Aos saltos pela lua

Continuamos na onda de desenhos animados num dos jogos famosos pelo seu grafismo diferente e arrojado, Borderlands the Pre Sequel, é isto mesmo arrojado, mas não tão diferente.

Comecemos por perceber o que é Borderlands, é um shooter – check, é um RPG – kinda, tem uma história para contar – oh se tem. Encontro aqui algumas coisas que podiam arrematar esta conversa para outro artigo, mas fiquemos só por : sim é parecido com o Destiny, ou melhor, em parte isto é o que o Destiny devia ser.

Borderlands the Pre Sequel passa-se entre o primeiro e segundo episódios da série, e conta-nos como Handsome Jack se tornou um ser psicopata adorável que tanto nos da que fazer no segundo jogo. O jogo conta-nos a história de 4 vault hunters que presos numa Lua de Pandora terão de ajudar Jack a lutar contra a resistência, entre outras aventuras e side-quests. É aqui que quero chegar quando digo que Destiny devia ser mais Borderlands, o sistema de side-quests aqui é rico e variado, existem dezenas para fazer, e em grande parte delas sentimo-nos efectivamente recompensados, e não temos de levar os artigos a um determinado senhor para os decifrar, apenas regressar a quem nos mandou fazer este recado e recolher a nossa recompensa. Pelo caminho temos de disparar umas balas contra inimigo e etc, sim como é obvio, mas ao menos temos uma razão para o fazer. O sistema de menus e de evolução de personagens é vasto, o que ao mesmo tempo o torna um pouco confuso, mas digamos que os upgrades que podemos fazer a nossa personagem vão do simples reload mais rápido, ao cada vez que fazemos reload criar-mos uma pequena explosão a nossa volta.

A jogabilidade na Lua é diferente da que estamos habituados em Borderlands, a baixa gravidade permite saltos espectaculares que depois se transforma em golpes vindos do céu na cabeça dos nossos inimigos! Outro factor Lua é a falta de oxigénio na sua grande parte, o que para quem escolhe outra personagem, que não um robô completamente alucinado chamado Clap Trap, pode ser um problema. Os recursos não são escassos mas mais do que uma vez me esqueci que tinha de controlar o oxigénio o que no meio de uma luta acontece algumas vezes.

Um dos meus problemas com a jogabilidade na Lua e em Borderlands no geral, é ter jogado Destiny antes. O sistema de mira é óptimo, mas quando comparado com Destiny, parece que o sinto um pouco lento, o que para um jogador como eu triger happy pode ser a diferença entre derrotar um inimigo, ou ver o ecrã de gameover.

Falando da mira falamos também das armas, estas são do mais imaginativas possível, sendo que cada uma tem as suas características, e iremos encontrar dezenas de armas ao longo do jogo, e armas que sentimos “ah caraças, demorei uma hora a fazer esta missão, mas valeu a pena esta arma é a melhor arma do jogo” até à próxima que encontrar-mos.

Graficamente o jogo não foge as suas origens, sendo fiel aos jogos originais, e algo que diferencia esta serie dos outros shooters, os gráficos são bem conseguidos dando a ideia que nos encontramos num desenho animado, os cenários são gigantes e com muito para explorar e cada canto está cuidadosamente detalhado. Já os menus apesar de funcionais podem ser um pouco confusos, mais do que uma vez escolhi a arma errada ou atirei-a fora por não perceber qual a tecla a usar. O facto de ter 4 personagens faz com que cada um de nós tenha uma preferida para jogar. Cada uma com as suas características diferentes e diferentes formas de atacar.

O áudio e os diálogos estão do que a série já nos habituou com conversas quase sempre cómicas e com emoção, mesmo quando é um robô a falar, ao contrário de outros que parecem leitores de cassete.

Mas para mim o que menos me entusiasmou foi mesmo o multiplayer, de tal forma que não senti falta dele. Não senti o mesmo entusiasmo que sinto em Destiny, e isto num jogo que tem tudo para ser mais ainda que Destiny. Mas não me prendeu de todo esse modo, e como tal, pouco tempo passei nele.

O meu segundo problema com Borderlands é o facto de ter tudo para ser um Next gen, no entanto é um exclusivo PC e da já considerada Old Gen, isto a mim leva-me a crer que num futuro não muito longe venha uma triologia em HD, pode ser que aí, e com alguns tweaks, descubra o novo shooter que me fará passar horas agarrado ao comando.

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