Voltamos a calçar as chuteiras para entrar em FIFA 18, continuando a utilizar o novo motor Frostbite como determinante na sua maturação. Comecemos precisamente por aí, o motor gráfico manteve-se mas as alterações são notórias, especialmente a nível dos momentos fora do campo, isto é, quando eu falava de que o público com este novo motor poderia ser melhor e mais preponderante na recriação dos ambientes do estádio o ano passado, este ano não me posso queixar. O público tem agora uma maior variedade de animações e de recriações de pessoas, não sendo o um sim e um não como o ano passado, e parecendo agora mesmo um público à séria, sendo que ainda acho que pode melhorar um pouco, mas até mesmo a animação de estádios, principalmente os oficiais e os da Argentina têm animações próprias, para além dos cânticos das principais equipas. O campeonato português continua a ser excomungado, e com uma enorme pena minha, os cânticos são os mesmos, as caras são as mesmas, isto é poucas ou nenhumas são recriadas, e até há mais uma vez equipas da nossa liga que não são oficiais.

Os jogadores também estão mais detalhados, especialmente na física, também Cristiano Ronaldo contribuiu nesse campo, sendo ele o jogador perfeito, nada melhor do que pegar nele para recriar todos os movimentos de um jogador de futebol. Novas animações dentro de campo, como tentar tirar a bola com um joelho no chão, o desequilibrar-se com um finta mais criativa, o segurar a bola, o fugir ao contacto físico, são apenas alguns exemplos, para além das novas celebrações, uma delas a ir celebrar com o nosso treinador, qual Liverpool de Jurgen Kloop. Nota-se esta questão da física logo no início de qualquer partida, agora os jogadores olham nos olhos uns dos outros e cumprimentam-se à séria e não com a mão a parecer um pau.

FIFA 18 é a continuação, maturação e apuramento do jogo do ano anterior, não há grandes novidades, menus com outras cores, praticamente o mesmo número de ligas e clubes licenciados, onde continua a ser rei e senhor, os comentários vêm da epóca anterior, se bem que isso tem um defeito que é o facto de se notar a introdução de novos nomes e algumas linhas de texto, visto que não estão no mesmo tom ou com o mesmo nível na gravação do aúdio; na Premier League, por exemplo, já temos o alinhamento dos jogadores como na televisão, com aquele tradicional cruzar de braços, os replays já têm mais ângulos e estão melhor realizados, fora isso as grandes diferenças estão no modo carreira e no modo FUT e A Caminhada.

A nível da jogabilidade, apesar de já ter referenciado algumas coisas, a grande diferença vai para o controlo do jogador, a capacidade de drible agora faz mesmo a diferença, os mais habeis conseguem mudar de direcção apenas com um toque no analógico, para além disso os cruzamentos agora têm efeito, sentimos que estamos efectivamente a cruzar com propósito. Podemos fazer o pontapé de saída apenas com um jogador e para trás como acontece na realidade, temos agora um sistema de substituições rápidas onde determinamos na Gestão de Equipa quem entra para o lugar de um determinado jogador, e depois durante uma pausa no jogo, pode ser, por exemplo, um lançamento lateral basta carregar num botão e fazemos logo a substituição sem ir ao menú.

Falemos então do modo A Caminhada, depois da primeira aventura de Alex Hunter e de muitas críticas ao apenas acontecer na Premier League e de ser apenas uma temporada jogável, a EA Sports abriu o leque e até o elenco a novas ligas, como a espanhola ou até a americana. Temos assim 6 capítulos jogáveis onde podem começar com

Quando iniciam esta nova campanha, podem escolher começar com uma versão nova de Alex Hunter, ou retomar a aventura a partir do save de FIFA 17. Isto significa que as escolhas que tomaram, incluindo o clube onde jogam, serão transportadas para a nova temporada. Vão ver um pequeno resumo do que aconteceu no jogo anterior, e depois começa realmente o jogo com Alex Hunter e o seu amigo Williams de férias no Brazil e com direito a peladinha de 3VS3 contra alguns jovens locais.

