2017 foi o ano do mais recente fenómeno dos videojogos – PlayerUnknown’s Battlegrounds. Foram 25 milhões de vendas desde Março, quando entrou em Early Acess no Steam (sim, a versão final ainda nem foi lançada); e após a entrada na Xbox One (com estatuto de preview, para já), atingiu prontamente nas primeiras 48 horas a fantástica marca de um 1 milhão de cópias vendidas.

É mesmo interessante se tentarmos perceber como algo é capaz de se tornar tão popular, e logo de forma tão rápida. Não tem os mesmos recursos de outros jogos, a própria mecânica é elementar, e nem mesmo o conceito é original. Então porquê tanta notoriedade?

A resposta talvez esteja mesmo na sua simplicidade, e como todos os detalhes se conjugam para que possamos identificar-nos com a circunstância de estarmos isolados numa ilha, juntamente com 98 pessoas, onde somente uma sobreviverá.

 

 

A partir do instante que o paraquedas abre, e procuramos o melhor local onde cair, a tensão só acumula. Na verdade, diria mesmo que é um momento que consegue definir o jogo, uma vez que em PUBG, qualquer decisão conta.

Como começamos totalmente desarmados, damos obviamente primazia a descobrir rapidamente armas e equipamento nas proximidades. Porém, as sensações de paranoia e apreensão são frequentes, seja no pressentimento de estarmos a ser observados; ao abrirmos uma porta completamente indefesos; ou até quando nos vemos obrigados a deslocar para outro local, expostos.

O silêncio permanente reforça o sentimento de solidão que nos acompanha, apenas para ser quebrado pelo barulho de um disparo sensivelmente perto, deixando-nos imediatamente ansiosos e em alerta, e são precisamente situações como essa que o tornam genuinamente divertido e viciante.

 

 

Em PlayerUnknown’s Battlegrounds os jogos ganham a sua própria história, e nunca são iguais aos anteriores; cada conjuntura é diferente, com outros obstáculos, outros perigos, e outras sortes.

De facto, não há uma estratégia errada quando a nossa principal prioridade é sobreviver, e às vezes só nos resta mesmo improvisar e rezar pelo melhor. Essa consciência consegue mexer connosco como poucos outros jogos conseguem. A adrenalina sentida ao matar, mistura-se facilmente com alívio, e essa emocionalidade num videojogo é única.

Sim, é verdade, a versão para a Xbox está numa fase bastante prematura e distante da optimização já atingida no PC; e graficamente, para já, está muito aquém do seu potencial. Contudo, é ainda uma excelente plataforma para se jogar, e a Bluehole decidiu pelo mesmo caminho que seguiu no PC – lançando uma Preview e começando praticamente do zero, para depois crescer com o feedback da comunidade.

 

 

Não é o ideal, mas é honesto, e oferece simultaneamente a oportunidade de podermos jogar um título que já reclamou o seu lugar na história dos videojogos.

PlayerUnknown Battlegrounds conquista-nos não só pelo divertimento que proporciona, mas também pelo envolvimento que é capaz de provocar, transportando-nos para uma experiência feita de muitas e várias consequências. Porque aqui, a sobrevivência é muito mais do que um jogo.

 

4.0

Sim

  • Um jogo envolvente e cheio de emoções fortes
  • Diversão garantida

Não

  • Uma optimização ainda com muito trabalho pela frente
Author Nuno Mendes
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Categories Antevisões Xbox
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