Quando me deram uma Nintendo 2DS para as mãos e me disseram que iria jogar Animal Crossing: New Leaf não coube em mim de contente. Há 8 anos atrás perdi horas, dias, meses até a jogar o primeiro que tinha saído para a primeira Nintendo DS e por isso mesmo aguardava ansiosamente poder ter uma Nintendo 2DS ou 3DS para poder meter as mãos no New Leaf. Não sou uma Nintendo FanGirl, mas tenho 33 anos e por isso mesmo cresci com um Gameboy nas mãos que muita companhia me fez desde os meus 10 anos (ainda o tenho, bem velhinho, mas funcional). A Nintendo tem destas coisas, consegue criar jogos “fofinhos” e simples que nos fazem perder a conta às horas (e aos dias) sem nos cansar. Devo confessar que sou uma “Light gamer” (se é que essa expressão existe) e que sou muito fiel aos jogos que jogo. Passo muitas horas a jogar o mesmo jogo e por norma não jogo mais do que 2 ou 3 jogos ao mesmo tempo.

É preciso explicar que Animal Crossing não é um jogo que se consiga “acabar”, não tem um story line e nenhum objectivo concreto tipo “salvar a princesa”. Animal Crossing é um “Community Simulator” e por isso mesmo garante não só horas mas dias e meses a fio de diversão.

Chegamos à “nossa” vila e temos como objectivo primário estabelecermo-nos, decorar e expandir a nossa casa e interagir com os nossos vizinhos.

Em New Leaf começamos a notar as pequenas diferenças assim que abrimos o jogo. Em vez de chegarmos de táxi (que luxo), vamos agora de Comboio, e vamos estabelecendo o nosso nome e o nome da nossa “vila” conversando com outro passageiro no comboio. Ao chegarmos à nossa vila deparamo-nos com o facto de, de repente, sermos o novo “Mayor”. O senhor Tortimer (O anterior Mayor) resolveu reformar-se e ir para uma ilha paradisíaca e sabe-se lá porquê os habitantes da vila acham que somos o novo Mayor. Assim sendo, a nossa primeira tarefa é ganhar a confiança total dos habitantes da vila. Esta permite-nos conhecer todos os habitantes e a vila em si, bem como perceber o funcionamento do jogo (como ganhar Bells, comprar e vender, apanhar o lixo do chão e da água, decorar a casa, escrever cartas, etc.).

Até aqui tudo parece muito semelhante aos anteriores Animal Crossing, as personagens são iguais, os gráficos são iguais, a forma de ganhar bells é igual. No entanto há diferenças na jogabilidade que tornam o jogo mais “simpático”. Desde logo o facto de haver uma Avenida Central onde estão centralizados todas as lojas, o Museu e o Posto de Correio. Há outra diferença grande: agora temos duas lojas onde podemos comprar e vender coisas: o bom velho Nook e o novo Re-Tail.

Uma das maiores diferenças que encontramos em New Leaf é mesmo o facto de, por sermos o Mayor temos agora forma de alterar (ainda que ligeiramente) o funcionamento da vila. Agora é possível, por exemplo, criar novas pontes sobre o rio, ou pedir para que a vila seja mais “night owl” ou “early bird”.

A inserção de mini-jogos é também uma das grandes novidades do jogo. O nosso velho amigo e antigo Mayor Tortimer dá-nos a hipótese de ir dar uns passeios à ilha para onde se reformou. Nessa ilha temos uns quantos mini-jogos que nos entretêm durante uns minutinhos. Com esses jogos ganhamos umas novas moedas (pois aqui os Bells não têm qualquer valor) com as quais podemos comprar uns “recuerdos” para levar de volta. Nota: nada do que apanhamos na ilha é possível levar de volta para a vila e vice versa. Confesso que este pequeno pormenor deixou-me um pouco frustrada: queria tanto poder levar umas bananas de volta!

O jogo é real time simulator, ou seja se jogarmos no inverno a nossa vila vai estar coberta de neve e se o jogarmos no Outono, o mesmo vai estar coberto de folhas.  O mesmo acontece com os animais que vamos apanhando, sejam eles insectos ou peixes. Consoante a altura do ano, os animais vão ser diferentes. Isto é importante pois para falar de um jogo como New Leaf é preciso jogar uns quantos meses para conseguir absorver tudo o que o jogo tem para dar. Durante os primeiros dias aparecem todos os dias coisas novas.

Em suma, New Leaf não é um jogo que se possa jogar horas seguidas a fio, mas sim um jogo que convém pegar um bocadinho todos os dias e ir jogando. É relaxante qb, mas farta um bocadinho se jogarmos muitas horas seguidas, principalmente se já tivermos jogado os anteriores de forma exaustiva (como eu fiz).

New Leaf tem também uma série de funcionalidades relacionadas com a ligação à internet que a a 2DS/3DS agora possuem. Confesso que ainda não consegui explorar essa parte do jogo, mas como o New Leaf é um jogo em tempo real contamos em voltar ao Salão de Jogos lá para o meio da Primavera e contar um pouco mais sobre a história da nossa vila e sobre as coisas novas que a Primavera nos vai trazer.

About The Author

Redactora

Nasceu em Benfica. Desde pequena que gosta de muito de musica de cortar os pulsos, influência dos desenhos animados polacos do programa do Vasco Granja. Aos 15 andou a ocupar casas, mas deixou-se disso e foi fazer teatro experimental para a Comuna Teatro de Pesquisa. Voltou a Benfica (onde nasceu) para tirar comunicação empresarial na ESCS onde passou o primeiro ano a jogar às cartas e a jogar Game Boy. Dizem que foi aí que os videojogos tomaram conta do seu corpo e da sua vida. Agora para não ficar presa dentro das consolas, relata as suas vivências aqui no Salão de Jogos e é a nossa menina.

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One Response

  1. Catarina Duarte

    Muito bom Marta! Estou muito orgulhosa de ti. Excelente comentário a um grande jogo!! ehehehe
    Beijinhos
    Catarina (do gaming.. ou ex-gaming) 😉