Dante cheio de estilo na nova geração

Isto das reedições, remasterizações e edições definitivas já virou moda, algumas mais bem conseguidas do que outras, vão surgindo clássicos ou pseudo-clássicos a torto e a direito de jogos que fizeram parte do universo anterior e que dão o salto para a nova geração. Um desses casos é este Devil May Cry Definitive Edition, algo que eu esperava e ansiava que acontecesse, pois achava que fazia falta e porque sou um fã da saga Devil May Cry. Se pensarmos que Bayonetta 2 apenas saiu em exclusivo para a Wii U, a nova geração precisava de algo à altura e quem melhor para o fazer do que Devil May Cry? A prova disso mesmo, é que enquanto escrevia esta review, surgia o primeiro trailer do futuro Devil May Cry 4 para as consolas.

Para contextualizar quem por ventura ainda não conheça o jogo original, este DMC em nada tem a ver com a restante saga, trata-se de um reboot da franquia que redefiniu o papel de todos os personagens e o mundo em que actuam. Vamos encarnar Dante, com um novo look e muito mais novo, que é recrutado por Vergil para a organização que lidera, The Order, para lutar contra os demónios que invadiram Limbo, a cidade onde toda a acção decorre. Pelo meio, Dante vai descobrir que é um Nefilim, filho de um anjo e de um demónio e que é perseguido por Mundus, que vê nele uma ameaça a liderar os dois mundos.

Este Devil May Cry levou também algumas alterações  na jogabilidade, para começar, agora está mais fácil encaixar combos, no entanto, mais difícil de alcançar combos maiores. Há uma nova função de mira manual que permite ao jogador escolher quem vai atacar, o Dash no ar é triplo e cobre agora distâncias maiores e o Demon Evade foi melhorado para que não sejamos atingidos enquanto desviamos. Para além disso foram adicionados alguns modos, como o Turbo Mode, onde o jogo fica 20% mais rápido e o Hardcore Mode, mais próximo da saga inicial. Existem ainda dois modos adicionais, o Must Style, onde só fazemos dano se atingirmos o Rank S com os nossos golpes, e o modo Gods Must Die, onde a dificuldade é elevada ao extremo e onde não recebemos praticamente qualquer item de energia.

A Capcom e a Ninja Theory aproveitaram ainda para fazer melhorias gráficas no jogo, DMC corre agora a 1080p a 60fps, com alguns dos modelos do jogo a serem redesenhados, para além das cutscenes e a introdução de outras que ainda não tinham sido acabadas aquando a edição do jogo original.

Como qualquer Definitive Edition que temos visto, DMC traz todos os DLC’s, incluindo a possibilidade de jogarmos com Vergil, irmão de Dante, no modo campanha, novas roupas para ambas as personagens e novas armas. O aclamado DLC Bloody Palace, também faz parte desta Definitive Edition, contando agora com 60 novos desafios.

Devil May Cry Definitive Edition, é um exemplo único, não só por ser efectivamente o único disponível para a nova geração, dentro do género “hack n’ slash”, como graficamente merece esta reedição. Para os fãs é um “must have“, para os que ainda não são, este será o local ideal para se tornarem.

dmc-recomenda

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