Destiny – A expansão até ao nível 32

Quando fizemos a review do Destiny, fizemo-la com a quantidade de horas necessárias para perceber as mecânicas do jogo, jogámos a história até ao fim, experimentámos os strikes, a componente social e o “character building”. Agora 180 horas depois, com uma expansão pelo meio, decidimos que devíamos fazer, não um update a essa review, mas um “follow up” relativamente ao jogo da Bungie que promete pelo menos mais 8 anos de existência, e as expansões assim o vão comprovar, mas já lá iremos.

Comecemos pela ideia após nível 20 e a escalada até ao nível 30, agora até ao nível 32 com a expansão “The Dark Below“. Aqui dois aspectos fulcrais. Chegar até nível 30 sem a expansão é muito mais difícil do que com ela, isto porque antes da expansão não haviam elementos da armadura com “light” acima dos 30 que pudessem dar um boost a essa escalada. Como tal a minha chegada ao nível 30, não sendo um jogador hardcore, foi uma colheita de “shards” e de materiais para conseguir fazer os upgrades ao ponto de ser suportável enveredar pelo Raid final – Vault of Glass. Devo dizer que a experiência do Raid é a melhor que existe neste jogo. Temos que saber o que fazer, pois nada nos é indicado, temos que nos coordenar com a nossa equipa de seis elementos e temos que ser astutos e experientes. No VOG é preciso saber escolher as melhores as armas para as várias situações, seja uma Auto Rifle para a fase inicial de defender as plataformas, seja as snipers ou rocket launchers para defrontar o Templar, ou a Fusion Rifle para os Servants na fase final.

Vault

Desenganem-se aqueles que pensarem que se safam sem comunicar, sem usar um headset ou sem tentar criar uma estratégia. Tudo isso é necessário e é isso que torna a experiência tão boa.
É também no VOG, depois de o acabarem, mais do que uma vez e em mais do que uma dificuldade que vão desbloqueando armas a sério e as peças de armadura que vos poderão levar ao nível 30.
É verdade que muita coisa foi mudando ao longo dos consecutivos patches e agora com a expansão. Antes tínhamos que fazer “farming” de materiais para fazer os upgrades, agora já é possível comprar esses mesmos materiais, mas também é agora necessário passar de nível de “Vanguard” para poder comprar armaduras e armas de nível superior. Estas “commendations” apenas são conseguidas concluindo missões secundárias ou strikes dando os pontos suficientes para passar de nível..

The-Dark-Below-Expansion-Adds-Experimental-Quests-to-Destiny-463742-2

Falando um pouco da expansão, veio trazer acima de tudo, mais missões para desenjoarmos de fazer sempre as mesmas para conseguir os materiais e armamento que desejamos, mas sobretudo veio trazer novas formas de abordar o jogo. Uma delas é o facto de termos agora Quests – neste caso atribuídas por Eris que nos obriga a fazer vários tipos de missões e objectivos para ganhar uma parte de armadura. Mas há também armas que apenas conseguimos destruindo elementos que surgem esporadicamente, como é o caso da arma “Husk of the Pit”, que apenas derrotando os “Blades of Crota” é que nos pode calhar a sorte de nos “droppar“. Esta mesma arma tem toda ela um processo curioso e que até poderá ser a forma como se vai desenrolar todo o jogo no futuro. Esta arma no seu início é de nível 10, matando 500 Hives com ela conseguimos fazer o seu único upgrade, mas para tal teremos que ter em posse uma Ruined Core, objecto que apenas conseguiremos comprar caso cheguemos a rank 3 na conclusão dos objectivos propostos por Eris. Isto é, vamos gastar uma quantidade de horas a tentar fazer isto tudo para fazer um upgrade à arma.
Outro dos pontos altos da expansão é o novo Raid – Crota’s End – é completamente diferente do VOG. É muito mais “shooter” do que se possa imaginar. Para não estragar a quem ainda não obteve a expansão apenas dizer que vão se sentir muitas vezes num filme de survival horror, com muita vontade de fugir e esconderem-se para apanhar o fôlego, vão disparar milhares de balas, e vão ter que ser bem mais rápidos em todos os processos do que pensar em ponto ficar para derrotar aquele inimigo. É muito mais alucinante nesse sentido, mas perdeu alguma daquela componente mais estratega que a mim me agrada mais.

Capture7

A nível de história em si, o acrescento não é muito, vamos perceber um pouco mais do papel de Rasputin no jogo, vamos continuar a duvidar do papel e da história de Eris, ela, a única sobrevivente do Crota’s End, e continuamos envoltos nesta coisa do não saber muito bem o que aconteceu e o que vai acontecer, o que para muitos poderá ser chato, para mim é de alguma forma motivador para continuar à espera de mais.

Para além disto temos é claro dois novos strikes, caso joguem na PS3 ou PS4, visto que um deles é exclusivo da PlayStation, e três novos mapas para o PVP, todos eles muito maiores do que o normal, e alguns deles com muito espaço aberto, particularmente interessante para os que preferem uma abordagem, digamos, mais “sniper style”.

Official Destiny Expansion I: The Dark Below Trailer

Com tudo isto vão conseguir chegar ao nível 32, sendo que muitas das peças de armadura já fazem antever que poderão chegar a um nível superior. Continuo com a pulga atrás da orelha se o facto de não podermos utilizar mais do que uma parte da armadura exótica, não será explorada no futuro de forma a que toda a armadura seja efectivamente exótica e cheguemos a um nível extremo… mas isso talvez apenas seja descoberto numa das futuras expansões deste ano ou de um futuro mais longínquo.

Destiny continua a gastar horas da minha vida, demasiadas, devo dizer, sendo que com tudo já feito, faltando a componente mais coleccionista da coisa, começo a pensar se a expansão não terá conteúdo a menos mas ficarmos tão presos e ligados até à próxima. A ver vamos…

Recomenda-Dark

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