Continuas chamando-me assim Bubu…

Que fique bem assente, Dragon Ball: Xenoverse não é um jogo qualquer! Todos temos um puto dentro de nós e como a infelicidade de já termos tentado voar e fazer fogo com as mãos ainda permanece nada melhor que este jogo para reencaminharmos as nossas frustrações.

A criação da nossa personagem é bastante boa. Podemos variar entre 4 raças. O Bubu que sempre idealizamos criar, ou o gajo parecido com o Krillin mas com mais dois metros está ao nosso alcance. A ideia de uma nova personagem inicialmente parece escusada. Para aqueles que são puritanos em questões Dragon Ball talvez possa parecer uma desilusão. No entanto, à medida que percebemos que a nossa função na história é fulcral, que vamos partilhar a saga, com todos os heróis e vilões a que estamos habituados, mas num universo alternativo aí sim. Temos personagem. Estamos dentro do Dragon Ball.

Os gráficos da história e das lutas é mais do que fiel ao desenho-animado. A possibilidade de explorarmos os lugares para onde nos transportamos para lutar é incrível. Adeus os cenários-base de jogo de luta. Aqui voamos, teletransportamo-nos, fugimos – se assim for o nosso calibre – para onde quiseremos. O imediatismo da luta aproveita os gestos clássicos da história e assim que exploramos mais stamina, energia ki, saúde, etc. também o nosso estilo de luta muda. Não apenas nos valor e níveis de força, mas na flexibilidade, pontaria, rapidez.

Em vez de longos índices para criar equipas online, escolher personagens para dar uma coça num amigo, entrar em torneios, fazer o jogo em modo história Dragon Ball: Xenoverse tem uma base temporal bem ao estilo RPG – porque somos aprendizes de Trunks e, como ele, uma espécie de patrulha do tempo. Lá, ao início é um bocado chato, andamos de um lado para o outro. Ou para comprar cápsulas de regeneração individual e colectiva, roupas, acessórios, skills, para fazer missões paralelas, para aprender com Vegetas, Son Gohans, Raditzs, e todos os outros.

O facto de existirem alterações na história não quer dizer que isto não seja um jogo do Dragon Ball. Como disse: isto não é um jogo qualquer. É tudo o que sonhávamos, como enfrentar o Cell e ser um Super Sayan. A reparação da linha do tempo é apenas um pretexto para existir uma personagem nova (nós) e para dentro dela existir substância na narrativa, e não mais um típico e enfadonho personagem que mais uma vez vai salvar o dia.

Dragon Ball: Xenoverse é um mimo. Um grande jogo de luta que elevou bem alto a fasquia para os próximos jogos desse mundo.

recomnda-dbx

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