as alterações que fizermos vão se notar nas corridas em que entramos, sendo que uma afinação pormenorizada podemos facilmente passar de último na grelha de partida para primeiro.

RIDE_Arai Helmet1

Também o número de pistas/circuitos é bastante elevado, 15 localizações, 7 circuitos de Grande Prémio, 5 pistas de estrada, 2 de cidade e uma extra. E como não poderia deixar de ser, também todos os grandes fabricantes de acessórios estão presentes, com mais de 100 acessórios, para criarmos o nosso estilo.

A nível de jogabilidade Ride adapta-se à nossa necessidade, podemos optar pelo modo mais fácil, em que temos todas as ajudas possíveis, com mudanças automáticas e ajuda no sistema de travagem, por exemplo, pelo modo intermédio, sem estas ajudas, apenas a linha da melhor trajectória e postura automática do nosso motociclista, e o modo mais professional e também o mais desafiante, onde teremos que colocar não só a mota na trajectória correcta, mas também o posicionamento do nosso motociclista perante a mota, dois travões distintos (o da frente e do trás).

Ride não é um jogo fácil, também não é um jogo arcade, é um jogo desafiante, onde a recriação das motos é extremamente fiel, assim como os dos circuitos GP. Graficamente tudo o que é externo à corrida em si, é básico, mas nada que se note em demasia. O mais irritante são mesmo os tempos de loading que por vezes são demasiados extensos para um jogo na nova geração.

A Milestone arriscou, saiu fora da caixa que é o franchise MotoGp, e deu-nos uma óptima experiência de simulação. Quem gosta de andar de mota, vai adorar Ride.

recomenda-ride

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