Avengers Ensemble em LEGO!

Desde LEGO Marvel Super Heroes que os fã dos comics da Marvel esperavam por um novo jogo que representasse a sua facção. Sim porque existem duas, o lado DC Comics e o lado Marvel e se tínhamos ficado felizes com LEGO Batman 3: Beyond Gotham o ano passado, os jogadores mais virados para a Marvel andavam já há 3 anos a exasperar por um jogo á dimensão das consolas da nova geração. E digo isto porque apesar de LEGO Marvel Super Heroes ter sido dos primeiros jogos, no nosso caso em Portugal, a PS4 chegou primeiro que a Xbox One, a ser editado para a consola da Sony; era um pouco um “port” para a nova geração, com detalhes afinados, mas sem explorar o potencial da máquina.

Assim sendo a expectativa era bastante alta para LEGO Marvel Avengers, o jogo que acompanha os filmes já editados e que faz várias pontes para outros filmes, como o Iron Man 3, Captain America: The Winter Soldier, Captain America: The First Avenger, e Thor: The Dark World, mas também para os filmes vindouros, entre os quais o Civil War. Mas a questão é: isso tornou o jogo demasiado limitado depois da experiência quase “open world” que tinha LEGO Marvel Super Heroes?! A resposta é…sim! Infelizmente a tentativa da TT Games ser fiel aos filmes tornou o jogo em si limitado a tentar recriar os elementos dos filmes e até os seus ambientes. Ao início temos a sensação que estamos a fazer coisas apenas por fazer.

Para explicar melhor deixem-me dar-vos um cenário, lembram-se quando o agente Carlson chega ao cimo da torre que será o quartel general dos Avengers, onde Tony Stark tem um diálogo com o próprio agente e a sua assistente Pepper Pots? Ok, então temos um “nível” onde temos que destruir coisas e montar umas peças para começarmos a ver os perfis daqueles que serão os Vingadores. E eu pergunto então isso não podia ser apenas uma cinematic?! Como este há outros momentos em que tal acontece, senti sempre que existia uma dependência em recriar os momentos dos filmes e transportá-los para algo para fazer, mas ao contrário do LEGO Marvel Super Heroes, não nos deslocamos para fazer esta ou aquela missão, somos “levados” a fazê-las o que tira a liberdade que tanto gostava no jogo anterior. Em bono da verdade devo dizer que mais à frente isso acontece em termos de exploração em Asgard por exemplo, ou Washington, mas não é tão livre como subir e subir pelos céus de Mannhatan até chegar à base da S.H.I.E.L.D, somos sempre levados ou empurrados para os locais.

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Ainda neste mesmo capítulo, e desculpem estar a maçar neste ponto, uma das maiores diferenças face a LEGO Marvel Super Heroes são as áreas que podem visitar. É claro que a fórmula de visitar os vários locais para desbloquear personagens continua a acontecer com mais puzzles e mais variados, mas também a variação no espaço e no tempo acontece, isto é, agora podemos ir a Malibu ver a casa de Tony Stark, mas também Sokovia, África do Sul ou Washington como já tinha dito. No entanto todos estes mapas são bastante menores do que a dimensão de Mannhatan em LEGO Marvel Super Heroes. Mas para visitarem todas estas áreas terão que completar o Modo História primeiro, lá está, não nos permite vaguear pelas cidades quase que como forma de descontracção entre os vários níveis, quase que me vi obrigado a “despachar” o Modo História para depois ir desbloquear todas as personagens e ver quais estão representadas no jogo, para no final tentar de novo o Modo História com as novas personagens para apanhar todas as peças douradas.

lista super herois

Eu sei que falei muito neste ponto, mas acho que é crucial para a diferenciação deste jogo, e se por uma lado é muito fiel aos filmes, até nas linhas que foram tiradas dos filmes, em termos de vozes, isso levou a que o jogo fosse pensado de outra forma a nível de mecânicas e de espaços em podemos navegar, e isso muda a dinâmica do jogo.

Deixando esta questão de lado, os seus prós e contras, passemos à mecânica das personagens que levarão aqui alguma remodelação, desde logo, os combos, agora todas as personagens têm um ou mais combos associados, ao fazermos vários ataques consecutivos podemos pressionar uma tecla do nosso comando para executar um combo próprio a cada personagem, facto esse que vem variar um pouco o formato quase “smasher” que o jogo por vezes tinha. Para além disso agora podemos combinar em duplas os nossos ataques, por exemplo, Thor pode bater no escudo do Capitão América para replicar uma onda sonora devastadora, o Iron Man pode utilizar o escudo do Capitão América para direccionar o seu raio laser, entre outros. Esta componente veio adicionar variedade aos ataques, e isso é de louvar visto que passamos tantas horas a fazer a mesma coisa que esta variedade, especialmente se estivermos a jogar em co-op com um amigo, torna a experiência mais variada, mas também muito mais divertida.

Divertimento e descontracção são duas das palavras que definem os jogos com o cariz LEGO, temos sempre o humor em cada cena cinemática, mas desta vez um pouco mais limitada visto que a utilização das vozes originais dos filmes, com as suas linhas originais fez com que a nível dos diálogos o humor não pudesse existir, existe sim um humor quase mímico e de acções em segundo plano, mas é divertido à mesma. O jogo poderia ser ainda mais divertido se de facto existisse um co-op online, cada vez mais sinto que a TT Games deveria dar esse passo em frente, é muito giro jogar com alguém ao nosso lado em co-op local, mas por vezes os nossos amigos não estão disponíveis para essas aventuras e o co-op online resolveria essa questão e a questão da divisão do nosso ecrã, que por mais dinâmico que seja em várias acções continua a ser um pouco confuso.

LEGO Marvel Avengers é em grande parte aquilo que os fãs queriam, novas mecânicas para os nosso pequenos LEGO’s, uma maior variedade dos níveis e dos espaços em que nos movemos, e a relação com os filmes. Na verdade os seguidores dos filmes ficarão mais contentes por ser tão fielmente recriado, o que retirou a liberdade que tínhamos visto em LEGO Marvel Super Heroes, e esse pode ser o maior defeito do jogo. Mas verdade seja dita, a quantidade de coleccionáveis e personagens para desbloquear é imensa e vai vos levar a gastar mais de 30 horas nessa perseguição por todos os fatos e personagens do mundo Marvel, e isso é que qualquer fã quer mais do que tudo.

2016-02-22

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Categories Análises
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