Ao bom estilo do período Mesolítico

Foi com enorme surpresa que Far Cry Primal foi anunciado pela Ubisoft em Outubro de 2015, além de tudo ter sido tão secreto, a sua data de lançamento para Fevereiro de 2016 foi algo que também estranhámos, isto porque faltavam apenas 5 meses para o seu lançamento.

O último Far Cry distancia-se dos seus antecessores no aspecto histórico, uma vez que até ao mais recente título todos se reflectiram nos dias de hoje, com muitas metralhadoras e granadas de forma a enfrentarmos os nossos inimigos. No caso de Far Cry Primal é exactamente o oposto, decorrendo em 10 000 A.C., num contexto ainda bastante primitivo cujas armas são do mais rudimentar.

No entanto, dizemos desde já que não muda em nada o seu ADN. Continua a seguir (e bem) os passos dos anteriores, não estragando o que os seus fãs esperam da franquia.
Grande parte do jogo é passada em Oros, um local onde os animais e a vegetação perduram, e onde qualquer tribo gostaria de viver devido aos vastos recursos. Durante bastante tempo Oros foi o local onde os Wenja (nome da nossa tribo) viveu e foi feliz, contudo, com o passar do tempo, tribos inimigas tentaram a invasão do território de Oros, o que por consequência causou o desvanecimento da força e do poder dos Wenja.

O nosso personagem é Takkar um caçador e membro dos Wenja, que procura juntamente com os seus companheiros chegar a Oros, ainda crente na ideia que a sua terra-natal continua a ser o que outrora foi, todavia, na chegada a Oros, e como se pode imaginar, não foi bem isso que se encontrou, e é aí que a nossa aventura começa verdadeiramente.

Durante esta jornada, vamos aprender a dominar animais selvagens, o que implicará sermos chamados pelos membros dos Wenja de “Mestre das Feras”, o que nos vai atribuir um certo poder dentro da tribo, fazendo com que os seus membros acreditem cada vez mais na possibilidade de reconquistar Oros. Também é muitíssimo interessante “coleccionar” animais de selvagens e solicitar a sua ajudar consoante a situação, até porque cada um tem as próprias características que se adequam às circunstâncias.

É também possível construir armas, desde arcos e flechas, lanças, machados feitos de pedra, entre outras coisas, sempre com o objectivo de reunir o máximo de guerreiros Wenja espalhados por Oros e voltar a juntá-los numa única aldeia, tanto para fortalecer a nossa tribo, como para combater as tribos inimigas.

De referir o termos acesso à visão de caçador, algo que podemos comparar com a visão de águia de Assassin’s Creed, permitindo-nos visualizar mais facilmente os inimigos, recursos e animais.

O mapa é gigantesco, com inúmeras missões secundárias e territórios para conquistar, garantido assim as preciosas “viagens rápidas” para esses locais do mapa, sinalizando onde podemos encontrar certos animais, facilitando e muito quando precisamos de determinado recurso.

A ideia de sobrevivência está implícita em todas as situações, até porque andar na selva com os mais variados animais selvagens, é estar constantemente em perigo. Para piorar, o clima é bastante irregular, e parecendo que não, afecta bastante a nossa postura em combate. Importante referir que ir para a selva no período nocturno, pode ser perigoso mas trazer também grandes benefícios, pois existem animais que só aparecem nesse período, e só ai é que os podemos atacar e obter alguns itens. Felizmente é possível acender fogueiras e colocar as nossas armas a “arder” para conseguirmos ter uma visão mais clara durante a noite.

Outro ponto forte está na linguagem dos personagens, criada exclusivamente para o jogo, algo fantástico pois enriquece verdadeiramente Far Cry Primal, e faz-nos viajar para o tempo pré-histórico cada vez que ouvimos um diálogo entre os vários intervenientes.

A nível gráfico o jogo é fascinante, e tal como a Ubisoft já nos habituou nos seus jogos, este não é diferente, dotado de uma beleza deslumbrante em todos os cenários, desde a vegetação, aos pormenores das pequenas flores que encontramos, ou dos rios e montanhas, sendo impossível ficar indiferente à paisagem de Far Cry Primal.

Em jeito de conclusão, Far Cry Primal é um jogo divertido que irá ocupar bastantes horas do nosso tempo. A jogabilidade é óptima, muito idêntica à de Far Cry 4. Para qualquer fã de Far Cry, esta será sem dúvida uma compra obrigatória.

SimENaoFarCry

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