Counterspy – Review PS4

Devo dizer que CounterSpy era um dos jogos que mais aguardava experimentar e jogar a sério até à exaustão e não me decepcionou, pelo contrário. Ao contrário do que tenho lido em outros meios portugueses a verdade é que uma editora independente conseguiu colocar um jogo de espiões em formato “scroll” bidimensional com profundidade, no patamar de jogos feitos e produzidos por grandes editoras. Ainda para mais com a possibilidade de jogar em várias plataformas e de podermos continuar o nosso jogo na Ps3, na Vita ou mesmo no telemóvel. Neste caso eu joguei maioritariamente na Ps4 e experimentei ainda na PS Vita.

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Mas expliquemos um pouco mais o jogo da editora independente Dynamighty que conseguiu pegar numa ideia já bastante gasta , do espião, do 007, do XIII e torná-la mais uma vez apetecida. A primeira razão para ficarmos agarrados ao jogo é o visual e a banda sonora que o acompanha. CounterSpy tem um visual “artsy”, a lembrar até em alguns momentos a série de animação Samurai Jack na estilização dos níveis, com cores aguerridas e com sentido de profundidade, seja pela neve nos níveis exteriores, seja pelas escadas, pelas esquinas ou objectos em que nos abrigamos. A verdade é que é extremamente apelativo, especialmente para quem seguiu os comics de XIII afincadamente, ou até mesmo o jogo. A banda sonora conseguiu fazer algo que até hoje ainda não tinha ouvido. Pegar no ambiente de Guerra Fria, pegar em algumas partes melódicas do icónico tema de James Bond e criar um novo com a mesma personalidade e pinta, tema que nos vai acompanhado em parte ao longo dos níveis, mas o tipo de composição estará sempre presente ao longo do jogo, mudando consoante estamos em modo furtivo “side scroll” ou abrigados em algum objecto.

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Basta os 2 minutos iniciais de apresentação para cativar qualquer jogador que goste de espionagem e de jogos onde o “stealth” é muito mais importante do que metralhar inimigos em trincheiras. Classe, controlos fáceis, montes de objectos para coleccionar e desbloquear, níveis aleatórios e a dificuldade que vai sempre aumentar ao longo do jogo, ou que podemos desbloquear depois de terminado.

Nesta realidade alternativa de como foi a Guerra Fria, na década de 60, fazemos parte de uma organização a C.O.U.N.T.E.R.S.P.Y., que pretende impedir que as duas super-potências dos dois extremos do mapa mundo carreguem no botão de lançamento das respectivas armas nucleares e destruam….a Lua. PAra que tal não aconteça temos então que invadir os dois países e roubar os planos de desenvolvimento científico dessas armas.

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Para isso vamos contar com a nossa pistola micro “à la James Bond”, uma pistola com silenciador, uma caçadeira, uma metralhadora, e conforme vão ganhando dinheiro poderão ainda comprar um lança granadas ou uma pistola de dardos venenosos que colocam os guardas uns contra os outros. Ao longo do jogo terão que encontrar as blueprints das armas para as desbloquearem, assim como fórmulas de forma a que possam por exemplo baixar o nível de alerta dos inimigos, a eficácia das câmaras ou a perícia do nosso agente.

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CounterSpy, joga-se intensivamente, não só pelo desafio que entrega, especialmente se estivermos numa onda de bater os recordes dos nossos amigos, mas também pela facilidade com que se joga, na PS Vita, encontramos o mesmo sistema, a mesma facilidade nos comandos e na acção, jogo de eleição para andar de metro ou de comboio, ou perder umas boas horas no sofá. 

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