O clube Disney está de volta à TV

Já vai tempo em que a Disney nos enchia os ecrãs com historias de encantar, e hoje continua a faze-lo. A par dessa vontade de chegar ao coração saudosista dos jogadores em 2002, a Square-Enix dava-nos um titulo até ao momento inexistente, chegava ao mundo Kingdom Hearts, um titulo que trazia para o mesmo mundo o brilhantismo por trás de Final Fantasy e as personagens queridas de gerações Disney.

Hoje estamos numa nova geração, onde muitos dos jogadores actuais da PlayStation 4 (PS4), nunca tiveram o prazer de jogar os títulos originais, na altura lançados em plataformas dispares como a PlayStation 2 (PS2), e o Gameboy Advance (GBA), hoje apenas memórias mesmo para os mais velhos. No entanto com o lançamento de Kingdom Hearts III aí à porta, o lançamento das historias originais nesta actual geração era inevitável (já o tínhamos tido na era PlayStation 3 (PS3), mas sem retrocompatibilidade não poderiam vivenciar estes títulos já clássicos).

Este titulo apesar de um lançamento único, são na realidade 6 capítulos de uma única historia. Uma historia que conta o caminho de Sora e seus amigos enquanto salvam os mundos da Disney a da invasão de Heartless e Nobodies evitando uma nova Keyblade War.

Os jogos lançados ao longo do tempo nas suas diferentes edições foram sofrendo alterações em cada uma das plataformas por onde passaram, esta edição usa como base os jogos lançados para a PS3, trazendo consigo já as alterações de jogabilidade de então, mas agora numa nova consola. E se em termos de jogabilidade nada mudou de uma geração para outra o mesmo não se pode dizer da performance.

Estamos a falar de um jogo RPG de acção, acção muitas vezes rápida, e a grande novidade desta versão passa pela velocidade dos fotogramas, onde de 30 FPS estáveis na PS3, passamos agora para 60 FPS na PS4. Vou ser honesto, eu nem sou das pessoas que mais ligo ao facto de um jogo estar a 30 ou a 60 fps, se a experiência não for prejudicada com esse facto, no entanto aqui na acção frenética dos combates de Kingdom Hearts os 60 fps, sentem-se e precisam-se.

Outra das alterações que se sente apesar de menos drástica entre versões é as cores mais nítidas nos mundos mágicos da Disney. São pequenas alterações mas que quem jogou os anteriores sente. Se são justificáveis para um novo investimento nesta serie? Cabe a cada um decidir se quer habituar-se aos 60 fps até à chegada de Kingdom Hearts III.

Acima indiquei-vos que estamos perante 6 capítulos de uma historia, não lhes chamei jogos porque jogos são apenas 4, os outros 2 capítulos são filmes que foram adaptados de jogos já existentes, mas vamos a lista já em seguida.

Kingdom Hearts Final Mix, a versão prolongada do original, o jogo que tudo começou, o jogo onde controlamos Sora pela primeira vez, esta talvez seja o jogo que mais desajeitado nesta colecção.

Kingdom Hearts Re:chain of memories foi um jogo lançado originalmente no GBA, usando em vez do combate normal um sistema de cartas, aqui o sistema mantém-se, mas o ambiente de combate é agora em 3D.

Kingdom Hearts 358/2 Days, chegamos ao primeiro filme do bundle, adaptado a partir de um titulo para a DS, um filme que se fosse uma manga contava mais como filler, mas que se jogaram até agora os jogos, vão querer saber mais sobre os eventos dos títulos anteriores.

Segue-se Kingdom Hearts II Final mix, a versão prolongada do segundo jogo principal da serie, aqui controlam um outro herói, e a aventura é outra, este é talvez o titulo que melhor foi adaptado ao longo dos vários lançamentos, e que melhor resistiu aos anos passar.

Uma prequela agora, tal qual filme do Star Wars (que curiosamente também tem uma historia complicada em termos e episódios e também pertence à Disney) Kingdom Hearts Birth By Sleep Final Mix, é a versão alongada de definitiva do titulo originalmente lançado para a PSP, conta a historia de 3 heróis e podemos viver as aventuras dos 3 escolhendo cada um deles individualmente e seguindo os passos de cada um. O jogo passa-se 10 anos antes do original. Neste nota-se claramente a capacidade inferior da PSP perante a irmã mais velha da altura a PS2, com mundos mais pequenos e cenários menos detalhados. No entanto continua a ser um titulo extremamente divertido de jogar, e diferente dos restantes títulos deste bundle.

Terminamos com Kingdom Hearts Re:coded, que é mais um filme que nesta caso é como um recontar da historia dos dois títulos originais onde a historia é recontada de maneira diferente devido ao que chamaríamos uns bugs no sistema de arquivamento (que é como quem diz o diário do grilo do Pinóquio).

Como podem ler são muitas as aventuras presentes neste único disco. Quem nunca jogou estes jogos está perante uma oportunidade de jogar alguns dos melhores RPG que passaram na PS2 e consolas da altura, vivendo uma historia única com personagens que todos conhecerão. No entanto não se podem esquecer que estão a jogar remasters e não remakes, são experiências de jogo que vos poderão causar frustração com câmaras em alguns momentos, ou cenários que vão achar saídos de um telemóvel (e dos mais fracos até). Mas a experiência de jogo está lá toda para dar horas e horas de diversão. Literalmente horas, pois os jogos em si tem cerca de 20/30 horas cada, e os filmes, bom digamos que a trilogia do Senhor dos Anéis não é muito maior.

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