Aventura Cinematográfica

26Assim foi descrito por muitos o novo exclusivo da PlayStation 4, The Order: 1886. O conceito não é propriamente novo, outros já o fizeram, seja Beyond ou Heavy Rain através dos estúdios da Quantic Dream, ou até mesmo o Fahrenheit que recentemente recebeu uma merecida edição remasterizada. Neste estilo o jogador é “guiado” pela história, de mão dada percorrem horas de jogo até chegar ao fundo da questão, pelo meio alguns Quick Time Events, algumas acções na terceira pessoa, ou combate na terceira pessoa, no caso do The Order. A palavra guiado não é usada de forma leviana, a verdade é que, tal como no cinema, entramos naquele mundo e somos passageiros daquela história, mas neste caso, temos o papel principal, temos o comando à nossa disposição e é com ele que vamos escrevendo a história do jogo. O reverso da medalha é simples, tal como um filme a sua duração é curta, volta a jogar o “filme” não irá acontecer muitas vezes, e mesmo tendo uma qualidade gráfica roçando o excelente, o factor econónimo pesará e muito na decisão de adquirir o jogo. A verdade é que a Ready At Dawn tentou elevar a fasquia e em alguns pontos conseguiu, nomeadamente no aspecto cinematográfico que trouxe ao jogo e a qualidade da mesma, mas mesmo tendo uma história muito interessante, se a inovação não surge também nas mecânicas, não passa do “nem assado, nem cozido”, é assim assim…
Autor: Pedro Moreira Dias
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