As tendências vêm como vagas nos videojogos. E a dificuldade elevada, que era uma característica tão comum nos jogos do passado, voltou à moda com Dark Souls. Cuphead veio reforçar ainda mais esse pendor, e agora até a generalidade da dificuldade nos jogos singleplayer aumentou nos últimos tempos.

E aproveitando não só a tendência, mas todo um modelo presente em Dark Souls, surgiu Immortal: Unchained, todavia, com um twist no conceito, uma vez que vive mais dentro do sci-fi. Em desenvolvimento pela Toadman Interactive, está ainda numa fase inicial, mas do que pudemos ver na versão alpha, vários são os elementos que podemos identificar como referentes a Dark Souls.

 

 

As explicações sobre o contexto que envolve o personagem dependem apenas daquilo que podemos observar. Sabemos somente que acabámos de ser libertados por uma figura misteriosa, num local escuro, labiríntico, habitado por criaturas que se assemelham a mortos-vivos, e que temos de sobreviver. A história, essa, parece ficar para segundo plano. No início, a principal preocupação de Immortal: Unchained é apresentar-nos às mecânicas mais elementares do jogo, num caminho até algo facilitado, com oposição quanto-baste para que possamos treinar e entender o básico.

Ao contrário de Dark Souls, e em consequência das armas de fogo serem neste caso dominantes, o sistema de combate depende mais de distâncias médias e longas, embora haja também um ataque de curto alcance, e o inevitável dodge. Nesse sentido, também pode ser acrescentada a categoria de Shooter – outro ponto de interesse para quem procura uma variante da famosa trilogia.

 

 

Está incluído um engenhoso sistema de lock down, que permite acertar em partes específicas do corpo do inimigo, tornando-se essencial quando a dificuldade é extrema, e só uma estratégia bem pensada será capaz de nos levar mais adiante. A variedade é muita e há para todos os gostos: submachine guns, snipers, shotguns, espingardas, carabinas; todas com as suas vantagens. É só escolher o que se adequa ao estilo de cada um. Porém, há também que ter em conta a situação, sendo que muitas vezes será necessário alternar e usar mais do que uma arma no mesmo inimigo, o que é igualmente sintomático da dificuldade que encontrarão pela frente. Superável quando os números são pequenos, mas verdadeiramente frustrante quando temos que nos preocupar com mais de dois oponentes ao mesmo tempo.

Calcular e poupar as munições entre os checkpoints – ou Obelisks, como lhe queiram chamar – também é fundamental, e não só aí é possível salvar o jogo, como subir o vosso nível, e escolher o vosso arsenal.

 

 

Um dos aspectos mais importantes para saberem logo de início, é que as armas requerem atributos específicos, isto é, temos de dar preferência a certos atributos de modo a podermos usar as armas que pretendemos. E existem 8 atributos (Strength, Finesse, Perception, Agility, Toughness, Endurance, Expertise, Insight), todos na forma de bónus passivos, que influenciarão à sua maneira as forças e as fraquezas do vosso personagem.

Graficamente, além do ambiente em si ser pouco envolvente, e repetitivo, está bem desenhado e detalhado, e com óptima qualidade. Contudo, não nos podemos esquecer que está ainda em fase alpha e provavelmente longe do resultado final. No entanto, verdade seja dita: além de pequenos bugs, tudo funcionou perto do ideal.

Immortal: Unchained é prometedor, e as primeiras impressões deixaram-nos realmente curiosos relativamente aos progressos de um desenvolvimento que tem ainda bastante trabalho pela frente. Um percurso que iremos naturalmente acompanhar com interesse.

Publicado
Categorias Antevisões Pc e Mac
Visualizações 101