Depois deste prólogo, temos o primeiro capítulo onde estamos na pré-época de Alex Hunter no seu clube atual. Vão participar num torneio nos Estados Unidos da América, e o primeiro jogo será logo contra o Real Madrid de Cristiano Ronaldo. Bem a partir daqui muito vai acontecer, mas como não queremos estragar a surpresa, preparem-se para muitos twists nesta caminhada.

A nível das novidades, por exemplo uma delas é que o o treinador irá atualizar a lista de objetivos, dependendo do resultado. De resto os objectivos são já os conhecidos, como realizar 10 passes certeiros, por exemplo. A nível do jogo em si, agora podemos definir o aspecto físico de Alex Hunter, a sua vestimenta, vários penteados e tatuagens, podem escolher como usam o vosso equipamento, com meias altas ou não, etc. Com mais seguidores no Twitter mais opções vão surgindo. As cinemáticas estão também elas mais apuradas, a estória mais interessante, com o pai de Hunter a aparecer muito mais do que no anterior e até a ser preponderante, e mais não digo.

Já no modo Carreira também temos algumas mudanças, as negociações são através de sequências cinemáticas interativas. Primeiro reúnem-se com os responsáveis do clube do jogador, para tentarem chegar a um acordo para a transferência. Se forem bem sucedidos, vão reunir-se com o agente do jogador e o próprio jogador. Aqui terão de discutir a importância do jogador no clube, o número de anos, a inclusão de uma cláusula de rescisão, o seu ordenado, e o seu prémio de assinatura. É mais orgânico, são mais difíceis, e depois de muitas enjoam, mas podem saltar esta parte se quiserem. Agora os menús são mais clean, com as notícias a surgirem muita vezes de forma interactiva com pequenas cinemáticas de uma contratação por exemplo. Está mais completo e dinâmico.

No FIFA Ultimate Team, agora existe muito para fazer, seja online ou contra a IA. Os jogadores lendários já não são um exclusivo Xbox One, apesar da versão analisado o ser, podem participar nas novas Squad Battles, onde vão desafiar plantéis formados por jogadores de futebol reais, produtores, e os melhores jogadores de FIFA, que serão controlados pela inteligência artificial. O número de pontos ganhos depende da vossa prestação e do nível de dificuldade escolhido, e serão contabilizados para uma nova tabela online. Vão encontrar ainda mais desafios, seja diários, semanais ou permanentes e até um Squad Building Challenges com mais variedade e finalmente com maior compatibilidade com os smartphones e a sua aplicação.

FIFA 18 está mais crescido, é um segundo ano do mesmo motor, portanto podemos constatar que a equipa da EA Sports esteve um ano a limar e a introduzir alguns factores desenvolvendo a componente gráfica e implementando-a em alguns dos seus modos. Há margem de progressão ainda, mas é bom ver que houve uma preocupação de não ficar parado. A nível de jogabilidade atacar é mais fácil e divertido, defender muitas vezes parece uma tarefa impossível, algo que já foi também limado com uma nova actualização, mas que me parece que ainda precisa de algum afinamento. FIFA 18 apostou na maturação este ano e fez bem, até porque o PES 2018 este ano está muito forte e é preciso continuar a criar essa dinâmica de competição amigável para que o produto final de cada um continue a ser cada vez melhor. Pena só o nosso campeonato ainda estar muito pouco identificável através das caras ou até mesmo dos estádios e cânticos.

4.5

Sim

  • Dinâmica do estádio, público e entradas dos jogadores
  • Jogabilidade mais divertida a atacar
  • Modo A Caminhada com muitas mais opções e conteúdo

Não

  • Jogabilidade complicada a defender
  • Cânticos, estádios e jogadores da nossa Liga ainda pouco identificáveis
  • Os comentários poderiam ter mais conteúdo e não se notar uma colagem
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