Until Dawn e Bloodbourne – Preview LGW

Foi também no stand da PlayStation no Lisboa Games Week que tivemos a oportunidade de testar um pouco de mais dois títulos que apenas vão sair no próximo ano. Duas direcções diferentes, dois estilos diferentes e duas sensações diferentes.

Comecemos com Until Dawn, o jogo derivado do trabalho da Supermassive Games, que já nos trouxe o LittleBig Planet para a PS Vita ou o Killzone HD. A história é bastante simples, oito jovens reúnem-se numa casa abandonada para celebrar o aniversário da morte do seu amigo, no entanto não fazem a mínima ideia que estão a ser perseguidos por um serial killer. Until Dawn move-se como se fosse um Beyond, ou um Heavy Rain, no sentido de perspectiva em terceira pessoa com acções para executar no DS4, decisões para tomar na altura que influenciam todo o decorrer da acção e um pouco de survival horror à mistura. O guião foi escrito em colaboração com  Larry FessendenGraham Reznick, os mesmo que escreveram para Stake Land, Habit ou The Last Winter, e isso nota-se no decorrer do jogo, onde a tensão mas também o ar moderno de abordar o tema, prendem-nos ao jogo. Com Hayden Panettiere, Rami Malek ou Meaghan Martin nos principais papeis deste história, o jogo desenrola-se tal e qual, como já conhecemos outros deste género. Não achei muito inovador, graficamente é aquilo que se espera da PS4 e apesar de ficar agarrado à história não fiquei muito agarrado à jogabilidade. Demasiados momentos parados, um andamento pouco interessante, não sei, senti que faltava mais qualquer coisa ao jogo e não fiquei estarrecido. É muito cedo para tecer uma opinião mais profunda sobre o jogo, é esperar.

O outro jogo é Bloobourne, do mesmos criador de Demon’s Soul ou Dark Souls, estamos a falar de Hidetaka Miyazaki, por isso podem encontrar vários elementos de RPG que encontraram também nesses jogos, mas o andamento é muito mais rápido, um pouco ao estilo de como Devil May Cry era no início, mas no entanto é bastante mais difícil de superar. Apesar de os comandos serem bastante simples, o nosso armamento não é ilimitado, temos que gerir as nossas balas (na classe que eu escolhi), e todos os ataques têm que ser bem pensados para não ficarmos estatelados no chão e começar do início. Eu falei de classes, e tenho que referir que logo no início da demo pude escolher uma de 4 classes com diferentes pontos fortes e fracos, também para o estilo de cada jogador. Graficamente o jogo está incrível, o ambiente gótico que envolve a cidade de Yharnam está soberbo e realmente sentimos aquele densidade do “mal”, aquele pesar da morte que anda por ali em cada esquina, e a morbidão dos seres que foram infectados e que habitam ou vagueiam a cidade. Não será um jogo para todos, porque a sua jogabilidade é exigente, mas para os verdadeiros fãs do trabalho de Miyazaki.

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