Broken Sword 5: The Serpent’s Curse – Review

A série de aventuras gráficas Broken Sword tem já uma longa historia começando em 1996 com The Shadow of the Templars e chegando agora ao seu quinto jogo com The Serpent’s Curse. Tal como The Banner Saga de que falámos aqui há pouco tempo, Broken Sword 5 é também um jogo que resulta de uma campanha de “kickstarter” em que os muitos fãs da série contribuíram financeiramente para que se fizesse um novo jogo. Apesar de ser acessível para novos jogadores, nota-se que Broken Sword 5 é um jogo para os fãs, e tal é natural, sendo esses mesmos fãs que permitiram a sua realização.

Para quem jogou os quatro jogos anteriores da série este jogo tem um gostinho especial. Em primeiro lugar volta ao estilo artístico dos primeiros jogos, em estilo de animação 2D em vez das experiências mais tridimensionais dos Broken Sword 3 e 4. Para além disto há uma quantidade enorme de personagens de jogos anteriores que aparecem neste o que dá aos fãs do jogo todo um outro nível de nostalgia. Por último passa-se maioritariamente em Paris, que foi a localização do primeiro Broken Sword há 18 anos. Pode-nos parecer estranho que em vez de decidir andar em frente com a tecnologia das duas últimas décadas, o Broken Sword 5 decida voltar às origens, mas esta é uma decisão acertada, aumentando o factor nostálgico do jogo enquanto se torna parte da tendência dos jogos independentes que têm sido tão populares.

 

Broken Sword adopta também o popular modelo de episódios sendo este o primeiro episódio do jogo, tendo agora o jogador de ficar à espera da continuação da aventura, mas, comparado com outras aventuras gráficas recentes, como Wolf Among Us, este é um episódio bastante comprido demorando umas boas 5 a 6 horas para terminar. Se o mesmo acontecer na segunda parte temos um respeitável jogo de 12 horas. Onde Broken Sword brilha, para além do design das personagens é na história, que como nos outros jogos da série involve conspirações, religião, assassínios etc. A série Broken Sword sempre foi um pouco como o “Código DaVinci” mas em bom, com sentido de humor e personagens relacionáveis, alternando o ponto de vista do jogador entre o americano George e a francesa Nico. As vozes dos personagens também são excelentes, trazendo de volta os mesmos actores que retratam as personagens desde 1996.

No entanto, nem tudo é perfeito no jogo, apesar da boa história e bons personagens acaba por ser um pouco fácil demais, os puzzles e mistérios são facilmente desvendáveis, o que também não é ajudado por um sistema de hints que não tem quaisquer efeitos nefastos para o jogador. A mínima frustração leva o jogador a carregar no botão de hints que acaba por dar a resposta sem penalizar minimamente essa “batota” o que acaba por levar a que frequentemente o jogador em vez de passar 5 minutos a pensar no passo seguinte, simplesmente peça a resposta ao jogo.

Em resumo é um jogo que vale a pena para qualquer pessoa interessada em aventuras gráficas, mas que tem um gostinho especial para fãs de longa-data. Quem não é fã ainda, pode começar aqui e depois ir jogar os outros jogos da série para trás. Não se vão arrepender.

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